A Realidade Assíncrona de Jorge Sampaio
Retirado do Jumento (http://jumento.blogdrive.com) fica a seguinte, constatação, com que tenho, obrigatoriamente, de concordar.
"Quando o país debate a justiça Sampaio anda em semana de ambiente, quando o problema é o ambiente Sampaio viaja pela ciência, ou quando o país se afunda na maior crise do seu sistema de ensino Sampaio viaja pela saúde. Temos dois países reais, aquele que nos preocupa em cada o momento e um outro em que vive Jorge Sampaio."
Mais uma constatação pertinente e que nos deve dar alento para continuar a lutar, coligindo todas as ideias válidas. Também aqui o Dr. "andou aos papeis".
Noutro dia, já não sei onde, ouvi, mais uma vez, o Sr. Presidente a falar sobre o Concelho de Canas de Senhorim.
Dizia o Dr. Sampaio: “ ….eu conheço muito bem o problema de Canas de Senhorim…”
Pode ter sido interpretação minha, mas notei um ar fortemente irónico que até aqui não tinha constatado no Sr. Presidente, enquanto proferia estas palavras sobejamente conhecidas. Ele sempre nos disse, nas entrelinhas, que iria vetar o diploma da nossa liberdade. Nós, cegos pela esperança é que não entendemos os seus sinais.
"Quando o país debate a justiça Sampaio anda em semana de ambiente, quando o problema é o ambiente Sampaio viaja pela ciência, ou quando o país se afunda na maior crise do seu sistema de ensino Sampaio viaja pela saúde. Temos dois países reais, aquele que nos preocupa em cada o momento e um outro em que vive Jorge Sampaio."
Mais uma constatação pertinente e que nos deve dar alento para continuar a lutar, coligindo todas as ideias válidas. Também aqui o Dr. "andou aos papeis".
Noutro dia, já não sei onde, ouvi, mais uma vez, o Sr. Presidente a falar sobre o Concelho de Canas de Senhorim.
Dizia o Dr. Sampaio: “ ….eu conheço muito bem o problema de Canas de Senhorim…”
Pode ter sido interpretação minha, mas notei um ar fortemente irónico que até aqui não tinha constatado no Sr. Presidente, enquanto proferia estas palavras sobejamente conhecidas. Ele sempre nos disse, nas entrelinhas, que iria vetar o diploma da nossa liberdade. Nós, cegos pela esperança é que não entendemos os seus sinais.
Pois é defacto o Dr. Sampaio anda a viver um Portugal diferente dos demais portugueses, em relação a Canas de Senhorim como socialista que é, acha que o seu camarada Zé merece continuar a política de terra queimada que faz em em relação a Canas de Senhorim. Não outra coisa era esperada do uma pessoa que não respeita o mais nobre sentimento de todas que é a Liberdade, perferindo assim enverdar e compactuar com o jogo sujo do Zé.
Será essa a sua visão destorcida de um País que caminha para o abismo? Será que a sua visão se aplica a Canas de Senhorim? Ou talvez nos tenha enganado com as suas preocupações.
Sr Dr Sampaio nos também somos Portugeses de pleno direito ou não seremos?...
Posted by
anjo-negro |
26 de Set de 2004 19:11:00
Parafraseando o "ilustre" Pimenta Machado - Os politícos portugueses são uma "escandaleira"!! (lido com sotaque nortenho tem outra piada, carago!)
António Borges
Posted by
Anónimo |
27 de Set de 2004 00:48:00
O que se diz sobre o chumbo ao projecto de Canas e Fátima.
E Vizela Caramba?
Carta Aberta ao Presidente da Republica
As televisões apresentaram-nos alguém que parecia a ser o Presidente da República, com um discurso inflamado e patético, dias passados sobre a aprovação na assembleia da república dos novos concelhos de Canas de Senhorim e Fátima, insurgindo-se contra as alterações “à la carte” da LeiQuadro da Criação de Municípios, que permitem, ao que parece, a criação desses novos concelhos.
Dizia essa personalidade que o país corre o risco de “se transformar numa trágica manta de retalhos” o que é contrário ao que “o movimento europeu claramente recomenda”.
Disse, mais, que é preciso constituir uma comissão técnica que estude devidamente o assunto, elaborando um “livro branco”, e propondo soluções que tanto podem ir no sentido de criar novos concelhos como de extinguir alguns dos já criados.
Realçando a emoção que sentia concluiu com um apaixonado apelo aos portugueses ... “caramba”.
Daí supõe-se que se está a preparar um veto à lei, forçada, porventura, a descer ao parlamento para reexame, ou a remessa do diploma para o Tribunal Constitucional.
Ora, eu sustento que essa personalidade não pode, de facto, ser o Presidente da República, só pode ser ou um boneco da contra informação ou alguém que lhe que mal e deseja encontrar-lhe contradições num discurso que nesse domínio sempre quis parecer primar pela coerência.
Por isso me sinto forçado a desagravá-lo aqui hoje e trazer-lhe a minha compreensão e benevolente estímulo a que desanque sem dó nem piedade naqueles que assim dele deram uma tão má imagem.
De facto, o Presidente da República que temos não pensa assim.
Todos o sabemos em Guimarães - e é fácil demonstrá-lo e lembrar qual é, afinal, o seu correcto posicionamento sobre o assunto, bem expresso e sentido quando foi criado o chamado “concelho de Vizela”.
Importa lembrar agora que a posição então assumida por Guimarães era - e julgo que ainda é - a seguinte: não se opunha à criação do concelho de Vizela se ele respeitasse a lei e se fosse desejada pelas populações interessadas.
A lei não era respeitada, mas que importou isso?
Mudou-se um pouco, e no que se não mudou, desrespeitou-se.
As populações não queriam, mas que importou isso ?
O melhor era não lhes perguntar mais nada, antes que o concelho de Vizela ficasse reduzido à Rua Abílio Torres ou ao Parque.
O “referendo” em Regilde deixou assustados os melhores espíritos.
Depois o resto foi tudo muito elementar e simples: era preciso consultar antes as autarquias, mas não fosse elas oporem-se, o melhor era consultá-las só depois; era preciso que o “concelho” tivesse mais de 30.000 habitantes, mas 16000 chegavam (afinal tendo as pessoas quase todas duas pernas, multiplicando “adequadamente” as pernas pelo número de habitantes até dava mais que os 30.000 necessários); era preciso território com área suficiente, mas batoteava-se a área, para menos, e se nem assim chegasse, como não chegava, “arredondavam-se as coisas” para cima, como o provedor de justiça opinou; era preciso respeitar os princípios da imparcialidade do estado de direito, da segurança e confiança , mas o melhor era alterar as leis a meio do jogo para fazer o resultado na secretaria.
Isto foi o que o presidente da república aprovou e consentiu que se fizesse com o “concelho” de Vizela, e depois de se ter apercebido desse “excelente” quadro, depois até de ter chamado em seu auxílio a necessidade de se obter um parecer de um bom constitucionalista.
De sorte que não foi o presidente da república que agora se opôs aos concelhos de Canas de Senhorim e Fátima porque se fosse não tinha, decerto, julgado sem mácula o processo da criação do “concelho” de Vizela.
Não seria possível tamanha incoerência.
A menos que tenha, entretanto, mudado de opinião e tenha afinal passado a subscrever as razões do tal parecer que lhe era tão importante para justificar a remessa do processo da criação do concelho de Vizela para o Tribunal Constitucional, ou tenha, por fim, ouvido aquela voz a quem tanto devia, que um dia lhe segredou: “Lembra-te que eu sou de Guimarães ....”. Lembra-se? Eu lembro-me, cem anos que viva, mas eu sou ainda, mas apenas
Um cidadão atento e nada mais que isso.
http://www.expressodoave.com/entrevistas_cronicas/index.php3?id=250
Posted by
Sr. Fulano Tal |
28 de Set de 2004 11:20:00