Sábado, Outubro 30, 2004

Sampaio e a Liberdade de expressão

Jorge Sampaio, presidente de todos os Portugueses, em deslocação a Murça no distrito de Vila Real de Trás-os-Montes afirmou:

  • "É preciso que se faça com que a democracia seja mais praticada e adulta; que cada um se manifeste como pode"
  • "Que não queiram uns evitar que outros se manifestem ou que dêem outras opiniões, porque o país faz-se da riqueza dessa diversidade"
  • "Não posso descansar um dia, enquanto as pessoas do litoral ou do interior do país estejam tão longe de poderem sentir esperança e o destino à sua frente".


Por vezes este presidente deve pensar que somos lerdos. Ou então não!

Ambiente - III

Hoje pelas 14h00 irá decorrer nova acção de protesto pela elevação de Canas de Senhorim a concelho.
O JN na sua edição diária faz éco disso mesmo.

Canas de Senhorim ameaça levar sacos de urânio a Belém


Um tractor de urânio irá ser retirado, hoje, das antigas minas de Urgeiriça, em Canas de Senhorim, como forma de protesto do "isolamento e abandono" da freguesia. Na próxima semana, a perigosa mercadoria será transportada para Lisboa e depositada à porta do Palácio de Belém, assegura Luís Pinheiro, presidente da Junta local e líder do Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCCS). No local, será deixada um bandeira com as cores de Canas de Senhorim.

"O que está a contecer é uma vergonha. Ao longo dos anos, fomos espoliados e marginalizados. Só o Presidente da República não quer ver a situação", disse, ao JN, o autarca de Canas de Senhorim. Na base daquilo que considera uma "injustiça grave" ao desenvolvimento da freguesia, subsiste a luta travada pela elevação de Canas de Senhorim a concelho, em parte agravada após o veto de Jorge Sampaio ao diploma de alteração à lei de criação de novos municípios aprovado, por maioria, pela Assembleia da República.

A acrescentar a esta "velha reivindicação" de Canas de Senhorim, o MRCCS pretende impedir a saída de 127 toneladas de urânio concentrado (ou seja, metade das reservas existentes) nas desactivadas Minas de Urgeiriça que, alegadamente, o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, pretende vender à Alemanha e cuja mercadoria foi avaliada em cerca de 3,5 milhões de euros.

"A nossa luta mergulha em razões muito profundas. Permitiu-se encerrar duas grandes empresas (Companhia dos Fornos Eléctricos e Minas de Urgeiriça) e lançar no desemprego 1200 trabalhadores. Canas de Senhorim sempre contribuiu para o Orçamento Geral do Estado, mas agora, chegou a altura de dizer basta. Não podemos continuar a ser esbugalhados nos nossos direitos de cidadania", adiantou Luís Pinheiro.

Como pano de fundo da polémica, sobressaem, não só as antigas guerras travadas com a Câmara Municipal de Nelas, devido ao "constante isolamento e à falta de investimentos" na freguesia vizinha e, também, ao veto do presidente da República que permitia a Canas de Senhorim a elevação à categoria de concelho.

Salazar e Sampaio

"Salazar explorou a terra e Jorge Sampaio segue-lhe as pisadas. O presidente da República tem graves responsabilidades no clima de crispação existente e, por isso, iremos desencadear novas formas de luta", afirmou o líder do MRCCS.

Questionado pelo JN para elencar a alegada "falta de investimentos" locais, o presidente da Junta de Canas de Senhorim alertou para as "ruas sem passeios, esgotos a céu aberto, falta de planeamento e ausência de medidas que atenuem as difíceis condições de vidas das populações".

Perante as denúncias, o JN tentou contactar o presidente da Câmara de Nelas, mas o autarca mostrou-se indisponível para comentar os problemas de Canas de Senhorim. Para além das rivalidades caseiras, existem no concelho graves problemas ligados à radioactividade e de carácter ambiental. "Existem quatro milhões de toneladas de resíduos perigosos. A situação exige medidas concretas e imediatas. Como o impasse continua, iremos denunciar a situação junto da comissária europeia do Ambiente", contou António Minhoto, da Associação Ambiental das Zonas Uraníferas. "O material existente há vários anos nas minas de Urgeiriça é radioactivo e, como tal, deve ser retirado rapidamente para dar lugar à urgente recuperação ambiental", concluiu.

Ainda bem que estas preocupações entraram, definitivamente, no role das inquietudes da população. É de facto grave o que se está a passar.
Tenho atacado o Presidente da Republica neste espaço, mas parece-me que estamos a confundir alhos com bugalhos. Neste particular o que tem Jorge Sampaio a ver com a situação?! Compete exclusivamente ao Governo (quer local, quer central) a resolução destes problemas.
No caso da venda das reservas que se encontram ainda na Urgeiriça, a responsabilidade é do Governo de Santana Lopes e dos organismos que tutela. Isto prova o que já defendi também antes. Ninguém, excepto os Canenses, se interessa pelos seus problemas. Não será por demais evidente que todos os partidos políticos, incluindo o PSD estão nisto de forma muito leviana e ao sabor do vento?
Acusar o Presidente de querer vender o urânio só pode descredibilizar uma luta que se quer séria.

Pelo concelho e pelas preocupações em causa penso, no entanto, que é de apoiar e estar presente nesta acção.

Segunda-feira, Outubro 25, 2004

Ambiente - II

Voltando ao tema do post que publiquei em 8 de Setembro com o título de Ambiente, o JN de ontem e também o Público faziam eco da sessão de esclarecimento realizada dia 22, sexta-feira, e que por outros compromissos, infelizmente, não pude assistir.

População ameaça levar urânio a Belém

Movimento quer impedir a venda de mercadoria perigosa e promete radicalizar acções de luta.
O Movimento para a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim vai impedir "nos próximos dias", a saída de cerca de 125 toneladas de urânio proveniente das minas de Urgeiriça. A medida surge como forma de protesto pelo veto do presidente da República. "A revolta é muito grande", resumiu Luís Pinheiro, presidente da Junta de Canas de Senhorim e líder do movimento.
Agitam-se, novamente, os habitantes de Canas de Senhorim em prol da elevação da vila a concelho. Num plenário realizado, anteontem, junto ao mercado e que, segundo o autarca, "reuniu mil pessoas", os eleitores "estão cansados das promessas" e caso nada seja feito, admitem levar o protesto até Belém. "Se o presidente da República não cumprir a palavra dada, vamos depositar um saco com terra e urânio junto ao Palácio de Belém. Estamos cansados de ser enganados", disse.
Em declarações ao JN, o líder do movimento de Canas de Senhorim considera a situação "muito preocupante", já que, a vila tem sido "sistematicamente esquecida" pelos poderes públicos em termos de desenvolvimento.
"Somos gente de bem e trabalhadora, mas não podemos continuar a ser espoliados. A vila está votada ao abandono e, em muitas ruas, os esgotos correm a céu aberto", concluiu.”

Concordo plenamente com esta atitude. É um trunfo que devemos usar de forma inteligente.
Folgo também ver o interesse, súbito, do MRCCS por estas questões. Vale mais tarde do que nunca. O que não é correcto é criticar quem há muito se preocupa com estas questões, mais concretamente a AZU. Não foi este Movimento o mesmo que afirmava que aquela Associação ambientalista era alarmista e que apenas estava a provocar o êxodo da população? Felizmente arrepiaram caminho.
A questão do tratamento ambiental dos depositos dos lixiviados das explorações de Urânio e de outros minerais radioactivos da Urgeiriça e de outras localidades da região é demasiado importante para que assumamos uma postura indiferente, fazendo como a avestruz. O problema da radioactividade presente não desaparece se fizermos de conta que não existem.
Temos, também aqui, de exigir o que nos é devido. Como diz, agora, Luís Pinheiro “demos o nosso melhor em prol do progresso do país”, temos agora que fazer valer os nossos direitos.
Esta questão não é de menor importância. Considero-a mesmo maior que a criação do concelho que por si só não nos pode trazer a resolução deste imenso problema, que pode por em causa a saúde de todos nós.

Quinta-feira, Outubro 21, 2004

Pobre Pais!

José Pacheco Pereira publica hoje no Abrupto, entre outras coisas, o seguinte texto:

"POBRE PAÍS

o nosso.

Onde é vital, hoje, que não se confunda silêncio com consenso, silêncio com apatia, silêncio com ambiguidade. Está na altura de falar e falar claro, antes que seja tarde de mais. O que está em jogo é grave. É aquilo a que uma noção antiga chamava “bom governo”, a que nos dedicamos por gosto pelo nosso país, gosto pela nossa comunidade antiga, que é a única coisa que dá sentido à política."

Curioso como se adapta bem à nossa realidade.

Cumprimentos


Segunda-feira, Outubro 18, 2004

Funcionários da ENU com novo protesto agendado

Parece que os nossos conterrâneos continuam a querer lutar pelos seus direitos.

Força para eles.

"Os trabalhadores da ENU a Empresa Nacional de Urânio, estão a ponderar a hipótese de irem novamente a Lisboa em protesto, para exigir a equiparação a operários de fundo de mina, que permite antecipar a idade de reforma. Recordo que os funcionários esteve cerca de 30 anos ao serviço da ENU, desempenhavam funções na oficina do departamento químico da empresa, na Urgeiriça, Canas de Senhorim. Quando a empresa estatal encerrou, em 2001, o Governo prometeu a equiparação aos trabalhadores do fundo de mina. Albertina Guimas, porta-voz dos trabalhadores disse á Viriato FM que “a hipótese de voltar a Lisboa foi colocada e ficou decidido o Protesto ir avante”. "



Quinta-feira, Outubro 14, 2004

Mais uma do Cenourinha

Espantem-se com o artigo do Público, da autoria de Nuno Sá Lourenço, sobre o nosso Presidente da República, com o sugestivo título "Há Momentos em Que o Presidente da República Tem Que Saber Estar Calado".

Entre outras afirmações:

"O Presidente da República tem que ser o centro da serenidade em Portugal. É isso que vou continuar a ser"

Sobre o prémio que lhe será hoje entregue pelo Rei de Espanha, Jorge Sampaio confessou-se "muito surpreendido" por o receber e confirmou que os 90 mil euros, desta vez, não vão para nenhuma instituição de caridade. "Desta vez, vai ser para mim. Os tempos estão maus".

Viva Portugal e os Portugueses! Digo eu.

Festival Percursos 2004

Já anteriormente referi que o Festival Percursos 2004 vem a Canas de Senhorim.
Vale a pena voltar a referi-lo

A COMIDA DO ESCURO
Famiglia Sfuggita / Itália
Dias: 16 a 24 de Outubro
Hora: 20h00
Local: Viseu Casas do Visconde (Canas de Senhorim)
Ponto de Encontro:
Teatro Viriato
Público-alvo: A partir dos 18 anos
Duração: 120 minutos
Preço: 5 €

Um jogo às escuras. A procura de uma nova forma de expressão, onde todos são artistas da sua própria cegueira
E se por um momento, o gesto mais simples, como o de levar o alimento à boca, se tornasse difícil? “A Comida do Escuro”, da “Famiglia Sfuggita”, propõe várias experiências sensoriais, durante a noite, no interior de uma casa sem luz. Reformula-se a imagem da deficiência, tendo como base o respeito, mas ao mesmo tempo a diversão e interiorização de vários estímulos gustativos, sonoros e tácteis. Descobre-se a real força dos sentidos que testam a confiança dos que participam, através de uma forma alternativa de abordar as artes. Cada elemento do público é guiado por um espaço, sempre no papel de quem não vê, provando, criando um caminho distinto, dando importância a elementos, que na luz muito dificilmente daria. O escuro é a matéria plástica que cada espectador pode modelar à sua discrição.

Actores:
Alessandra Meli
Alessia Battaglia
Caldarella Benedetto
Fabio Belfiore
Ivana Vitaliti
Michele Zocco
Otello Urso
Paola Carrà
Regina Ulleri

Segunda-feira, Outubro 11, 2004

Liberdade de Expressão

Do já extinto Liberdade de Expressão deixo-vos as reflecções de João Miranda sobre a questão dos novos concelhos.


"Novos concelhos e organização planificada

Li 10 ou 20 artigos de opinião nos jornais sobre a criação de novos municípios.

A esmagadora maioria dos comentadores é contra a criação dos concelhos de Fátima e de Canas de Senhorim com base numa arrogância racionalista e centralista.

Todos os comentadores sabem à priori qual é o tamanho ideal de um concelho e todos sabem que o tamanho ideal não é o tamanho de Fátima ou de Canas de Senhorim. O tamanho ideal é sempre maior. Ninguém tem dúvidas. A ninguém ocorre que se calhar o tamanho ideal é aquele que evolui naturalmente da competição e da cooperação entre comunidades.

Vital Moreira chega ao ponto de justificar as suas posições com a História, isto é, com a reforma de Passos Manuel, dizendo entretanto que Portugal tem em relação à Europa municípios relativamente robustos (não tirando daqui nenhuma conclusão). O problema é que a reforma de Passos Manuel teve como objectivo servir os interesses planificadores e hegemónicos do estado central. Os mesmos interesses que agora a esmagadora maioria dos comentadores defende (pista: onde moram estes comentadores?). Ou seja, o tamanho dos municípios actuais é artificialmente elevado. O mapa actual, longe de ser o resultado da evolução histórica, é na realidade o resultado da coerção exercida por meia dúzia de iluminados.

Vital Moreira (e outros) vê uma contradição entre a proliferação de novos concelhos e a promoção da agregação de concelhos em áreas metropolitanas. Não há contradição nenhuma. As áreas metropolitanas são associações de concelhos. Não têm como objectivo substituir os concelhos. O que salta à vista é que é necessário um novo nível de organização e que as áreas metropolitanas são esse nível de organização.

Um dos comentadores, não me lembro agora qual, até tinha uma posição muito curiosa. Apesar de ser contra a proliferação de novos concelhos, defendia que as freguesias deviam passar a ter as competências dos concelhos.

A lição que se pode tirar de tudo isto é que as sociedades humanas não são compatíveis com lógicas centralistas e planificadoras. Os conflitos entre Canas de Senhorim e Nelas mostram que uma boa divisão administrativa é aquela que emerge da negociação ao nível local dos conflitos entre comunidades. Não é aquela que é criada a régua e esquadro em Lisboa.

Novos Concelhos

Cada indivíduo tem direito à sua esfera de liberdade.

Cada indivíduo tem o direito de se associar a outros formando associações.

Para isso, cada indivíduo abdica de parte das suas liberdades e delega poderes nos seus representantes.

Todas as associações devem ser livres e temporárias. Devem existir sempre mecanismos que permitam fundir, dividir ou dissolver associações políticas por vontade expressa dos seus membros. Deve ainda ser garantido o direito de dissidência.

Por tudo isto, não devemos perguntar se o país tem concelhos a mais ou a menos ou qual é a dimensão mínima que um conselho deve ter.

Devemos perguntar antes se as freguesias que existem resultam da livre associação de indivíduos e se os concelhos que existem resultam da livre associação de freguesias.
E o problema é que muitas das autarquias não resultam da livre associação. Muitas foram criadas a régua e esquadro por uma autoridade central em Lisboa. São um produto do centralismo
.
http://liberdade-de-expressao.blogspot.com/2003_07_01_liberdade-de-expressao_archive.html "

De facto a actual organização administrativa apenas serve o interesse de alguns cidadãos.

A desertificação galopante do interior do País a que assistimos nos últimos 30 anos é, em minha opinião, fruto dessa organização que apenas visa os interesses do Estado Central e não de toda a população. Ganham as sedes de concelho, pois raramente existem autarcas que repartem o bolo por todo o município. Com esta política colonialista em que vivemos e onde somos escravizados para o sustento das “nossas” capitais politicas, vemos localidades inteiras a desaparecer, a perder qualidade de vida e com isso, somos obrigados a (e)imigrar ou a resignarmo-nos com o miserável destino a que somos vetados.

Diz o Sr. Presidente, Dr. Jorge Sampaio, que temos de acabar com a censura. Existirá maior atentado à liberdade de expressão do que ignorar a expressão da população. Os seus anseios. O 25 de Abril deu-nos a possibilidade de nos exprimirmos livremente mas nem por isso nos deu líderes capazes de ouvir o que temos para dizer. De que serve poder falar se não somo ouvidos?!

Vamos fazer ouvir a nossa voz, respeitosamente e tolerando todas a opiniões, digo eu, pois necessitamos do apoio de todo o Portugal (Órgão de Comunicação Social, Partidos Políticos, Sociedade Civil, etc.) para terminar o hercúleo trabalho de levar Canas de Senhorim a concelho.

Sexta-feira, Outubro 08, 2004

Eu tive um sonho....

Certo dia acordei sobressaltado...tinha sonhado! Há muito que o meu íntimo não me permitia tal leviendade. Sonhar? Pois sim! O cansaço da jornada diária fazia com que o meu sono não desse lugar a esses desvaneios.
Mas certo dia sonhei.
Sonhei que tinha entrado na Câmara Municipal para tratar de papelada vária. De seguida passei pelo Notário, fui às Finanças, olhei de longe o Teatro Municipal, a Zona Industrial 1 e 2...as obras de construção da 3ª. A Sede do Agrupamento de Escuteiros, erguida em terrenos cedidos pela autarquia. As Piscinas Municipais. As Sedes renovadas das Assoçiações Carnavalescas....e por fim a Placa: "Limite do Concelho de Canas de Senhorim"!
Acordei sobressaltado...afinal havia uma nova industria em Canas, a industria dos serviços. Afinal havia razões para nos levantarmos pela manhã com um sorriso nos lábios.
Afinal havia um futuro para os nossos filhos!
Acordei sobressaltado!
Acordei!
É pena!
Por vezes somos mais felizes quando estamos a dormir!
Deixem-nos ser nós!
Deixem-nos tratar dos nossos!
Deixem-nos ser CONCELHO!
Abraço Amigo
Canense

Quarta-feira, Outubro 06, 2004

Feira Medieval

Decorreu como é habitual mais uma Feira Medieval que apenas veio confirmar o sucesso da mesma.

Vale a pena ler o que escreve sobre ela quem nos visita, nomeadamente no http://o-blog-de-luis-silva.blogspot.com/
Não se esqueçam dos comentários e acrescentem alguns.

"Os Acorrentados"

Um pouco surpreso por ver acorrentados à guarita do Palácio de Belém, conterrâneos nossos, pois devo reconhecer que não tinha conhecimento que tal acção iria ocorrer, fiquei, no entanto, agradado com o regresso às acções de rua com vista a resgatar o Concelho de Canas.

É irrefutável que "mais vale morrer à porta da Assembleia da República do que ir morrendo aos poucos em Canas, onde a dignidade dos cidadãos é continuamente violentada". Não literalmente, como é óbvio, mas quase.

Canas de Senhorim está, de facto, a ser roubada.

Disse o Sr. Presidente, em discurso nos Paços do Concelho da capital por ocasião das comemorações da instauração da Republica, que os Portugueses estavam fartos da fuga para a frente dos políticos. Que bastava de “mentiras” e que de uma vez por todas os Governos tinham de enfrentar os problemas de frente. Ora nada mais correcto.
Permita-me Excelência que lhe lance um humilde repto. Aborde esta questão com verdade, para o bem ou para o mal. Estamos fartos de ser enganados por tudo e por todos.

Sexta-feira, Outubro 01, 2004

A nova estrada da Póvoa de Santo António

Depois de anos a fio de promessas por parte da CM de Nelas, a nova estrada que ligará, futuramente, Canas de Senhorim à Povoa de Sto. António, está praticamente concluída.
Espera-se agora que o Eng. João a venha inaugurar sabendo-se como o Sr. Presidente é avesso a esta freguesia, que no entanto, insiste em afirmar como parte do Concelho de Nelas.
Na imagem podemos ver ao fundo podemos ver a dinâmica zona industrial de Canas de Senhorim.


A nova estrada da Póvoa
Agora falando a sério:
  • Quando é que os “nossos” responsáveis se decidem a fazer a estrada em questão?!
  • É para antes ou para depois da estrada Nelas – Moreira, que pouco interesse terá, pois já dispõe de ligação a Santar e Carvalhal Redondo?!

Mais um exemplo de marginalização e desinvestimento.

Triste sina. Triste País. Onde tudo é tolerado aos poderosos!

Sítios Canenses

Referências

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