Sexta-feira, Dezembro 31, 2004

As Piadas de 2005

Depois de revista Focus, fiquei bastante confuso

O Dr. José Correia afirmou à Revista o Seguinte:
"para ir trabalhar, passo todos os dias em Canas!"
Das duas uma:
Ou o homem afinal trabalha em coimbra
Ou não mora em Vilar Seco mas sim em Carregal do Sal

Mais outra (falava-se de Passeios):
"você já viu a segunda freguesia de um concelho ser melhor que a freguesia municipal?"

Amigos, é isto que temos!...

Quarta-feira, Dezembro 29, 2004

É Natal

O Jumento ofereceu a grande parte do Governo do País um prenda, mas esqueceu-se do mais alto Magistrado da Nação.

Memória expandida.


Para o Dr. Jorge Sampaio fica uma DIMM de memória que decerto lhe dará muito jeito para não se esquecer das posições que toma logo após as tomar. Para poder ser um pouco mais coerente na “magistratura de influência” que diz praticar .

Leitura em acesso livre

Perdoem-me este desabafo, mas para uma localidade que tem aspiração em ser concelho, fiquei extremamente feliz e contente por saber que a Biblioteca José Adelino se encontra aberta todos os dias das 9: 30 h. às 18 h com o respectiva hora de descanso para almoço.
Daqui lanço os meus parabéns à Direcção dos Bombeiros Voluntários pela tenacidade em mostrar ao público todo o espólio que possui.
Como Canense e curioso que sou entrei na Instituição e tive o prazer de constatar que é um espaço muito agradável para o estudo e leitura. Fiquei admirado porque nas novidades tinham livros por exemplo como o Código Da Vinci, o Descodificado, Hei-de um dia amar uma pedra entre outros. É de louvar esse esforço.
Vamos todos apoiar este local importante para o desenvolvimento da cultura da nossa terra.

Parabéns

Irredutíveis Canenses

No artigo do Sr. Paulo Leitão no Diário das Beiras de 25/11/2004 aborda a temática de Canas a Concelho. Vejamos o que ele diz "... considero que Canas de Senhorim não terá muita viabiliade em ser concelho. A população é pouca, as infra-estruturas diminutas, as empresas escasseiam. Agora, a população local tem um desejo profundo de que a freguesia seja elevada a concelho.." Recorde-se a este senhor e a todos que n saibam que Canas de Senhorim já foi a vila com maior rendimento per capita em Portugal.
Reparem na imagem que ele dá à nossa luta "... reconheço a determinação deste povo, quais gauleses da aldeia de Asterix, combatendo o poderoso exército romano. A vontade férrea de independência em relação ao concelho em que estão integrados faz-me lembrar um pouco a vontade do povo timorense em relação aos indonésios. Também Timor era um pequeno David contra um colossal Golias chamado Indonésia... Também naquela pequena parte da ilha de Timor a população é pouca, as infra-estruturas diminutas, as empresas escasseiam."
Isto vem de encontro à nossa luta e mais uma vez o David acabará por vencer.
Acabo com esta citação do mesmo artigo "Ghandi costumava dizer: a força não provém da capacidade física, mas da vontade férrea. É essa vontade férrea que se sente nestes "irredutíveis Canenses"

Talves se os nossos deputados e falo mais para os de Viseu especialmente para um que começa por J acaba em RO e no meio tem UNQUEI, talvez ele devesse contar com os nossos emigrantes espalhados pelo mundo, assim aumentariamos a população, se existem razões históricas para elevar vilas a cidades (porque pela Lei quadro vigente não conseguiriam) porque as mesmas razões históricas já não servem para elevar vilas a concelho?

Esses deputados esquecem-se que o exemplo vem de cima e não podem pedir ao povo para sermos sérios e honestos sendo eles os primeiros a falhar.

Balanço

No dia 4 de Setembro de 2004, iniciamos o Blog “Canas & Senhorins”.
Como na altura era referido no texto de abertura pretendia-se um “espaço democrático e imaginativo” onde o debate fosse “livre de preconceitos e produtivo nas suas consequências”. Um Fórum da alma Canense. Sempre com “decoro, elevação e sentido prático na participação.”

Passados 4 meses e mais de setenta textos publicados, solicitamos que todos os interessados façam um balanço a este blog. O que conseguimos, o que podemos melhorar. Coisas boas e coisas más.

Continuemos a animar, ainda mais, o debate.

Terça-feira, Dezembro 28, 2004

Carnaval

Já que o Sr. Cicrano falou de Carnaval (mais propriamente de Bailes), pelo facto de estarmos a mês e meio da “contenda” e porque este Blog fala das coisas de Canas aqui vai este Post.

Não concordo, nem nunca concordarei, em misturar o Carnaval com a luta pela restauração do concelho… Há quem o faça, eu não! O Carnaval é a actividade que mais mexe com a população de Canas, muito à frente reimplantação municipal!...

Quanto aos bailes, a minha opinião é a mesma de a 10 anos para cá: Estes devem estar dependentes de uma organização/associação/empresa, nunca dos bairros… Mas não falemos só de bailes, façamos os percursos em conjunto e devidamente realistas, animação de rua, markting e publicidade, etc, etc… Isto claro, sem ferir a independência dos bairros que são os responsáveis máximos pelo Carnaval de Canas! É difícil, não é?

Como diz o outro, “a mim só me lixam uma vez”!... E é esta a dura realidade, que não deixa as coisas avançar… Queiram ser frontais, porque eu já decidi deixar de o ser!

A tradição Carnavalesca de Canas de Senhorim, já sofreu muitas evoluções, quase todas para melhor… A nova geração do Sr. Cicrano têm uma palavra a dizer nesta evolução! Mas, não contem com facilidades… É a opinião de um “Burro”…

Tais " Putens"

E então?!
Movimentam-se as " putens " das placas tectónicas under water and a few minutes later....
...desaparecem mais de 55 mil seres humanos deste stressado e condenado calhau (A.K.A. Planet Earth)....
Let´s us pray ?!
Searching the next step...

... And a Happy New Year to all !

Segunda-feira, Dezembro 27, 2004

QUO VADIS

Pela 8ª vez, estiveram reunidos em Canas de Senhorim caminheiros (escuteiros com idades entre os 17 e os 22 anos) de todo o Portugal.
Esta actividade de seu nome Quo Vadis, tenta incutir nos jovens o Caminheirismo interior: porque feito no interior do país, e porque se pretende vivido no interior de cada um de nós/eles.
Pegando sempre no imaginério de uma história infantil (desta feita Dartacão e os 3 moscãoteiros) a actividade aberta a cerca de 175 participantes leva os caminheiros a viver durante 3 dias o que de melhor os escuteiros de canas têm para lhes oferecer ( e não é pouco).
Serve este post para agradecer a todos os que de alguma forma contribuiram para o pleno sucesso desta actividade, todos os nossos escuteiros, os Bombeiros que ajudaram a tornal real a nossa eucaristia, e outros tantos que de certeza me estou a esquecer .
Serve este post para agradecer à escola EB 2/3 por mais uma vez ter confiado nos escuteiros de Canas e ter cedido as instalações. Obrigado Angelina, obrigado Albino, obrigado Zé Tó.
Serve este post para informar que os escuteiros de Canas, embora sem sede própria estão aí para as curvas.
Mas sobretudo, serve este post para AGRADECER DO FUNDO DO CORAÇÃO a quem telefonou por volta das 23H30 de sábado para a GNR queixando-se do "barulho" feito pelos escuteiros no interior da escola. É com atitudes destas que vamos longe, é com atitudes destas que dignificamos o bom nome da nossa terra.
Depois ainda temos de ouvir um escuteiro do Algarve, quando confrontado com a situação dizer: se aqui estivesse o Presidente da Republica quem vinha fazer barulho eram as pessoas que telefonaram.
É triste...mas é o que temos.
Sempre alerta para servir
Um abraço
Canense

PS: Se as pessoas que telefonaram quiserem, sei de determinadas coisas que se passam em Canas no silêncio da noite, que essas sim pôem em causa a segurança pública. Nossa e dos nossos filhos!

Domingo, Dezembro 26, 2004

Viva a Hipocrisia

Publica o Público um artigo de opinião de Artur Trindade, Secretário-geral da Associação Nacional de Municípios Portugueses;
(http://jornal.publico.pt/2004/12/26/EspacoPublico/O06.html).

Entre outras coisas diz que o processo de criação de novos municípios apenas tem como objectivo a criação de meia dúzia de “tachos”.
Apenas me apraz dizer o seguinte ao Sr. em causa:
  • É fácil falar quando os problemas não nos afectam.

Não sei se vive em Coimbra. Não sei se o seu artigo de opinião foi “encomendado” pelo Patrão.
Eu também posso falar com igual leviandade, a título de exemplo, do processo de co-incineração em Souselas. Sabe, é que a mim não me afecta! Posso fazer o mesmo sobre centena de assuntos.


Já agora:
  • Vizela, Trofa e Odivelas, cumpriam a Lei n.º 142/85, de 18 de Novembro? Não! E la têm a sua Câmara.

Não seja ridículo! Seja honesto. Seja coerente. Não escamoteie o que lhe interessa? Foram os políticos que criaram este problema e são eles que o mantêm!

Os pretensos 600 novos municípios só poderão ter razões se lhes prometerem algo. Serão que os políticos são ratos e não homens?! Não prometam o que não podem cumprir. Em ultima análise acabem com os municípios que não preenchem os critérios da actual lei quadro de criaçao de municípios. São muitos, não é?!!! Têm lá muitos amigos?!!

Perdoem-me a linguagem mas somos um Pais merdoso governado por hipócritas. Vão badamerda meus senhores! Merecemos todos melhores do que isto.

Natal em Vale de Madeiros

Gostaria de vos falar de uma tradição, bem à maneira de Canas, do Natal em Vale de Madeiros:

Uns dias antes da data da consoada, já um grupo de jovens marcou um pinheiro no coração da mata que envolve a aldeia. Uma bela e grande àrvore pertencente ao maior "sacana" da povoação. A escolha do personagem foi democrática, entre garrafas de cerveja e "carvalhadas", decidindo-se, assim, qual a vítima deste ano. O proprietário constitui-se, desta forma, como exemplo da falta de solidariedade para com os seus vizinhos. E ninguém gosta que o seu pinheiro seja escolhido...
Pois bem... Antes da festa, um grupo de jovens esgueira-se furtivamenta na floresta, de motoserra na mão. À hora da saída da missa do galo, a àrvore crepita simbólicamente no adro da igreja. E sempre há um fiel que discretamente indaga os jovens:
_" Então, de quem é o pinheiro este ano?"

Sexta-feira, Dezembro 24, 2004

O Radão mata

Do Público de hoje, dia 24.

Estudo da "British Medical Journal
"Cancro do pulmão: gás radioactivo radão mata nove por cento na Europa

O radão, gás radioactivo de origem natural que pode acumular-se no ar do interior das habitações, é responsável por nove por cento das mortes por cancro do pulmão na Europa, indica um estudo hoje divulgado.Segundo as conclusões do trabalho, publicadas na revista britânica "British Medical Journal" (BMJ), o radão aumenta os efeitos negativos do tabaco.
Para exposições iguais, o risco de cancro do pulmão é cerca de vinte vezes mais elevado para os fumadores do que para quem nunca fumou, sublinham os autores do estudo.E o risco aumenta proporcionalmente à concentração de radão em casas habitadas durante trinta anos antes do aparecimento da doença, mesmo quando a radioactividade emanada pelo radão é inferior às doses limites recomendadas.
A perigosidade desse gás, que se escapa da superfície da Terra, deve-se às partículas radioactivas que contém. Rapidamente dispersas no ar livre, as partículas podem encontrar-se em concentrações elevadas no ar ambiente das casas, sobretudo ao nível do rés-do-chão ou dos primeiros andares, com fortes variações segundo as regiões.Quando é inalado, o radão é na maioria das vezes expirado imediatamente. Porém, certas partículas podem depositar-se na mucosa dos brônquios, expondo as células à radiação.Estudos realizados com mineiros já tinham associado o radão ao cancro do pulmão.
Este risco é agora confirmado numa situação de exposição ao radão dentro de casa, de acordo com a nova investigação, que incidiu em 7148 casos de cancro do pulmão e 14.208 pessoas que não desenvolveram a doença e que, por isso, constituíram um grupo de controlo.
A radioactividade do radão correspondeu em média a 97 bequereis por metro cúbico (97 Bq/m3) nas casas dos membros do grupo de controlo, em comparação com 104 Bq/m3 nas casas das pessoas que contraíram cancro do pulmão, sendo que um bequerel corresponde a uma desintegração por segundo.O estudo, realizado pela professora Sarah Darby (Oxford, Reino Unido), diz respeito apenas a nove países europeus: Alemanha, Áustria, Espanha, Finlândia, França, Itália, Reino Unido, República Checa e Suécia.
Estudos realizados em Portugal em 1992 permitiram fazer um levantamento preliminar das concentrações de radão no ar do interior das habitações do território continental, o qual conduziu à detecção de cerca de nove por cento de habitações com valores superiores a 200 Bq/m3 e três por cento superiores a 400 Bq/m3, segundo o Laboratório de Radioactividade Natural do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra.
As maiores concentrações de radão foram observadas em distritos cujo substrato geológico é maioritariamente constituído por granitos (Guarda e Viseu), que são, de entre a diversidade de rochas ígneas, metamórficas e sedimentares do planeta, a variedade lítica que normalmente incorpora os mais elevados teores de urânio.

Canas & Senhorins deseja um Feliz Natal

Recebido na caixa do correio

Quinta-feira, Dezembro 23, 2004

Os Marretas

Portugal é um País de Marretas, governado por Marretas:

  • Temos um Presidente da Republica que é um Marreta. Ora demite, ora não demite. Ora explica, ora não explica. Ora promulga, ora não promulga;
  • Temos um Primeiro-ministro que é um Marreta. Anuncia hoje que vai anunciar amanhã;
  • Temos Ministros Marretas. São sujeitos ao contraditório do Primeiro-ministro e contradizem este, bem como os Secretários de Estado;
  • Temos um líder da oposição Marreta. Fala, fala, fala e não diz grande coisa;
  • Temos Presidentes das Regiões Autónomas Marretas. Um deles até já diz que é o Presidente da Republica da Madeira (ou será das bananas?);
  • Temos Presidentes de Câmaras Marretas. Como diz o primeiro Marreta, escuso-me a enunciar pois estas situações são do total conhecimento de V. Ex.as;
  • Nos somos Marretas. Pois somos incapazes de mudar esta marretada em que vivemos, onde elegemos Marretas para nós governar.

Para piorar as coisas, os nossos Marretas mandões são normalmente umas picaretas falantes. Parafraseando: - Fico chateado! Pois claro que fico chateado!

Para rematar apenas deixo esta pequena consideração. Como podemos, também em Canas de Senhorim, ter a consideração que as Instituições deveriam merecer com tamanha "robertada"?!


Organizem-se por favor. Um dia destes isto só lá vai com outra revolução.

Segunda-feira, Dezembro 20, 2004

Comparações

Encontrei um artigo, algo interessante, sobre a nossa luta e como ela é vista por outros com semelhantes pretenções.
.
"Quarteira - Artigo de Opinião nº 57

Aqui poderá ler o Artigo que escrevi para o Jornal a Voz de Quarteira, sobre a questão das localidades que pretender ser concelho, e uma referência à experiência de Canas de Senhorim... Conseguirá Quarteira ser concelho?

Como sabe, tenho acompanhado a luta dos cidadãos de Canas de Senhorim. E por ser uma causa semelhante à de Quarteira, acho interessante mantermo-nos atentos às diversas questões que envolvem o tema… Apesar de termos razões diferentes, o que existem são cidadãos em luta de uma causa e de justiça social.
À primeira vista, parece-nos legitimo lutar por causas, mas quando pensamos de modo mais profundo, facilmente percebemos que nem sempre é possível realizar todos os sonhos que temos. Depois, surgem as dificuldades de viver numa sociedade pouco democrática… E aqui tudo fica mais complexo, porque não são apenas os governantes políticos que têm dificuldades em aceitar a liberdade da democracia, mas também me parece que os próprios cidadãos não sabem lutar pelas suas causas, ora quando não respeitam a liberdade do governo politico, ora quando reclamam pelos seus direitos e qualidade de vida. Será que tudo podemos fazer em nome do nosso sentido de justiça? A justiça pelas próprias mãos é muitas vezes a vontade do povo. Mas será isso justo? E para quem? E quais as consequências?
O exemplo de Canas de Senhorim, tem, de certeza, feito pensar os quarteirenses que lutam pela causa de Quarteira a concelho. Facilmente reparamos que as estratégias de luta são diferentes. Se olharmos para todos os cidadãos que lutam pela mesma causa, vemos que existem em Portugal muitas localidades que pretendem tornar-se concelho. Aqui no Algarve existem mais duas: Pêra e Montegordo. E mais umas dezenas no resto do pais. Mas sem dúvida alguma que toda a gente conhece a luta de Canas de Senhorim. Porque será? Serão as suas estratégias mais eficazes?Em breve, o debate dos novos concelhos vai voltar novamente à Assembleia da República. E aí veremos que vai conseguir adquirir o estatuto de concelho… Há critérios a respeitar. A questão parece-me simples, mas também me parece que isso exigirá uma reestruturação de fundo no nosso Portugal administrativo. Trabalho deveras complexo nesta fase de crise politica, social e cultural. Vamos aguardar e ter esperança, se for caso disso.
No dia 14 de Dezembro, três dezenas de populares estiveram concentrados junto às instalações da Empresa Nacional de Urânio, na Urgeiriça, Canas de Senhorim, desde as 8 horas da manhã, para tentar impedir a saída de camiões carregados de urânio para a Alemanha. Na base do protesto esteve a "velha" reivindicação da freguesia de Canas de Senhorim, actualmente pertencente a Nelas, de ser elevada a concelho. "Agora somos meia dúzia de gatos pingados, mas vão vir muitos mais", avisou uma mulher, que tinha na mão um cartaz com a inscrição "Tal como Timor, Canas também não desistirá". Os populares, a maioria mulheres e idosos, rodeavam uma fogueira entretanto acesa para combater o frio, empunhando as já gastas bandeiras vermelhas e amarelas da vila que ao longo dos anos os têm acompanhado nas várias acções de luta. "O frio não nos assusta, vamos ficar aqui o tempo que for preciso.", dizia a um jornal nacional, Lurdes Moreira, de 61 anos, e que há três décadas participa nos protestos. Na estrada junto à empresa de urânio, estiveram dispostas duas dezenas de militares da GNR, mas os ânimos estiveram calmos. Às 10 horas realizou-se uma Assembleia de Freguesia, onde foram abordadas as questões da elevação da freguesia a concelho e a requalificação ambiental das minas de urânio. E assim se vive em Canas de Senhorim.Até pra semana!

Jorge Humberto Dias
Professor, Formador e Doutorando da Universidade Nova de Lisboa

Quinta-feira, Dezembro 16, 2004

Trabalhadores da ENU vão ter fundo de mina

O JN pública na edição de hoje uma notícia respeitante às reinvidicações dos trabalhadores da ENU.

Parece que ganharam a guerra.

Quarta-feira, Dezembro 15, 2004

Notícias de Vizela

Existem no nosso país, em diversas latitudes de norte a sul, movimentos reivindi-cadores do estatuto municipal. Não admira que tal aconteça uma vez que, como todos sabemos, o verdadeiro poder local só é exercido através dos municípios, visto que os órgãos administrativos designados por freguesias têm uma capacidade interventiva muito restrita, limitada a pouco mais que cuidar de caminhos vicinais, gestão de cemitérios, organização de cadernos de recenseamento, e passagem de atestados de residência. A restrição de poderes é ainda maior quando se trata de freguesias em áreas citadinas, pois nelas predomina quase sempre o ponto de vista municipal devido à complexidade de muitas situações.

Como bem o definiu o Prof. Diogo Freitas do Amaral, as freguesias são uma originalidade do sistema administrativo português. Até nesta questão Portugal que é da Europa está dela desajustado, pois nos países da comunidade europeia a divisão administrativa designada por freguesia não existe, mas apenas municípios, com maiores ou menores dimensões. Só no Reino Unido, concretamente no País de Gales, se encontram núcleos administrativos semelhantes às nossas freguesias. Em resultado desta ancilosada divisão administrativa, Portugal é o país da Europa cujos municípios têm a maior média quilométrica, como se constata através do quadro a seguir estabelecido, razão pela qual o poder local se encontra esvaziado de expressão correcta :

De entre as terras que presentemente lutam pela conquista do estatuto municipal, Canas de Senhorim é aquela que mais se agiganta. Conhecemos os fundamentos e os meandros da sua aspiração autonómica através de contactos estabelecidos nos longos anos em que também pugnávamos com afinco para a elevação de Vizela a concelho. Anos esses em que pela sede do MRCV, então instalada no edifício da Fundação Torres Soares, (cuja inscrição ficaria bem fosse colocada no seu pórtico principal como preito de homenagem à benemérita instituidora) passavam amiudadas vezes representações de praticamente todas as terras do país com aspirações municipais, designadamente de Barroselas, Vila Praia de Âncora, Apúlia, Taipas, Trofa, Lixa, Ermesinde, Rio Tinto, S.Pedro da Cova, Carvalhos, Lourosa, Esmoriz, Canas, Fátima, Samora Correia, Quarteira e Almancil, todas essas representações procurando colher, através da experiência do MRCV, conhecimentos para o desenvolvimento das suas diligências autonómicas.

Canas de Senhorim e Fátima foram recentemente promovidas a concelho por deliberação da Assembleia da República através de projectos de lei subscritos pelo Partido Social Democrata, no cumprimento de promessas eleitorais. Mas a deliberação do Parlamento foi vetada pelo Presidente da República com base na circunstância dos respectivos projectos de lei não darem satisfação a alguns dos requisitos estabelecidos pela Lei 142/85, Lei-Quadro de Criação de Municípios.

Para podermos extrair uma ideia sobre a decisão de Jorge Sampaio, acentue-se que a Assembleia da República é soberana em todas as decisões da sua competência, sendo por isso irrelevante a circunstância dos projectos de criação dos concelhos de Canas e de Fátima não darem cumprimento a todo o articulado da referida lei-quadro. Prova disso foi a integração forçada na também recente criação do Concelho da Trofa (depois promulgada pelo Presidente da República) de uma freguesia inicialmente aderente ao projecto mas que dele depois se excluiu, por deliberação expressa, antes da sua votação no Parlamento. E prova disso foi, também, o facto de posteriormente à aprovação na generalidade pela Assembleia da República do projecto de lei que criou o nosso concelho com nove freguesias lhe terem sido depois surripiadas duas, ficando apenas com sete, redução que obrigou a uma alteração das condicionantes da lei-quadro, baixando-se, de 30 para 24, a área mínima estabelecida. A propósito recorde-se que tal redução resultou de manobras obscuras levadas a efeito pelas câmaras municipais contrárias à emancipação administrativa de Vizela. E recordem-se, também, os recursos da Câmara Municipal de Guimarães, primeiro para o Supremo Tribunal Administrativo que produziu um acórdão considerando que o processo de criação do Município de Vizela era matéria da exclusiva competência da Assembleia da República e, depois, para o Tribunal Constitucional que recusou a apreciação de constitucionalidade pedida.

Independentemente da validade dos fundamentos da reivindicação de Canas e das objecções levantadas por Nelas, que de igual modo respeitamos, temos a convicção de que pela determinação e persistência dos canenses, o projecto autonómico que defendem acabará, mais cedo ou mais tarde, por triunfar. A melhoria das condições de vida das populações e o desenvol-vimento das localidades dependem, fundamentalmente, do usufruir do estatuto municipal. A luta por tal conquista é, assim, legítima, nobre e patriótica. E o caso de Vizela é suficientemente esclarecedor.
De tal sorte, os incontestáveis benefícios do Municipalismo devem ser objecto de particular atenção por parte dos titulares dos órgãos de soberania nacionais para que, sem demora, se proceda à necessária revisão da obsoleta divisão administrativa do país, de modo a acabar-se com clamorosas assimetrias, das quais Ermesinde e Rio Tinto -duas verdadeiras cidades com cerca de 50.000 habitantes cada uma, mas com um estatuto administrativo semelhante à de freguesias rurais- são exemplos por demais evidentes.
Por: Manuel Campelos

Terça-feira, Dezembro 14, 2004

Assim é que vamos lá!

A TSF publicava no seu site às 13h20 a seguinte noticia:

CANAS DE SENHORIM

Populares contestam «forte presença» policial

Uma centena de pessoas impediu esta manhã, em Canas de Senhorim, a saída de camiões carregados de urânio. Luís Pinheiro, líder do movimento para elevação da freguesia a concelho, contesta em nome dos populares a forte presença policial.

Uma centena de pessoas impediu esta manhã, em Canas de Senhorim, a saída de camiões carregados de urânio. Trata-se de mais um protesto da população que defende a elevação da freguesia a concelho.

Durante a manhã, deu início uma assembleia de freguesia, em frente à empresa nacional de urânio, no qual os elementos da mesa pretenderam sobretudo transmitir duas ideias.Por um lado, segundo garantiu o presidente da Junta de Freguesia, Luís Pinheiro, a população quer impedir a saída dos três camiões, mas de forma ordeira e pacífica.
Um outro aspecto tem a ver com as várias referências a Jorge Sampaio, sobretudo o comportamento que tem tido em relação Canas de Senhorim, com Luís Pinheiro a acusar o Presidente da República de mentir.

Tal como em protesto anteriores, elementos da Guarda Nacional Republicana foram enviados para o local.

Em declarações à TSF, Luís Pinheiro contestou a forte presença policial, adiantando que parece que os populares são tratados como «criminosos».

O líder do movimento de elevação de Canas de Senhorim a concelho retomou também as críticas a Jorge Sampaio, sublinhando que este «é mais um presente envenenado do presidente da República».”

Agradam-me as críticas que desta vez fazem ao Presidente da Republica. Tenho criticado por várias vezes os excessos, talvez naturais, em que caímos. Desta vez isso está a ser evitado. Mentiroso é um adjectivo que neste caso, quer se queira quer não, assenta que nem uma luva ao Cenourinha. Fascista e outros impropérios não. Não credibilizam quem os lança ao vento.
A ideia da Assembleia de Freguesia faz-me regressar aos primeiros tempos desta fase da luta quando as acções se caracterizavam pela originalidade, pacificidade e respeito pelas Instituições. Muito boa ideia de facto. Parabéns ao Movimento.
A aparente falta de apoio, traduzida na pouca população presente é natural dado os tempos que correm e não traduzem, como todos sabemos, de facto isso. Muitos não estão presentes apenas fisicamente. Mas se as coisas assim continuarem lá por volta das 17h00 as forças irão decerto equilibrar-se.

Só uma achega. Parece-me exagerado dizer que foi o Presidente da Republica que enviou a GNR para Canas de Senhorim. Quem põe e dispõe das Forças de Segurança é, como sabemos, o Governo. Mesmo em gestão. Ou não?

Espero que não se chegue a vias de facto e que os camiões saiam da Urgeiriça vazios.

Com estes talheres o Dr. Mário Soares poderia ajudar a digerir este problema!


Apenas uma ideia

A semana passada, numa conversa de “chat” entre 4 amigos meus de faculdade, um é deputado de PS eleito por Aveiro, outro é da Trofa e jornalista da SIC e ainda outro que por acaso é do Concelho de Vizela (tenho amigos importantes! Eeeehhhh…) discutíamos a problemática de Canas de Senhorim… Uma ideia surgiu! E eu agora gostava de saber a vossa opinião, se quiserem, claro!...

Apresentar uma nova Lei-Quadro, de iniciativa dos cidadãos, para votação na Assembleia da República. Sim, é possível!
È necessário 35 000 assinaturas e um texto legislativo credível…
O total de assinaturas é facilmente(?) atingido se unirmos todas as localidades que querem ser concelho e mais as que já o são… A credibilidade do texto legislativo é que é mais complicado, mas, de certeza, que entre nós há pessoas competentes para o efeito.

Teríamos acesso à Assembleia da República, onde os representantes dos subscritores têm assento no hemiciclo apresentando e defendendo a lei no púlpito… Obrigávamos os deputados a provar se respeitam os cidadãos… E o Presidente (gostava que ainda fosse o Aldra), que quer a participação dos cidadãos, teria coragem de vetar uma iniciativa destes?

Fica apenas a ideia…

Um olhar algo distante

Para quem quiser dar uma vista de olhos fica aqui o link para o Blog do Luís Silva onde o autor tece uma pequena consideração relativamente a esta 3ª Feira.

Comentem, caso o desejem.

Segunda-feira, Dezembro 13, 2004

O que me veio parar ao mail

Algo me diz que veio daqui... Ou não?

O texto que se segue não são invenções minhas e se fizerem uma pesquisa poderão verificar que isto é verdade. Ficam ainda a saber que para além de vos enviar este e-mail a vocês meus Amigos, envio também aos Srs Deputados José Junqueiro (PS) - Miguel Ginestal (PS) - Ana Benavente (PS) - Melchior Moreira (PSD) - Elvira Figueiredo (PSD) - Carlos Andrade Miranda (PSD) - Pedro Alves (PSD)- Miguel Anacoreta Correia (CDS-PP) e ainda deixo no livro de visitas do Sr Jorge Sampaio em:
http://www.presidenciarepublica.pt/pt/presidente/correio/index.html pois isto só pode ser uma brincadeira de muito mau gosto destes senhores...

Consultando o projecto-lei N.º 470/IX – Elevação da Vila de Tarouca a Cidade assinado pelos ilustres Deputados: José Junqueiro (PS) - Miguel Ginestal (PS) - Ana Benavente (PS) - Melchior Moreira (PSD) - Elvira Figueiredo (PSD) - Carlos Andrade Miranda (PSD)- Pedro Alves (PSD)- Miguel Anacoreta Correia (CDS-PP), podemos facilmente ver, entre outras coisas, que os cerca de 3000 emigrante Tarouquences na Suiça são tidos em conta para a elevação daquela Vila a Cidade.

Em virtude de Tarouca, mesmo assim, não possuir todos os requisitos necessários de harmonia com o artigo 13.º da Lei n.º 11/82, de 2 de Junho, nomeadamente no que concerne ao número de eleitores (7309 eleitores), muito embora, das dez alíneas que o citado artigo referencia, a vila de Tarouca possua mais de metade dos equipamentos referidos (Centro de Saúde com Serviço de Atendimento Permanente até às 22 horas, Farmácia, Corporação de Bombeiros, Auditório Municipal em fase de conclusão, Biblioteca Municipal, Instalações Hoteleiras, Escola EB 1, Escola EB 2,3 /S, Estabelecimentos de Educação Pré-Escolar e infantários, Transportes Públicos), é com fundamento no artigo 14.º que prevê que importantes razões de ordem histórica, cultural e arquitectónica poderão justificar uma ponderação diferente dos requisitos enumerados no artigo anterior que alicerçam a pertinência deste projecto de lei.

Direi então a estes Srs o seguinte, eu sou de Canas de Senhorim!
Compreendem agora o porquê da minha indignação ao ler as vossas justificações? Queram fazer o favor de me exclarecer o porquê da vossa posição em relação a Canas de Senhorim ser tão diferente de Tarouca.
Queram ter a bondade de explicar a este leigo em termos políticos porque é que gozam com a população desta terra, e apresentam argumentos que pelos vistos só são válidos quando vossas excelências o desejam.

Desde já agradeço a resposta que não vou ter.
é uma bida....

Só para lembrar

Aqui ficam os Municípios com menos de 5000 habitantes:
ALVITO, BARRANCOS, CUBA, V. V. RÓDÃO, V. REI, GÓIS, MOURÃO, ALCOUTIM, V. BISPO, ALJEZUR, MANTEIGAS, CAS. PÊRA, PED.GRANDE, A. CHÃO, FRONTEIRA, ARRONCHES, MARVÃO, AVIS, MONFORTE, C. VIDE, CRATO, CONSTÂNCIA, GOLEGÃ, SARDOAL, MESÃO FRIO,
CORVO, LAJES FLORES, LAGES PICO, MADALENA, S.ª CRUZ, S. R. PICO, NORDESTE, VILA PICO, PORTO MONIZ, POR. SANTO
Canas de Senhorim ficaria com mais de 5000, mas pronto!...

E já agora o resto da Europa:
Alemanha 16.581 municípios – 21,53 média km2
França 36.538 municípios – 14,93 média km2
Holanda 41.532 municípios – 64,19 média km2
Bélgica 30.510 municípios – 51,79 média km2
Espanha 504.782 municípios – 62.52 média km2
Portugal 308 municípios – 300.75 média Km2
Portugal o País dos caudilhos…

Terça-Feira Vermelha

Um artigo do JN de hoje dá conta da sessão de esclarecimento realizada ontem no mercado, onde Luís Pinheiro aborda a queda do Governo, das implicações da queda para Canas de Senhorim, e dos transportes de urânio.

Curioso é ver a bicada que dá nos ambientalistas por ainda não se terem manifestado contra os perigos do transporte Urânio pelo meio das populações.
Estas coisas dão-me vontade de rir. O transporte é feito com segurança e respeitando as normas (porque acham que se fazem em dias pré-determinados). O mesmo não se poderá dizer daquele que levou “urânio” à porta do Sr. Presidente da Republica. Coerência é necessária.

Após este aparte, parece que teremos força máxima amanhã na Urgeiriça, com canhões de água e tudo. Não se podia esperar outra coisa. O Governo, único responsável quer pela venda do urânio, quer pelo envio das forças de segurança, já caiu pelo que não irão pedir responsabilidades a nenhum ministro pelo sucedido.
Luís Pinheiro afirma que a opinião pública não tolerará à força de segurança se esta “bater em gente de paz”. Eu não teria tanta a certeza disso. Até acho que tolerará bastante bem. Aos olhos da opinião pública (da grande maioria) isto não passa de uma guerra de meia dúzia de pessoas por tachos (vejam as opiniões diversas nos vários jornais).

Já agora de que servirá tentar impedir a saída do urânio nesta fase? Pressionar o Governo já demitido? O Presidente da Republica, que não poderá fazer nada (“com a dissolução da Assembleia da República, o diploma de elevação a município caiu”, afirmou Luís Pinheiro)? O PSD, o CDS, o PCP ou BE, que já não podem voltar a apresentar o projecto no Parlamento (se o tivessem feito e o votassem o Presidente já não poderia voltar a vetar)? Todos os partidos para que se comprometam para a próxima legislatura a apresentar novamente o projecto de Lei para passar Canas a concelho? Alguém me pode ajudar a dissipar as minhas dúvidas?

Parece que isto foi chão que deu uvas e nem os propalados investimentos que foram oferecidos devem vir agora que tudo desabou por completo. Com a previsível vitória do PS nas próximas legislativas é provável que os restantes partidos se comprometam com Canas novamente (tenho duvidas que o PSD o faça. Depois veremos se estavam mesmo do nosso lado ou ser eram apenas jogadas de circunstância) mas assistiremos novamente ao que assistimos durante o Governo do Eng. Guterres.

GNR reforça contingente para enfrentar Canenses

Minas da Urgeiriça População de Canas de Senhorim afirma-se pronta para impedir novo carregamento de urânio Com a queda do Governo a elevação a concelho complicou-se

Miguel Gonçalves

A GNR vai reforçar o contingente para enfrentar, amanhã, a população de Canas de Senhorim que se opõe à saída de (mais) urânio das antigas minas da Urgeiriça. Ontem, ao JN, o líder do Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCCS) classificou de "ridícula e patética" a anunciada presença de cerca de 400 militares (alguns deles das forças especiais de intervenção), apoiados por canhões de água, carros pesados de assalto, cães e cavalos. "Nem isto é um caso de polícia, nem nós somos criminosos. Mas uma coisa é certa Não vai ser fácil tirar daqui as 50 toneladas que faltam para completar o negócio das 127 toneladas vendidas à Alemanha", garante Luís Pinheiro.

Ontem, numa espécie de comício, o MRCCS, para além de afinar estratégias para a manifestação de amanhã, deu a conhecer à população o actual momento do processo de elevação a concelho. Os Canenses ficaram a saber que, com a dissolução da Assembleia da República, o diploma de elevação a município caiu. Daí que, aproveitando as eleições autárquicas de Fevereiro de 2005, o MRCCS vai tentar envolver, de novo, as forças políticas para garantir apoio numa nova votação em sede parlamentar.

Luís Pinheiro lembra que está nesta luta há seis anos, mas "o MRCCS é anterior ao 25 de Abril e nem por isso desiste de lutar por uma causa justa".

"Terça-feira (amanhã), estarei lá, sentado no chão, para impedir a saída dos camiões. E quero ver a polícia a espancar-nos! Não acredito que o faça. Isso era no tempo do salazarismo. A GNR sabe que não pode bater em gente de paz, sob pena da opinião pública lhe cair em cima", Luís Pinheiro.

"Sei que não quero confrontos com a GNR, mas eu não controlo a população. E esta gente tem sofrido que nem cães, está farta do abandono. Ora, se nos tiram 15 milhões de euros em urãnio e não nos dão nada em troca, estão à espera de quê? De palmas?", questiona o líder do MRCCS.

Escombreiras de 40 metros preocupam Luís Pinheiro

À margem da luta pela elevação a concelho, o líder do MRCCS afirma-se muito preocupado com as escombreiras, de 40 metros de altura, com inertes de urânio. "Aquilo é um perigo enorme. E, agora, com a queda do Governo, não sei como vai ser. É que o ministro Nobre Guedes tinha-nos prometido dar prioridade à Urgeiriça no âmbito do projecto de requalificação das minas abandonadas a nível nacional. Só espero que o próximo Executivo honre a promessa deste ministro do Ambiente", afirma Luís Pinheiro.

O líder do MRCCS diz, por outro lado, que não compreende como é que os ambientalistas ainda não se insurgiram contra os carregamentos de urânio, dado tratar-se de material radioactivo. "Passar com urânio pelo meio da população é desafiar a sorte. Já viu se as pessoas se insurgem e a coisa descamba? Dá-se uma catástrofe!", alerta.

Os Irredutíveis Canenses

Começo por esclarecer que em termos práticos considero que Canas de Senhorim não terá muita viabilidade em ser concelho. A população é pouca, as infra estruturas diminutas, as empresas escasseiam. Agora, a população local tem um desejo profundo de que a freguesia seja elevada a concelho. Recorde-se que Canas já foi concelho entre 1196 e 1852 e, mais tarde, de 1867 a 1868. Desde essa data passou a integrar o concelho de Nelas. Mas o povo local nunca foi muito adepto dessa união. Não era uma união de facto. Muito menos um Casamento.
A partir de 1982, o desejo de independência de Canas de Senhorim regressou à tona. A 2 de Agosto desse ano, os canenses, desenterraram o machado de guerra e invadiram os correios locais e, tal como aconteceu, anteontem, cortaram a de caminhos-de-ferro da Beira Alta. Desde essa data, os protestos não mais pararam.
Em 1 de Julho de 2003 foi finalmente votado o projecto de criação do município de Canas de Senhorim na Assembleia da República, mas logo a 31 de Julho, o Presidente da República, Jorge Sampaio, vetou o projecto-lei. Mais uma vez a vontade dos canenses foi colocada de parte.
Já o disse, acho que é discutível a criação do Concelho, mas reconheço a determinação deste povo, quais gauleses da aldeia de Asterix, combatendo o poderoso exército romano. A vontade férrea de independência em relação ao concelho em que estão integrados faz-me lembrar um pouco a vontade do povo timorense em relação aos indonésios. Também Timor era um pequeno David contra um colossal Golias chamado Indonésia. Lembram-se como todo o Mundo também dizia que não era viável a criação do país Timor? Também naquela pequena parte da ilha de Timor a população é pouca, as infra-estruturas diminutas, as empresas escasseiam.
É politicamente correcto dizer que vivemos em democracia plena. Mas será que é correcto e democrático impor a uma população uma situação que a perto de 30 anos não pretende?
Ghandi costumava dizer: “A força não provém da capacidade física, mas da vontade férrea”. É a vontade férrea que se sente nestes “irredutíveis canenses

Crónica de Hoje
Diário “As Beiras” 25 de Novembro de 2004
Paulo Leitão

Sexta-feira, Dezembro 10, 2004

Portugal Português

Esta situação política criada com a ida para Bruxelas de Dr. José Manuel Barroso (também conhecido de Durão Barroso), feita folclore pelo Aldra (diminutivo de aldrabão, o mesmo que Sr. Jorge Sampaio) e transformada num circo por Santana Lopes deixa-nos (pelo menos a mim deixa) boquiabertos!...
Falando como português e não como canense parece-me óbvio que o Aldra, com a ida do outro para Bruxelas, viu uma oportunidade única de ser Primeiro-ministro e presidente ao mesmo tempo. Quis, e conseguiu, fazer de Portugal uma democracia presidencialista.
Aproveitando o fraco secretário-geral do PS da altura (Dr. Ferro Rodrigues), passou-lhe um atestado de incompetência (e valha-nos Deus que ele entendeu e demitiu-se), colocou os seus assessores a reorganizar um PS forte e toca de tomar o poder do País…
Pôs o Portas num “bunker”, fez do Santana um fantoche e defecou para a Assembleia da Republica. Na verdade, eram duas maiorias absolutas em confronto, a da coligação PSD/PP e a que elegeu o Aldra só que este último tratou logo de colocar uma espada sobre a cabeça da primeira, tipo chantagem, estão a ver?
Digo-vos que na minha opinião, se era para o Aldra fazer esta palhaçada deveria convocar eleições logo em Julho… Ah! É verdade… Assim queimou politicamente o Santana. Fez aquilo que a família Soares anda a tentar fazer à anos… eeeehhhhh!
Aldra, homem fraco, atirado para a presidência não porque tinha competência para isso, mas porque concorria contra Cavaco. Ou seja, ele não é presidente de todos os portugueses, mas sim, Presidente de todos os portugueses que eram contra Cavaco. Se em vez dele, colocassem um espanta-pardais ganhava na mesma!...
Até gosto do Sócrates (estou a falar politicamente, claro), se votasse até pensaria duas vezes (sou apartidário de direita – sinto-me algures entre o PSD e o PP), parece uma opção credível, mas… mas… Bem, logo se vê!
Aprecio o espírito de Santana Lopes mas não o vi, não o vejo e nem o verei como Primeiro Ministro… Talvez Presidente da República… Faz mais o seu género!
O futuro? Espero cá estar para depois comentar!.... eeeeeeehhhhhhh

Quinta-feira, Dezembro 09, 2004

Seis cidades e quatro novas vilas a partir de hoje na região Centro

Noticia o Público que o decrépito Parlamento Nacional vai, na sua última sessão antes de ser dissolvido, elevar a cidade e a vila um série de povoações na região centro.

Uma das contempladas é Tarouca, passando todo o concelho (10 freguesias) a constituir a nova cidade do Douro Sul.

Não tenho nada contra este acto. Julgo mesmo que se os habitantes locais consideram uma mais valia serem cidade que fazem bem em lutar pelo que consideram justo. A minha questão é outra.
Não há aqui, por parte dos poderes políticos, a mesma intransigência que existe relativamente a Canas de Senhorim, porquê?

Tarouca é um concelho constituído por 10 freguesias com 8.308 habitantes (censos 2001), este Município estende-se por cerca de 102,92 Km2 de vales e montanhas, com alturas compreendidas entre 500 e os 1000m, que se destacam entre os territórios envolventes.

Não são 8308 habitantes pouco para termos uma cidade?! Especialmente se atendermos à densidade de 80 habitantes/ Km2?!
Depois admiram-se que sejamos tão acérrimos na defesa do nosso Concelho!

Tarouca by Winter

Adenda ao post

Consultando o projecto-lei N.º 470/IX – Elevação da Vila de Tarouca a Cidade assinado pelos ilustres Deputados: José Junqueiro (PS) - Miguel Ginestal (PS) - Ana Benavente (PS) - Melchior Moreira (PSD) - Elvira Figueiredo (PSD) - Carlos Andrade Miranda (PSD)- Pedro Alves (PSD)- Miguel Anacoreta Correia (CDS-PP), podemos facilmente ver, entre outras coisas, que os cerca de 3000 emigrante Tarouquences na Suiça são tidos em conta para a elevação daquela Vila a Cidade.

Em virtude de Tarouca, mesmo assim, não possuir todos os requisitos necessários de harmonia com o artigo 13.º da Lei n.º 11/82, de 2 de Junho, nomeadamente no que concerne ao número de eleitores (7309 eleitores), muito embora, das dez alíneas que o citado artigo referencia, a vila de Tarouca possua mais de metade dos equipamentos referidos (Centro de Saúde com Serviço de Atendimento Permanente até às 22 horas, Farmácia, Corporação de Bombeiros, Auditório Municipal em fase de conclusão, Biblioteca Municipal, Instalações Hoteleiras, Escola EB 1, Escola EB 2,3/S, Estabelecimentos de Educação Pré-Escolar e infantários, Transportes Públicos), é com fundamento no artigo 14.º que prevê que importantes razões de ordem histórica, cultural e arquitectónica poderão justificar uma ponderação diferente dos requisitos enumerados no artigo anterior que alicerçam a pertinência deste projecto de lei.

Nada mais fácil. Rico pais este onde vivemos.

Sugiro a todos os interessados que enviem e-mails aos deputados em questão e ao Sr. Presidente da Republica a protestar, não pela elevação de Tarouca a Cidade, pela disparidade de tratamento e de preocupação em relação ao nosso processo.
Aqui ficam os endereços:

E ainda, apenas para conferir a atenção exemplar que tem demonstrado.

Quarta-feira, Dezembro 08, 2004

Questão com alguma pertinencia!

Contaram-me ainda agora uma que para desanuviar o ambiente do Canas & Senhorins aqui fica.

O que é que um telemóvel da terceira geração tem que Canas de Senhorim não tem?

Aceitam-se sugestões

Terça-feira, Dezembro 07, 2004

Pontes

Nos últimos tempos, em Canas de Senhorim, fala-se muito de “pontes”!...
São as “pontes” que foram destruídas, as “pontes” que se necessitam de construir, são pessoas que estão no meio da “ponte”, cidadãos que servem de “ponte”, canenses que estão com um pé em cada margem, “pontes de Himalaia”, eu sei lá… Só ainda não ouvi falar da Dulce Pontes, mas não espero pela demora!...
Gostaria contudo de lembrar que as “pontes” têm duas direcções, que para haver “pontes” é necessário existir uma concordância das duas margens e pessoas, também das duas margens, com vontade de atravessá-la. Caso contrário as “pontes” não têm razão de ser!...
Sobram as “pontes” dos interesses… As mesmas que trazem um subsídio, um emprego, um passeio empedrado ou uma obra aprovada…
Mas essas pontes sempre existiram, ou não? Depende é das pessoas que as fazem!... Se é o “Zé-povinho” fica com o nome de “vendido”, se é o “Sr. Prof. Dr. e Sábio” fazem-se “pontes” em que os interessados não são todos, mas alguns!

Façam-se “pontes”, as verdadeira “pontes”, “pontes” que se atravessem sem sentimento de culpa ou vergonha. “Pontes” que não sejam contra ninguém mas, principalmente, “pontes” que não ponham em causa a dignidade das pessoas.
Não façamos “pontes” à força… Perguntemos antes se, dos dois lados da margem, se querem as “pontes”… Uma “ponte” será como um casamento, tem de haver um “sim” dos dois noivos…

Mas se os noivos são do mesmo sexo?
Como diria o Dr. José Correia:
- Eu não faço filhos em mulher alheia!
Sim, concordo, é alheia… Mas nem que quisesse Sr. Dr., nem que quisesse!... Filhos não fará, porque os homens ainda não podem gerar filhos… Continue a “violar-nos”! Não apanhará SIDA e não fará filhos… Na realidade, só a nós é que magoa…
Eu por mim as “pontes” podem ser feitas, mesmo as dos interesses. Contudo, não esperem é que eu a atravesse e vá arrear as calças no outro lado...

Mais Democracia. Mais Liberdade

Outro o artigo interessante é o de Vasco Pulido Valente, no Publico de domingo 5 de Dezembro.

Desde 1820 que Portugal, como Cavaco, tenta perceber, angustiado, por que razão ou maldição temos tão maus políticos. Com o tempo, foram aparecendo várias teses. Nesta melancólica época de Santana e sarilhos, convém talvez recapitular.

  • 1ª Tese: A política, por não exigir qualquer espécie de qualificação substancial, e por ser uma forma de vadiagem reconhecida e glorificada, atrai os piores.
  • 2ª Tese: Os partidos políticos, que se regem pelo "princípio da fidelidade" e não da "qualidade", repelem os melhores.
  • 3ª Tese: Um povo analfabeto, ignorante e primitivo, se o deixam votar, escolhe fatalmente a "canalha".
  • 4ª Tese: Os políticos são maus, porque a élite é geralmente má. Não há bons políticos como não há bons jornalistas, bons professores, bons médicos, bons cozinheiros, bons químicos, nem, a falar com franqueza, qualquer outra classe profissional decente.
  • 5ª Tese: A élite é geralmente má, porque um ensino obsoleto e rígido não promove a independência e a crítica.
  • 6ª Tese: A pobreza do país cria uma cultura de servilismo, mentira e manha, que os políticos fielmente reflectem.
  • 7ª Tese: A Igreja Católica Apostólica Romana educa os portugueses para a obediência e a hipocrisia. Os políticos, mesmo ateus, não se distinguem da manada.
Como se vê teses não faltam para explicar a existência, e a persistência, de maus políticos. E também historicamente não faltaram soluções.
  • 1ª Solução: Acabar com a política.
  • 2ª Solução: Substituir os partidos por corporações.
  • 3ª Solução: Não permitir que o povo, ou a maior parte dele, votasse.
  • 4ª Solução: Aturar resignadamente a mediocridade do país, morrer ou emigrar.
  • 5ª Solução: Reformar o ensino (coisa que também decorre da Tese 3).
  • 6ª Solução: Fazer a "revolução" (liberal, republicana ou "socialista") para tornar a nossa querida Pátria rica, orgulhosa e honesta ou, na absoluta impossibilidade disso, "mudar a mentalidade" da élite por métodos suasórios.
  • 7ª Solução: Perseguir a Igreja Católica Apostólica Romana e principalmente exterminar os padres.
Dito isto, não seria decoroso esconder que aplicação repetida, simultânea e sucessiva destas soluções nunca produziu o efeito esperado: os maus políticos, como se sabe, continuam connosco. Mas também, até com maus políticos, temos dias lindos. Ou não?

Yes Mr. President!

Vale a pena ir ao Causa Nossa e dar uma vista de olhos à declaração de voto que Vicente Jorge Silva, eleito pelo PS, apresentou no Parlamento, quando da votação do Orçamento de Estado.

Estará Sampaio na posse total das suas faculdades?!

"Declaração de voto sobre o Orçamento de Estado

Na votação de ontem do Orçamento de Estado, e na minha qualidade de deputado independente eleito nas listas do Partido Socialista, apresentei a seguinte declaração de voto:
«A Assembleia da República foi chamada a votar o Orçamento de Estado para 2005 depois de se saber que o Presidente da República decidiu a dissolução do Parlamento (embora ainda não se tenha pronunciado formalmente sobre o assunto). Trata-se de um acontecimento inédito e anómalo que suscita as maiores dúvidas e perplexidades sobre a autenticidade democrática desse acto e as respectivas consequências políticas. Um Orçamento saído de um Parlamento «ferido de morte» é um orçamento também ferido de morte, uma vez que já não poderá reflectir -- sejam quais forem os resultados das próximas eleições legislativas -- a nova legitimidade política que emergir das urnas.
Entendo, por isso, que esta votação não deveria realizar-se e que os custos da dissolução da Assembleia da República deveriam ser assumidos frontalmente não só pelo Presidente da República como pelas forças políticas com representação parlamentar. Não foi esse, porém, o entendimento dos partidos e do chefe do Estado.
Confesso que hesitei em comparecer a uma votação cuja autenticidade questiono. Mas apesar das minhas fundadas razões de discordância política, considerei dever respeitar o compromisso de disciplina de voto com o partido de cujo grupo parlamentar faço parte, uma vez que não estão aqui em causa, para mim, questões essenciais de consciência moral. É por isso, e só por isso, que entendi cumprir formalmente o meu mandato (embora, na prática, o considere já extinto).»
Vicente Jorge Silva"

Concordando com a dissolução do Parlamento dada a inaptidão do Governo para a governação, parece-me que o Chefe de Estado, não tem estado nada bem neste processo (como alias em outros, caso de Canas de Senhorim), como foca VJS.

Segunda-feira, Dezembro 06, 2004

Rock Radioactivo

Porque é que de repente se deixou de falar em carregamentos de Urânio?!
Será que desistiram de vender o minério à Alemanha?!
Já não há bloqueios!?
Já não há reivindicações?!
Já não há urânio na Urgeiriça?

Mais coisas para embaraçar o fio de pensamento, que se queria lógico. Deve ser normal!

Quem será o Homem Radioactivo?

Domingo, Dezembro 05, 2004

E o que acham vocês?!

O Inimigo Público, secção satírica que o Jornal Público publica às Sextas-Feiras, lançou a questão em tom de brincadeira, como não podia deixar de ser.
Em Canas de Senhorim existem no entanto pessoas que nos comparam a Timor. Não concordando, de todo, seria bom opinar sobre esta questão.

Sábado, Dezembro 04, 2004

Votar ou Não Votar! Eis a questão!!!

Com o cenário de eleições legislativas antecipadas no horizonte da sociedade portuguesa, pôe-se a questão:

Deve Canas de Senhorim manter os seus habituais boicotes eleitorais como forma de protesto pela não elevação a concelho?

Deve voltar a votar? Porquê?

Vamos discorrer sobre esta matéria, que, quanto a mim, é fundamental ser discutida abertamente.

Quarta-feira, Dezembro 01, 2004

"Desculpem"

Peço ao administrador do Blog "Canas & Senhorins" que evite a saída de Cingab de forma a garantir a sua polémica presença.

Onde irá isto parar?

O que julgam os frequentadores deste humilde espaço virtual, da mais recente atitude do cenourinha?

Sampaio com o novo Governo de Portugal após tomada de posse

Que consequências pode trazer às ambições de Canas de Senhorim?

E para o País é bom ou nem por isso?

Quem diria que 4 meses depois...!

Desculpem

Devido às observações que foi algo por parte de um amigo (e só por ser um amigo em "fazer-se ao penalti") suspendo a minha participação no Blog até ser visto esclarecidas as minhas dúvidas...
Não vejam este acto como amuo ou desistência, mas não posso aceitar que, de alguma maneira possa ter o "rabo preso" ou que faça comentário baseado em ajuste de contas, não o faço nem o farei.

Como é obvio serei leitor assiduo do Blog como espaço público de opiniões e de esclarecimento, mas não quero, que quando escrevo algo, fique na cabeça dos leitores alguma dúvida sobre assuntos menos claros...

Fiquem bem, e continuem o bom trabalho!... Até um dia
Cingab Concob

Sítios Canenses

Referências

View blog authority