Estudos científicos!... II
As conclusões sociolígicas do cientista Dr. Manuel Mendes:
As histórias e as narrativas contadas, a memória colectiva de luta, cristalizada nalguns momentos marcantes, além de serem marcadores concretos da capacidade de luta e de protesto, representam uma possibilidade efectiva de criar práticas emancipatórias e interpelantes da hegemonia do Estado. Os narratemas dos habitantes de Canas que simpatizam com o seu Movimento, e as suas acções concretas de protesto, procuram reespecificar e desconstruir, com base num igualitarismo radical, os conceitos de liberdade, de democracia e de poder. No entrecruzar entre memórias pessoais e colectivas, o sonho é a afirmação da sua autonomia e a prática é uma de resistência e de afirmação perante o exterior, na busca do reconhecimento pessoal e colectivo. Estas práticas produziram sociabilidades alternativas de participação efectiva das mulheres no espaço público e acesso igual de todos os participantes à possibilidade de fazerem ouvir a sua voz. O espaço público é dialógico e participado, embora marcado por várias tensões.
Os maiores obstáculos à criação de um senso comum emancipatório derivam da reprodução da lógica patriarcal no trabalho de representação do Movimento, isto é, do não acesso das mulheres à liderança do mesmo, e do populismo que conduz à exclusão das elites, criando tensões internas na comunidade e no relacionamento desta com os poderes exteriores.
As histórias e as narrativas contadas, a memória colectiva de luta, cristalizada nalguns momentos marcantes, além de serem marcadores concretos da capacidade de luta e de protesto, representam uma possibilidade efectiva de criar práticas emancipatórias e interpelantes da hegemonia do Estado. Os narratemas dos habitantes de Canas que simpatizam com o seu Movimento, e as suas acções concretas de protesto, procuram reespecificar e desconstruir, com base num igualitarismo radical, os conceitos de liberdade, de democracia e de poder. No entrecruzar entre memórias pessoais e colectivas, o sonho é a afirmação da sua autonomia e a prática é uma de resistência e de afirmação perante o exterior, na busca do reconhecimento pessoal e colectivo. Estas práticas produziram sociabilidades alternativas de participação efectiva das mulheres no espaço público e acesso igual de todos os participantes à possibilidade de fazerem ouvir a sua voz. O espaço público é dialógico e participado, embora marcado por várias tensões.
Os maiores obstáculos à criação de um senso comum emancipatório derivam da reprodução da lógica patriarcal no trabalho de representação do Movimento, isto é, do não acesso das mulheres à liderança do mesmo, e do populismo que conduz à exclusão das elites, criando tensões internas na comunidade e no relacionamento desta com os poderes exteriores.
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