Talvez tenha a ver... (parte II)
... o que é que isto tem a ver com Canas e o momento actual? Talvez nada... mas se olharmos bem... talvez nada...

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“Quem sou eu para dizer que não”
O apoio popular foi "grande" e Luís Pinheiro não tinha como recusar, voltando assim à liderança do Movimento pela Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCCS). O actual e candidato à Junta de Freguesia diz que a razão está do lado do povo que luta há trinta anos para ser concelho.
O tabu foi desfeito na noite de terça-feira, após uma manifestação de apoio de populares que se concentraram no Mercado da vila para pedir o regresso do líder.
Luís Pinheiro tinha anunciado a 11 de Agosto que abandonava o MRCCS e que poderia não ser o candidato da lista apresentada pelo Movimento às Eleições de Outubro, mas deixou a porta aberta para voltar caso "a população assim o desejasse".
O líder, que é actualmente o presidente da Junta de Freguesia, disse ter ficado sensibilizado com o apoio demonstrado pelas pessoas presentes na noite de terça-feira em Canas de Senhorim.
"As mulheres de Canas de Senhorim convocaram uma manifestação e o povo compareceu em peso", contou Luís Pinheiro. "Com as mulheres, que fizeram circular uma convocatória, vieram também os homens e fiquei muito sensibilizado por ver o Mercado e a rua cheia de gente", sublinhou.
"Quem sou eu para dizer que não", disse, adiantando que perante este apoio "não tinha alternativa a não ser voltar à liderança do Movimento" e seguir em frente na candidatura à Junta de Freguesia.
Em Canas de Senhorim, vila que luta há décadas para ser concelho e separar-se de Nelas, a pré-campanha autárquica tem sido pouco calma. Aos órgãos autárquicos da freguesia concorrem duas listas - a do Movimento e outra intitulada Lista dos Independentes moderados , mas a "vivência" entre elas não tem sido pacífica.
Luís Pinheiro assegura que as urnas vão abrir em Canas, localidade em que vários actos eleitorais foram boicotados, e não teme o confronto com a outra lista concorrente. "No final far-se-á a contagem", concluiu.
Está melhor o discurso, mas não lhe ficava nada mal, antes pelo contrário um pedido de desculpas aos Canenses lesados, pelos insultos e ameaças, a bem da tão propalada união.
Porque será que nem toda a gente entende que não estando com todos os actos do movimento não se está obrigatoriamente contra o concelho ou com o concelho de nelas? Depois ainda acusam outros de dividir os Canenses. Haja pachorra!
Como de vez em quando também gosto de soltar um pouco de veneno, permitam-me a pergunta aos radicais das “Mulheres de Canas”, dos indefectíveis movimentistas e a outros acéfalos que não pugnam por pensar antes de abrir a boca.
Perdoem-me a audácia e descompressão!

Julgo que fazem bem se é nisso que acreditam. Poderiam era também reflectir no que têm andado a fazer, pois assim não estão a lutar pela restauração do concelho de Canas. Estas Sras. é que ainda irão ser condecoradas pelo famigerado Correira (parafraseando alguém).Texto Isabel Marques Nogueira
Junto do edifício da junta concentravam-se as mulheres. Do outro lado da estrada, estava o lado masculino reunido. Era o cenário que o Jornal do Centro encontrou quando chegou. E à pergunta da jornalista: Porque é que estão aqui reunidos? A resposta foi: “Estamos aqui a cumprir um dever”. “Temos os nossos motivos para estar aqui”. Com as breves respostas vieram os insultos e palavras menos simpáticas acompanhadas de ameaças à jornalista que tentava perceber o porquê da concentração.
A concentração surge depois de um comício de Luís Pinheiro, líder do Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCCS), na noite de quinta-feira, dia 11, onde anunciou que se ia afastar do movimento.
O Jornal do Centro sabe que, contrariamente ao que foi divulgado, a concentração serviu para impedir que uma das secretárias administrativas da junta de freguesia entrasse no seu local de trabalho. A funcionária viu-se “obrigada a refugiar-se” no posto da Guarda Nacional Republicana (GNR), que se situa ao lado do edifício da junta, com “medo” que a população “passasse das palavras aos actos” - manifestou a funcionária. No entender da funcionária a reacção deve-se ao facto de ter assinado na outra lista que apareceu.
O mesmo posto que abrigou a jornalista que, ao tentar tirar uma fotografia, na via pública, ao edifício da junta, se viu reunida de manifestantes que a impediram de realizar o seu trabalho. “Não dêem espectáculo que ela está a apontar tudo”. “A gente não quer, não tira fotografias. Quem manda somos nós”. “Estamos irritados e mais nada”. “Se sair alguma fotografia ponho-lhe um processo em cima e ao jornal”. “Vá-se embora para a sua terra, não tem nada que estar aqui”. “Vá pedir informações a quem a mandou cá, ao José Correia (presidente da Câmara de Nelas)” – proliferaram as vozes femininas. “A vaca está a escrever”. “Se aqui tivesse um tomate podre, atirava-te com ele” – ouvia-se em tom masculino. O mesmo posto onde se dirigiu uma senhora para, à frente dos agentes da GNR, gritar: “A senhora [jornalista] está a provocar o povo e está sujeita a gente exaltar-se. Ainda vai corrida. Daqui a pouco leva para aqui uma tareia”.
Este episódio vem no seguimento de um primeiro que decorreu na segunda-feira, dia 8 de Agosto. A mesma funcionária foi, alegadamente, agredida verbalmente e ameaçada à porta do local de trabalho, tendo de seguida apresentado queixa na GNR. “Anda lá que não perdes pela demora, sua vaca de merda. Anda lá que ainda hás-de ser corrida daqui, sua vaca” - recorda a ofendida. Segundo a trabalhadora, as palavras foram proferidas por Álvaro Couto, um dos elementos do MRCCS, depois de ter assinado pela lista de Aires dos Santos, que vai concorrer à Junta de Canas nas próximas autárquicas. Álvaro Couto desmentiu o sucedido, na quarta-feira, dia 10, dia em que o Jornal do Centro tomou conhecimento e o confrontou com as acusações. “Não reconheço nas funcionárias determinados tipos de problemas de saúde, mas não deve estar boa da cabeça. Essa senhora está a inventar. Penso que quem inventou isso tem propósitos políticos” – manifestou Álvaro Couto.
O presidente da junta, Luís Pinheiro, disse ao Jornal do Centro que “o povo deu as respostas que entendeu que devia dar” e acrescentou que “se soubesse na altura do sucedido teria agido”. “Ontem [terça-feira, dia 16] eu estava lá e elas entraram para trabalhar”.
... e assinaturas da lista opositora queimadas
No último dia, 16 de Agosto, para a entrega das listas candidatas para as eleições autárquicas, em Outubro, no tribunal, um dos elementos da lista encabeçada por Aires dos Santos - lista alternativa que apareceu recentemente na freguesia de Canas de Senhorim - foi alegadamente agredido física e verbalmente por elementos do Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCCS).
O elemento da lista dirigiu-se à sede da junta “para levantar o documento que faltava e era necessário para a entrega da lista no Tribunal de Nelas” - segundo uma fonte do Jornal do Centro. Ao sair do edifício, foi alegadamente “espancado pelos manifestantes que se encontravam à porta da junta”. “Bateram-lhe, trataram-no mal verbalmente, insultaram-no, e fizeram desaparecer os documentos que tinha acabado de levantar na junta de freguesia” - continua a mesma fonte.
O agredido voltou a entrar no edifício da junta, para chamar a GNR, que fica a escassos metros, chamada que efectuou de um telemóvel. A GNR não apareceu e o canense saiu, novamente, para se dirigir ao posto e apresentar queixa, tendo sido, alegadamente agredido, de novo, rasgando-lhe a camisa.
O presidente da junta, Luís Pinheiro relata que se limitou a fazer o que tinha que fazer: “Assinei as declarações à pessoa e ele assinou em como lhas entreguei. O que se passou cá fora não sei”. Luís Pinheiro acrescenta que “pouco tempo depois ele voltou a entrar pela junta, aos berros e a pedir para chamarem a GNR”. “Quem queria chamar a GNR era ele, portanto, disse-lhe para ele pegar no telemóvel e chamar. E ele chamou. Eu não tenho que chamar a GNR, ele que a chamasse. Não tenho nada a ver com isso” - remata.
Luís Pinheiro no comício realizado na quinta-feira, dia 11, avisou que ia abandonar a liderança do movimento e não se ia candidatar à junta.
“Desde o dia 11 que não estou à frente do movimento, não tenho que responder por ele. Continuo na luta, mas não lidero o MRCCS. Não sou líder de um movimento que luta por um concelho onde há pessoas a criarem instabilidade e a dividir Canas. A luta pelo concelho não acaba, só o povo pode acabar com a luta, não sou eu. E o que é que é mais democrático que o povo? Esta lista aparece não com o intuito de construir, mas sim para afastar as pessoas. Não são os votos que me assustam, porque em democracia é o povo que mais ordena” - avisa Luís Pinheiro.
O autarca, no mesmo discurso, adianta que já não vai ser candidato, mas a lista que encabeçava deu entrada no tribunal. “Não sou candidato. Foram ao tribunal entregar a lista, mas, neste momento, é contra a minha vontade. É claro que se quisesse eu tirava o meu nome, mas ainda estou a tempo de o fazer, mas em democracia é o povo quem mais ordena” - remata.
A lista do qual Aires dos Santos é cabeça-de-lista não entregou na data limite a lista, no Tribunal de Nelas, mas segundo fonte do Jornal do Centro “está-se a tentar fazer tudo por tudo” para que os documentos ainda sejam apresentados."
Não adianta dizer mais nada.
Sabem o que me deixa triste e com a alma a doer?
Ver grande parte da nossa floresta queimada e a incúria dos Governos também nesta matéria continuar sem que sejam encontrados e responsabilizados os responsáveis.
Triste País este que temos!
Ora viva
Estive de uns tempos e em tarefas que lamentavelmente não me permitiram acompanhar os últimos desenvolvimentos Canenses aqui no blogue.
O que é ser Canense. Será que alguém me poderá responder a esta questão que julgo pertinente?! Ou a uma mais especifica ainda. O que é o “Povo Canense”?
É que desde o início da luta que estes denominativos são usados abusivamente por uns e outros para justificar coisas que não são justificáveis.
Qual é o objectivo do MRCCS e da luta pela restauração do Concelho? Desenvolver Canas de Senhorim ou promover meia dúzia de comilões?!
Ainda tenho algum respeito por algumas (poucas) pessoas do MRCCS pelo que conseguiram no princípio, pelas formas originais de luta que desenvolveram, pela forma como conseguiram unir a população Canense em torno do seu principal objectivo. Mas o pouco respeito que tenho por essas pessoas esvai-se a grande velocidade por não travarem a vergonha nacional em que se tornou Canas de Senhorim.
Eles mais do que ninguém têm obrigação de porem termo a esta situação que envergonha quem tem 2 palmos de testa.
Começamos com o apoio de todas as freguesias e por causa deste tipo de situações (foi o cantar de galo pensando que tudo eram favas contadas) fomos progressivamente perdendo aliados que passavam para o lado de Nelas, compreensivelmente diga-se. Neste momento conseguiram a unanimidade de opiniões mas contra Canas, conseguiram inclusivamente, que nem todos os Canenses os apoiem, o que prezo e não me impede de me continuar a considerar Canense.
Mas a luta degradou-se quando os líderes do MRCCS cientes de que não iriam conseguir o seu objectivo se recusaram a dizer ao povo que, por agora não seria possível almejar o concelho. Preferiram mentir e tornar ainda mais dramática a vida dos Canenses ostracizando todos os que têm visões diferentes para Canas.
Tenho pena que estes senhores tenham acabado assim, com medo de se submeterem aos votos do povo que dizem representar.
Canas de Senhorim saberá dar a resposta adequada como já soube no passado.
Já várias vezes aqui defendi que é preciso parar para pensar e repensar estratégias sob pena de Canas deixar de existir. Será isso que os ridículos e antidemocráticos manifestantes pretendem? (como podem menos de 50 pessoas auto intitularem-se de povo?) Canas defende-se diariamente não é nos dias das manifestações ou prejudicando a imagem com estas acções próprias de um bando de energúmenos que nem os mais básicos valores da sociedade têm entre os seus. Os Canenses não são assim não se intitulem de Canenses.
Estas pessoas não entendem que estão a tornar Canas em alvo da chacota de todos e que não há, nestas condições, quem queira cá parar?
Os meus parabéns a todos os que tiveram a coragem de se candidatar e afrontar este estado de coisas. Que ganhem que tiver a maioria da população de Canas do seu lado.
Canas a concelho.