MP arquiva queixas contra 32 canenses pró-concelho
Ministério Público (MP) mandou arquivar todos os processos que se encontravam pendentes, no Tribunal Judicial de Nelas, contra 32 apoiantes do Movimento para a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim suspeitos de terem agredido, ameaçado, desobedecido, coagido e injuriado vários militares da GNR que se encontravam nas minas da Urgeiriça, nos dias 23 de Novembro e 14 de Dezembro de 2004, na operação policial com vista a "assegurar a liberdade de circulação das viaturas carregadas de urânio", com destino à Alemanha, e na Estação da CP em Canas de Senhorim, com o objectivo de "pôr termo ao corte da linha ferroviária".
Segundo fonte judicial, na base da decisão do MP, que o JN divulga em primeira-mão, terá estado o facto de as autoridades não terem conseguido identificar convenientemente os suspeitos dos crimes, agravado pela circunstância dos arguidos se terem recusado a prestar declarações ou simplesmente negado os factos que lhes eram imputados. Acresce que os militares que podiam apresentar queixa contra alguns arguidos optaram por não o fazer. O MP considerou que não lhe competia a si avançar, de moto próprio, com essas queixas.
A mesma fonte judicial revelou que "os arguidos foram notificados da decisão do MP na passada quarta-feira" e, "embora ainda decorra o prazo para eventual abertura de instrução, não é crível que alguém a requeira".
Lembre-se, no entanto, que à margem deste processo com 32 pessoas, prossegue um outro, com dois arguidos que já foram pronunciados por ofensas à integridade física e injúrias às autoridades. Crimes que terão sido cometidos nos dois referidos dias e locais.
Os factos
Os primeiros acontecimentos que levaram aos processos em tribunal contra os 32 membros do Movimento para a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCS) ocorreram no dia 23 de Novembro de 2004. Nessa data, populares tentaram impedir a passagem de camiões carregados de urânio que pretendiam sair das minas da Urgeiriça. O forte aparato policial originou alguns confrontos entre manifestantes e GNR. Um tractor agrícola, propriedade da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim, e uma ambulância foram colocados no meio da estrada para barrar a passagem dos camiões. Os populares deitaram-se/sentaram-se no chão, desobedecendo à ordem das autoridades, que exigiam o abandono da estrada.
Mais tarde, um grupo de pessoas, que a GNR não conseguiu identificar, invadiu a linha férrea da Beira Alta e impediu a saída de um comboio com destino à Guarda. A CP teve de recorrer a um autocarro para transportar os passageiros. A circulação ferroviária esteve interrompida seis horas.
No dia 14 de Dezembro de 2004, as cenas repetiram-se. Foi montada nova operação policial nas minas da Urgeiriça, com os mesmos propósitos, mas foi colocado um outro veículo a impedir a passagem dos camiões carregados de urânio e voltaram a registar-se confrontos ligeiros entre a GNR.
O MP não conseguiu provar qualquer um destes factos.
Segundo fonte judicial, na base da decisão do MP, que o JN divulga em primeira-mão, terá estado o facto de as autoridades não terem conseguido identificar convenientemente os suspeitos dos crimes, agravado pela circunstância dos arguidos se terem recusado a prestar declarações ou simplesmente negado os factos que lhes eram imputados. Acresce que os militares que podiam apresentar queixa contra alguns arguidos optaram por não o fazer. O MP considerou que não lhe competia a si avançar, de moto próprio, com essas queixas.
A mesma fonte judicial revelou que "os arguidos foram notificados da decisão do MP na passada quarta-feira" e, "embora ainda decorra o prazo para eventual abertura de instrução, não é crível que alguém a requeira".
Lembre-se, no entanto, que à margem deste processo com 32 pessoas, prossegue um outro, com dois arguidos que já foram pronunciados por ofensas à integridade física e injúrias às autoridades. Crimes que terão sido cometidos nos dois referidos dias e locais.
Os factos
Os primeiros acontecimentos que levaram aos processos em tribunal contra os 32 membros do Movimento para a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCS) ocorreram no dia 23 de Novembro de 2004. Nessa data, populares tentaram impedir a passagem de camiões carregados de urânio que pretendiam sair das minas da Urgeiriça. O forte aparato policial originou alguns confrontos entre manifestantes e GNR. Um tractor agrícola, propriedade da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim, e uma ambulância foram colocados no meio da estrada para barrar a passagem dos camiões. Os populares deitaram-se/sentaram-se no chão, desobedecendo à ordem das autoridades, que exigiam o abandono da estrada.
Mais tarde, um grupo de pessoas, que a GNR não conseguiu identificar, invadiu a linha férrea da Beira Alta e impediu a saída de um comboio com destino à Guarda. A CP teve de recorrer a um autocarro para transportar os passageiros. A circulação ferroviária esteve interrompida seis horas.
No dia 14 de Dezembro de 2004, as cenas repetiram-se. Foi montada nova operação policial nas minas da Urgeiriça, com os mesmos propósitos, mas foi colocado um outro veículo a impedir a passagem dos camiões carregados de urânio e voltaram a registar-se confrontos ligeiros entre a GNR.
O MP não conseguiu provar qualquer um destes factos.
Fonte: JN
factos?... de facto!...
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Cingab |
5 de Set de 2006 15:32:00
Tantos... Tantos, que queriam ver esta gente presa ou a pagar grandes coimas!
Afinal, a luta vale a pena!
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Pombo correio |
6 de Set de 2006 23:09:00
@pombo correio
Já me tinham dito... O crime compensa! lol
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Brain |
7 de Set de 2006 09:43:00
@brain,
crime?
Assim, Ghandi cometeu crimes, Che, Salgueiro Maia e tantos outros que lutaram por algo...
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Cingab |
7 de Set de 2006 11:47:00
É verdade cingab, esqueci-me de si…
Já vi que estou na sua prateleira…
Não é crime é “crime”…
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Brain |
7 de Set de 2006 15:44:00
OH! senhor Brain, estou a ver pelos comentários, que os 32 canenses, a serem condenados e presos, v.Exa. não lhes levaria tabaco, nem faria qualquer visita.
Haja solidariedade Senhor, ou entende mesmo que foi crime?
Vem aí a feira medieval, em vez de os prender, participe numa luta medieval e derrote os embusteiros, inflingindo-lhe o castigo devido, gosto daquela prisão com o derrotado dentro do pipo.
Apareça com a espada e recrute os seus seguidores.
@Cingab; boa comparação.
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mercador |
7 de Set de 2006 18:56:00
vão ler a noticia...
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Brain |
7 de Set de 2006 20:50:00
Segundo fonte judicial, na base da decisão do MP, que o JN divulga em primeira-mão, terá estado o facto de as autoridades não terem conseguido identificar convenientemente os suspeitos dos crimes, agravado pela circunstância dos arguidos se terem recusado a prestar declarações ou simplesmente negado os factos que lhes eram imputados.
Eu, pergunto!
Porquê só 32 criminosos?!...lol
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sancademironhes |
7 de Set de 2006 21:36:00
Para quem tem memória curta:
Lembram-se daquele dia em que El Líder foi recebido Pelo Povo Efusivamente? Cana de Senhorim saiu à rua e foi das festas mais espontâneas e brilhantes que eu vi até hoje.
Também vi aqueles que sempre falaram mal do L.P., encostarem-se de mansinho e a festejarem. E não é que quando viram o concelho cada vez mais longe, foi mais fácil voltarem para o outro lado.
Será que devemos dizer que o crime compensa...
Ou devemos dizer que a HIPOCRISIA COMPENSA???
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Pombo correio |
7 de Set de 2006 23:37:00
Mais grave ainda é quando essa hipocrisia se junta à má-fé..
lol
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Brain |
8 de Set de 2006 10:56:00
@brain,
umas vezes trata-me por "Tu" outras por "você"? :P
É claro que não está em parteleira alguma!...
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Cingab |
8 de Set de 2006 10:58:00
Olá
Votos de Férias bem passadas!
Olá
Antes de mais, decida-se @cingab, quer o @brain de parte ou na prateleira? Quase sempre sou questionado pelos miúdos cá de casa sobre as gralhas que os seus escritos por vezes têm, são de propósito?
Sobre os "32 arquivados", devo dizer-vos que não é de admirar tal veredicto. Como vos disse o Dr. Juíz foi de férias e não voltou...e como bom corporativista que é, não quis deixar serviço "armadilhado" para o ilustre colega que tomou o seu assento!
Gostei de tomar conhecimento de quão difícil é reconhecer amigos e colegas de infância, depois de terem andado a brincar ao corte de linhas de comboio.
De saber que há individuos e autoridades que assobiam para o ar quando são interpelados. Assim nunca Canas será Concelho! Afinal não são só os de Lisboa que têm medo de cá vir. 32 de cá também têm "MEDO" de dizer que Canas deve ser Concelho!
Assim sendo, podem voltar à luta, ao corte de vias, ao despejo de fardos de palha e de urânio. Descubram-se novos traidores! Podem e devem continuar a guerra, pois não é uma rotunda que paga tantos anos de subdesenvolvimento. Ou então não!!! Os "lugares" estão a ser distribuidos em franca evolução.
@pombo correio, será verdade que no 2 de Agosto o seu liderzito ( ainda é? ), foi chamado de traidor e outros impropérios, pelos seus mais "chegados"?
A outra distinta Sra. anda a enervar-vos? O lp já se lamenta que tudo cai sempre em cima dele. Ajudem-no lá com a "partitura".
Já agora, @cingab, conte-nos lá por onde anda a dra., que a ilustre dra. de asnellas e o seu bobby nos presentearam com pompa e circunstância! Não me diga que foi despejada de Canas por não pagar a renda, como prometido?
Até breve
Mineiro
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Mineiro |
10 de Set de 2006 21:05:00
@mineiro,
Continue a fazer notar os meus "ciscos"...
Pode considerar-me defensor do LP, agora perguntar-me pela Drª Curandeira é que me parece demasiado!...
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Cingab |
11 de Set de 2006 18:53:00
Arquivados? isto é se alguns dos senhores não requerem a instrução; é assim, não é? ajude-me aí alguém, alguém que perceba do assunto, com tantos "criminosos" em Canas, os administradores e ex, ainda continuam nesta Terra, não têm medo que desviem a via ferrea e passe pelas vossas casas.
Eleições já! SÓ intercalares.
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mercador |
11 de Set de 2006 19:14:00
Verdade foi!
Mas só foi verdade por o movimento ter perdido alguma força, quando a "vaca" tem poucas tetas e as bocas são muitas... alguém fica irritado por não mamar!
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Pombo correio |
18 de Set de 2006 23:37:00
«Se digo que esta ou aquela coisa não me agrada, estou protestando. Se me ocupo, ao mesmo tempo, a tentar que algo de que não gosto não volte a ocorrer, estou resistindo. Protesto, quando digo que não continuo a colaborar. Resisto, quando me ocupo de que também os demais não colaborem.» ULRIKE MEINHOF
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Camisa Azul |
23 de Set de 2006 23:35:00