Sexta-feira, Março 31, 2006

Canas a Concelho já não faz sentido.

É Verdade! Por muito que me custe vejo-me forçado a concordar com aqueles que dizem que não existem condições para Canas ser concelho. Após os últimos acontecimentos esta ideia tornou-se obsoleta. Desde 2001 que estamos no caminho errado, acontecimento atrás de acontecimento, manifestação atrás de manifestação, não faz sentido... Canas a Concelho??! Mas porquê? Para quê? Porquê? (já comeram fruta hoje?). Temos de tomar outro rumo, temos de ter consciência que não podemos ser concelho, por muito que nos custe. Está na hora de abrir os olhos! Canas a Concelho é uma ideia que já não faz sentido.




Meus amigos, desde 2001 que não há concelhos! Após a revisão constitucional os concelhos passaram a chamar-se Municípios. Portanto o que nós queremos é ser município e não concelho!

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Artigo 236º
Categorias de autarquias locais e divisão administrativa

1. No continente as autarquias locais são as freguesias, os municípios e as regiões administrativas.
2. As regiões autónomas dos Açores e da Madeira compreendem freguesias e municípios.
3. Nas grandes áreas urbanas e nas ilhas, a lei poderá estabelecer, de acordo com as suas condições específicas, outras formas de organização territorial autárquica.
4. A divisão administrativa do território será estabelecida por lei.

Aos meus amores!...

Parado estou!...
As pernas teimam em não responder
A razão eclipsou
Uma utopia, um sonho, um querer!

Bravos índios extintos
Pela força da ignominia branca
Amigos sempre desavindos
Retalharam nossa manta!

De Norte a Sul caminharam
Jagunços, traidores, moderados
Tentavam o que todos sonharam
E sempre eram abafados

Contemplem agora uma luta
Que por vezes foi fratricida
Irmão e amigos de labuta
Ficaram com uma vida fodida

Para todos que lá moram
Aqui fica meu sermão:
Casa sem pão, todos choram
Quase sempre sem razão!...

Quinta-feira, Março 30, 2006

Eclipse


De quando em vez, o sol “apaga-se”… Ou apagam-no!...
A escuridão e o espectáculo dão azo a que se contemple, medite…
O Eclipse não é o fim do mundo, não é o término do Sol, essa estrela que nos ilumina e que Ícaro tanto queria alcançar!...
Não só as nuvens e a Lua se põem entre nós e o Sol… Ás vezes, somos nós que vamos para debaixo de um alpendre, ou adega tentar fugir ao seu calor… Que é Vida, mas pode ser uma grande chatice!... Podemos sempre “tapar o Sol com uma peneira”, contudo, o problema, é que a rede deixa passar alguns raios!...
Contemplo o Eclipse, com a certeza que, quando acabar, o Sol estará lá de novo… Para nos iluminar!...

Mais um fogo de vista? Ou mais um mito?



Ou vai haver alteração para Municipio de Nelas?
Do tipo:


Quarta-feira, Março 29, 2006

E quando um "Gajo" Incorpora?

Falemos então de assuntos importantes!...
Este vale sempre a pena recalcar…

A recuperação ambiental das minas de urânio parece ter entrado, pela enésima vez, num pantanal (para utilizar um termo de Guterres, alto comissário para os refugiados)!...
Quando parecia que vinham todos a correr recuperar o recuperável, tudo se esfumou!... Foi só “tesão do mijo”… De vez em quando, aos nobres senhores do “pilim”, o sangue sobe-lhes ao mastro e está a andar para Canas de Senhorim!... E isto é assim, mas agora vai ser de outra maneira, toca a pôr uma rede de alguém precisa de facturar, vamos fundir a exmim na EDM, levar tudo para o “Monte Amarelo”… Mas, se calhar, é melhor não!... Onde está o dinheiro do estado para a recuperação… A EU já se chegou à frente… Quanto é? Vamos lançar o concurso… Já está lançado… Ah!... Mas afinal era um concurso para ver quem abastecer de gasóleo as máquinas que vão transportar os resíduos para o aterro final… E vai ter mais nove metros… Se calhar são onze!... Ficava melhor do outro lado da estrada, na Cominalta (Agrepor), em Mangualde ou em Lisboa à frente da Assembleia da República…
Meus amigos:
- FAÇAM!
E façam depressa, nem se seja uma cagada em “três actos”… Assim, nem o pai morre, nem a gente almoça!...
Sei que há pessoas a tentar ganhar dinheiro sem fazer nada… Como sei que a compensação que Canas de Senhorim deveria de ter é igual a ZERO!... Que os canenses são meramente danos colaterais que só têm direito a um encolher de ombros ou a uma afirmação do tipo:
- Vocês são sempre a mesma “merda”!...
Eu acrescento merda radioactiva!... Ou reactiva! É que o nosso cérebro e músculos, de tanto radão incorporarem, podem muito bem fazer de um gajo um mutante, capaz de virar um camião carregado de terra que circule nas nossas ruas, aumentando o nível de radão… Poderão até ver-me, juntamente com o Sr. Minhoto (quissá de mão dada), a gritar palavras de ordem com cartazes na mão… E, porque não, uma bandeira de Canas com um novo brasão radioactivo (Proponho às Língua algo como: o símbolo “radioactivo” e em vez dos cavalos, eu e o Sr. Minhoto)… É que um “gajo” pode incorporar… E quando um “gajo” incorpora é uma “merda”… Radioactiva!.

Terça-feira, Março 28, 2006

O mito verdadeiro, que persegue Cingab...

Dia Mundial do Teatro


Ontem comemorou-se o dia internacional do teatro!...
Eu com algumas responsabilidades neste domínio deveria ter dito algo, mas, como diria o outro, mais vale tarde que nunca!...

Perde-se no tempo a veia artística das pessoas de Canas de Senhorim!...
Eu, porque sou jovem, apenas sei algumas coisas que correram de boca em boca. A filarmónica de Canas de Senhorim tinha também a sua vertente teatral, com jograis, peças e sketch’s, o seu principal dinamizador o Sr. António Rosa (Não será este o nome, mas agora não tenho aqui os meus arquivos)…
Mais tarde, António João Pais Miranda criou o Grupo de Teatro Amador de Canas de Senhorim (o nome deveria ter sido Grupo Amador de Teatro de Canas de Senhorim – o Teatro nunca é amador, os grupos é que podem ser!), depois de boas experiências no concurso que decorreu durante anos no salão dos bombeiros, o "10+7". António João foi ainda buscar alguns jovens que mais se destacavam (ou não!) na semana cultural da escola, na altura, C+S…
Pessoas como o Zé Artur, a Leta, a Dores, o Fraga, o AMEF, o Filipe Show, o Zé Pedro, outros que agora não recordo (entre eles jovens de muito talento) elevaram esta vertente cultural da Vila…
Destaco também a presença assídua na Feira Medieval, o peça de Júlia Nery que juntou, a estes outros, e sendo produzido (?) pela D. Lira (lá está!) e seu consorte!
Depois da morte de António João Pais Miranda, o grupo fundado por si, alterou o nome para Grupo de Teatro Pais Miranda e foram durante 5 anos seguidos o melhor grupo de Teatro na vertente “Revista”, só perdendo este título por questões de política nacional e municipal… O INATEL, dos quais dependem estes grupos de teatro, tornou-se “um verbo-de-encher” e o amigo colmeia deixou até de emprestar o autocarro para as deslocações… Sem dinheiro do INATEL para pagar o espectáculo e sem autocarro para as deslocações, o GTPM começou a depender da boa vontade de outras câmaras municipais, tais como a do Carregal do Sal, Tondela, Vouzela, Mangualde e Lamego… Também dos veículos da Fabrica da Igreja, Jardim-escola João de Deus, do GDR, HUF e particulares… Os apoios recebidos só vieram, ao longo de mais de 20 anos, da Junta de Freguesia…
Não posso deixar de lembrar as excelentes peças de Teatro feitas pelo grupo da casa do Pessoal da Minas da Urgeiriça, de criadores de peças como o Zé Tó, o Rui Fonte… Da Drª Ana Mouraz e do Prof. Sampaio nas recolhas para a Feira medieval… De Júlia Nery pelo seu “do Alto-forno ao Sud expresso”, que só pecou por o livro ter um prefácio escrito pelo Colmeia, algo quase contra-natura!... Por acaso, no meu caso, essa folha, não sei porquê, não existe!
Vivam os Teatros de Canas de Senhorim… Viva a Vida, que não deixa de ser uma grande tragicomédia!...

nota: A referência ao instrumento musical arcaico e meramente circunstancial, não podia deixar de ser referida!...

Segunda-feira, Março 27, 2006

A Minha Costela Jagunça!...

Eu estou por aqui… Não vou andar por aí!...

Considero que é sempre mais fácil falar do que fazer! Mesmo quem faz, tem quase sempre a consciência que faz o melhor possível, nunca o que se imaginou na sua plenitude!...
Continuamos com um aliados de sempre!... De boca, sem assinar por baixo, PSD, PP, CDU e BE os nossos “amigos” não desarmam… O contrário do prometido o PSD, não apresentou o projecto como prometeu (até pôs Sacavém!)… Concordo que não é altura para o fazer no que diz respeito à conjectura política e à nova, prometida, reorganização do território de Sócrates. Já não concordo com um tal acordo que, se os “laranjinhas” apresentassem o projecto, a Drª Curandeira e seus “consortes” faziam cair a câmara…
Isto faz com que a minha costela de jagunço comece a ficar mortinha para entrar numa de violência (verbal!)…
Uma coisa é sabermos que temos um Junqueiro (vá de retro Satanás!) sempre pronto para nos beliscar, outra coisa é termos colegas à mesa, enquanto comemos leitão (no “Rui dos Leitões” e à conta dos contribuintes canenses), a mandar-nos biqueiradas por debaixo da mesa e a dizerem que a culpa é do socialista… É claro, que quando olhamos em volta ficamos confusos, já que o Juncas não está no repasto e também não está debaixo da mesa a comer os restos!...
É, a costela de jagunço, por vezes, dá cá um mal-estar!... Será tipo “dor de corno”? Ou “dor de burro”?
São dores… Nada se consegue sem sacrifícios!...
PS.: Também dói um bocado as pancadas e mordidelas que por aqui me dão por aqui! :P

Maxïmo Park

Sábado, Março 25, 2006

O interior humilhado e ostracisado!

Muitas vezes de tanto escrever corremos o risco de nos tornarmos redundantes, até massacrarmos os que ainda têm paciência de nos ler!... Muitos até o fazem por uma questão de pena!...
Contudo, assuntos há que convém dizer qualquer coisa, sempre com a esperança que se faça luz na cabeça de quem pode!...
Atentem ao seguinte:
Porque é que um homem (ou mulher) que monta um “tablier” dum automóvel em Mangualde ganha de ordenado 600€ e um outro, que faz exactamente a mesma coisa, que tem os mesmos anos de serviço, mas trabalha em Palmela, ganha 1000€?
Porque se gastam milhares de euros em teatros que estão às moscas no Porto, e não há um barracão com palco em Vila-Flôr?
Sem dúvida que, se só olharmos as questões económicas e continuarmos a esquecer as questões sociais estamos a humilhar o interior!
No Vale do Ave, Palmela, ou Setúbal há uma bateria de decisores a tentar criar empregos e, quase sempre, conseguem mais dos que são precisos, obrigando a que mais gente do interior se desloque para o litoral…
Depois, temos de hospitais, escolas, tribunais a rebentar pelas costuras nuns locais, e outros a terem de fechar por falta de clientes… Tem de ser, dizem-nos!...
Assimilo facilmente as razões lógicas para se fechar esses serviços, entendo perfeitamente que não podemos ter escolas a funcionar com 5 alunos, concordo que não se deve insistir em ter maternidades em locais que nasce um bebé de mês a mês… Aceito quase todas essas visões!...
Não admito que encolham os ombros e digam que não há nada a fazer!... Desculpem!...
Eu sou um conformado (nesta altura) mas os que estão à frente dos nossos destinos não podem estar… Não podem!...
Deixem de nos dar os peixes e coloquem-nos nas mãos as canas!...
É uma humilhação… Eu, que ainda nem sou dos mais prejudicados por esta deriva, sinto-me ostracisado!... Nem os “gritos de alma” nos são permitidos!... As auto-estradas servem apenas como neo-pontes (desculpem os que não gostam da palavra neo) que nos fazem passar do litoral português, para o interior espanhol… Já viram o interior espanhol?
O interior é uma espécie de “Portugal do Pequeninos”!
Serve para se ir visitar o avó ou a tia, que até têm uma vizinha “muita boa” que se rebola bem no feno, ou um rapaz de ceroulas que tem um “bom ma
terial” que merece ser vislumbrado e “comido”! Uma escola de Verão onde descobrem, sem perceber o ridículo, que afinal as cebolas não crescem nas árvores, que as melgas são insectos, que na serra da estrela faz um frio do “caraças”!...

Chamem-me provinciano, paroquiano e outras coisas que tais, mesmo estando por ora conformado, dêem-me espaço para gritar!...

Sexta-feira, Março 24, 2006

Semana da Primavera.

Hoje, pelas 21h, inserido nas comemorações da semana da primavera do Concelho de Nelas, actua o grupo coral Canto e Encanto de Canas de Senhorim no pavilhão multiusos.

Era de bom-tom a presença do povo Canense.

Cumprimentos

Quinta-feira, Março 23, 2006

Os Neo-traidores

Gostaria de informar que não gosto da palavra “traidores”, para definir pessoas que têm os mesmos objectivos de um grupo (não os outros)… Utilizo-a numa perspectiva apenas e só humorística!... Assim sendo, considerem-me, desde já, o 1º dos neo-traidores!...

Durante o verão quente de 2005, a palavra “traidor” apareceu como definição de todos os que apoiavam a facção democrática “Só Canas”. Até então, traidor era todo aquele que negociava ou tinha relações, quase sempre no obscurantismo, com o Colmeia (presidente da Câmara Municipal de asnelas)... Nem que para “levar a água ao seu moinho” tivessem de fazer o exorcismo da “luta”!
Na altura, fiquei triste (como se pode comprovar por um post algures no blog)! Se aqueles homens e mulheres traíram, não foi a luta pela restauração do concelho de Canas de Senhorim, mas sim o MRCCS e as suas estratégias… Essa mesma contradição ficou espelhada no carro alegórico do Rossio do Camelo, em que, pelo menos duas pessoas não mereciam, de todo, estar coladas a tão repugnante “animal” (bem se calhar até são mais, mas essas duas deixaram-me especialmente sentido)!...

Com as eleições, o MRCCS foi eleito também com base numa relação, mais ou menos normal, com a câmara saída das autárquicas (bem, aqui teríamos outro mito, mas agora não me apetece!). Assim, essa relação passa a ser definida segundo a nomenclatura do verão quente por parte de alguns militantes MRCCS como traidores… Eu chamo-lhes os neo-traidores!...

Neo-traidores, porque a parte de obscurantismo desapareceu… Neo-traidores, porque, por muito que possa parecer injusto para o núcleo duro (e até é!), o MRCCS são pelo menos 1000 pessoas. Estes, como os outros, ouviram o Candidato (agora Presidente) da Junta de Canas de Senhorim dizer que haviam dois caminhos: O do Concelho e o do investimento!
Aliás, foi mesmo essa a exigência do chamado grupo dos 69, para apoiar o MRCCS em detrimento da lista “Só Canas”.
No entanto, temos de reconhecer que estes neo-traidores são uma forte arma de propaganda do simpático e romântico executivo camarário. A Drª Curandeira e demais vereadores, são os próprios a fazer a distinção entre traidores e neo-traidores. Podendo não ser verdade, os traidores canenses são-o também da nova coligação “todos juntos pelo concelho de nelas”, que “manda” nos destinos do município, o que faz dos neo-traidores de Canas aliados da câmara!... Tudo isto na sua perspectiva (e não só!)…
No pensamento dos neo-traidores fica sempre a sensação de “venda da Alma ao Diabo”! Tenhamos sempre a consciência que se os neo-traidores fazem bem tentar trazer desenvolvimento a Canas de Senhorim (onde é que ele está?), a Drª Curandeira usará isso contra a nossa outra luta: A da restauração do Concelho! O que, ainda assim, é bem melhor que no tempo do Colmeia que usava a restauração do Concelho para prejudicar o investimento!

Terça-feira, Março 21, 2006

Crónicas de Alvoco

Ordenamento

A reforma administrativa do território efectuada no século XIX foi conduzida, segundo rezam as crónicas, em função de interesses pessoais e políticos e não em função de outros objectivos organizacionais. Só assim se compreende, por exemplo, o detrimento de Lagares da Beira e Avô a favor de Oliveira do Hospital, de Coja a favor de Arganil, de Midões a favor de Tábua, de Canas de Senhorim a favor de Nelas, etc. É que naquele tempo, como hoje, já existiam caciques que movimentavam a seu belo prazer estas situações. Vem isto a propósito do excesso de concentração de investimentos nas sedes de concelho em prejuízo das freguesias mais afastadas. Crescimento puxa crescimento, dinheiro traz dinheiro, e as sedes de concelho da nossa região engordam e as aldeias ficam cada vez mais magras. Nada tenho contra o crescimento das sedes de concelho, não posso é aceitar que o poder político pouco ou nada faça para travar o esvaziamento das freguesias do interior, as que estão afastadas das sedes de concelho e dos eixos rodoviários. É constrangedor entrar numa destas aldeias durante a semana e não ver praticamente ninguém. Não existem actividades económicas, consequentemente não há movimento. Durante o fim-de-semana e férias aparece mais gente que traz alguma vida, mas que não chega.

O que fazer para inverter esta situação? Promover a instalação de pequenas empresas, integradas e que não destruam a paisagem e o meio ambiente. Melhorar os acessos físicos e virtuais: boas estradas locais e regionais são essenciais; boa captação de telemóveis e acesso a novas linhas de comunicação como o ADSL, são fundamentais. Outra possibilidade é o apoio fiscal à instalação destas empresas, conjugado com o apoio à criação de emprego dos residentes. Estes apoios devem ser majorados em função das freguesias e não dos concelhos.

Se não quisermos que as nossas aldeias se transformem em meros dormitórios e colónias de férias, urge que se tomem medidas.

José Vasco de Campos.

Um Mito V (A Lenda dos dois cavalos)

Há pessoas que não sabem porque o brasão de Canas de Senhorim tem dois cavalos empinados… Eu também não sei pormenores (mas há quem saiba)!...
Durante as invasões árabes na Península Ibérica uma população fez a vida negra aos mouros (tipo a aldeia de Asterix)… Essa população era Canas de Senhorim (ou as terras que hoje comporta)!...
Quando os mouros se preparavam para invadir a localidade os populares socorreram-se de 2 cavalos (há quem diga que até eram burros) para levantarem uma nuvem de pó com a finalidade de parecerem muitos os que defendiam a Vila!... Ao longe, os mouros, pensaram que se tratava de alguma legião romana e fugiram a sete pés!... Canas de Senhorim ficou defendida, mas, só por mais alguns tempos!...

O dono dos cavalos (ou burros) chamava-se Luisorum Castanheirum, pelo menos é assim que está denominado nas escrituras investigadas da época, sendo um nome tipicamente romano, historiadores há, que afirmam que ele teria outro nome indígena, não aparece na literatura.Luisorum Castanheirum ganhou pelos seus serviços… Vá, adivinhem? É claro!... Um petisco da época em que assavam crias de porco!... Teria direito a esse repasto até ao fim dos seus dias, em todas as luas cheias!...

Um Mito IV

Toda a gente sabe que o Ex-presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio, conhecido carinhosamente por estas bandas com o cognome “O Aldra”, Veta uma lei que permitia a aprovação de uma outra, que tinha como finalidade Canas de Senhorim ser Concelho!... Sim ele Vetou!...
Um Veto político obriga apenas a que a Lei (ou decreto – Lei) seja de novo votada por maioria absoluta (mais de 50%). No entanto, há Leis, que, depois do tal veto, necessitam de uma votação ainda mais reforçada, ou seja, maioria qualificada (mais de 66%)… A Lei quadro dos municípios, a Lei da água, as Leis relacionadas com a defesa Nacional, entre outras… Quando vetou, o presidente, se calhar, até nem sabia isso, mas alguns do PSD, PS e Casa Civil sabiam-no!... Lixaram-nos, foi o que foi!...

Mas, é claro, que o núcleo duro do MRCCS, liderado pelo terrível Luís Pinheiro, também sabia isso!... E deixou a população festejar um mês sabendo que era tudo um Show Off. Com o encobrimento, Luís Pinheiro (e alguns do MRCCS) ganhou 10 Jantares no “Rui dos Leitões” e uma aprovação em zona de reserva agrícola algarvia de um empreendimento turístico, permitindo-lhe que deitasse abaixo 1432 sobreiros…

Um Mito III

Há meses atrás falei do movimento “MAPLL” (Movimento Acarta Placas da Lapa do Lobo)… Os movimentos de cidadania nas freguesias é importante!... Monstra uma certa evolução positiva da democracia… Fico feliz (e não estou a ser cínico)!...

Como é do conhecimento público, o governo prepara-se para unir freguesias, centralizar Assembleias de Voto, fechar serviços… Lapa do Lobo será, por ventura, uma das Aldeias a perder o estatuto de Freguesia e, quiçá, a sua Assembleia de Voto… Para que isso não aconteça necessita urgentemente de eleitores… Mais de 1000!...
O que fazer então?...
Pede-se aos amigos de Canas de Senhorim para se tornarem eleitores da Lapa do Lobo!... Criaram então mais um Movimento Cívico, o MAEFLL (Movimento de Angariação de Eleitores para a Freguesia da Lapa do Lobo)!... Serão necessários 300 eleitores (digo eu!)!...

Como é óbvio, o MRCCS liderado por Luís Pinheiro, prepara-se para “ganhar” alguma coisa com essa situação… Por cada eleitor de Canas que mude para a Lapa, o terrível Luís tem direito a um leitão (no “Rui dos Leitões” – em Coimbra). Depois da sociedade entre o Presidente da Junta de Canas de Senhorim e o Sr. Salomão em empreendimentos nos Algarves, os dois preparam agora uma nova parceria… Vivam os Movimentos Cívicos!... Vivam as crias de porco…
Uma pequena informação que é boa para todos nós! O “Rui dos Leitões” prepara-se para investir em Canas de Senhorim… Vai abrir um restaurante!

Hoje é o dia

Da florestae da poesia.
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen

Canto e Encanto

Por ser hábito, ou para passar a ser, fica o seguinte aviso.

Vai comemorar-se no próximo dia 8 de Abril pelas 21h30, na Igreja Matriz de Canas de Senhorim, o 4º Aniversário do Canto e Encanto – Associação Cultural.

Pelo que sei todo o “Povo Canense”, e não só, está convidado para assistir aos desempenhos do Coral Polifónico do Grupo Canense, ao Grupo Coral Oásis de Sangalhos e ao Dueto de Flautas Marlene e Goetz.

Apareçam então!

Segunda-feira, Março 20, 2006

Um Mito II

Um Tabu, iniciou mais um mito canense!... Contudo, este mito parece-me ser algo realmente sentido, e sem querer lançar atoardas…
Por isso, o mito inicia-se, não por responsabilidade do sujeito, mas por imaginação dos leitores… Eu cá imagino o que os outros imaginam, tornando-se, por isso, uma teoria minha (e só minha, outras haverá) que parte de axiomas, como sempre porque vem de mim, facciosos!...


Uma facção, controlada pelo núcleo duro do MRCCS (os terríveis), da direcção dos bombeiros, vendeu, a troco, por ventura (porque eu ainda na vi os recibos), de meia dúzia de leitões no “Rui dos Leitões” (salvo erro na Mealhada), o espólio da Museu Arqueológico de Canas de Senhorim… Bem, o Museu Arqueológico até é dos Bombeiros, ficará melhor dizer Museu Arqueológico dos Bombeiros de Canas de Senhorim… Sim, porque os bombeiros são de Canas de Senhorim… Digo eu!...
Do mito nunca se entendeu quem afinal comeu (ou vai comer) as crias do porco, mas isso também não interessa nada!... O Importante é que Luís Pinheiro comeu (ou vai comer) bastante, regado com um excelente espumante!...
A Ara votiva de Bezencla, afinal foi adorada em 3589 AC em Currelos, era deles!... No entanto perto de 2564 AC um Movimento de Arruaceiros e Ladrões de Aras Votivas, também conhecido por MALAV, trouxe-a para as terras hoje conhecidas por Canas de Senhorim…
Esta pedra em granito, foi agora restituída (vendida por 30 dinheiros, ou crias de porco) as descendentes de da população das terras de Carregal do Sal…
A MALAV tinha aquela actividade porque visava a separação da tribo comandada pelo terrível Correlevix Caleninuy, mas muitos da população das agora terras de Canas de Senhorim, não concordavam com essas actividades arruaceiras da MALAV (liderado pelo Luiziñy Euclatipt) e por isso o objectivo foi por “água abaixo”, não sem antes os membros dos pré-terroristas empalarem mais de 100 pessoas que eles consideravam traidores da causa!...

Caçadores de Mitos investigam agora a sua possível veracidade… A ver vamos, como diria o cego!...

Pela calada da noite...

Canas de Senhorim, 11 de março de 2006

Pela calada da noite, já bem jantados num restaurante famoso da vila, um grupo de pessoas do Carregal do Sal, liderados por alguns Canenses, estacionou, ao que se julga, uma carrinha à frente da Biblioteca José Adelino. Num àpice, subiram ao primeiro andar do edifício, propriedade dos Bombeiros de Canas, e retiraram, do interior do pequeno núcleo museológico, uma grande quantidade de achados arqueológicos. Algumas peças eram tão pesadas que o chão guardou as marcas do seu arrastamento.
Quem, na rua, viu esta operação, não terá ficado alarmado, pois tratavam-se de rostos conhecidos.
Está visto que o Carregal do Sal prepara o seu núcleo museológico paralelo ao "circuito dos Fiais da Telha"...
A direcção dos Bombeiros permanece queda e muda (!?).
Até ao dia de hoje, nenhuma queixa deu entrada no posto da GNR de Canas de Senhorim...
Não se importam, todos, de acordar?

Pinok e Baleote

Miguel Horta, artista com ligações sentimentais a Canas, lançou o seu primeiro livro recentemente. Viseu teve direito a uma apresentação na Livraria da Praça. Este acto teve lugar depois da primeira apresentação ter tido lugar na cova da Moura.

“Pinok e Baleote” é o nome do conto infanto-juvenil.

No dia 12 de Março, no programa “Nós” (RTP 2), passou uma entrevista e uma reportagem sobre o livro de Miguel Horta.

“De Tamarindo, ilha imaginária de Cabo Verde, chega-nos a história de Pinok, um menino crioulo com fama de muito mentiroso. O relato de uma amizade entre homens e animais que acaba por salvar a ilha, semeando solidariedade.

Em jeito de contador de histórias, Miguel Horta leva-nos através da atmosfera das ilhas, fazendo-nos sentir a cultura crioula.”

O livro é editado pela Pé de Página e pode ser encomendado no site.

Miguel Horta desenvolveu já vários trabalhos em Canas de Senhorim, nomeadamente nas “Casas do Visconde” e na Biblioteca José Adelino.

Sexta-feira, Março 17, 2006

O início de mais um Mito!...

De facto, este executivo camarário da Drª Curandeira, resolveu iniciar reuniões entre os Vereadores e os Presidentes de Junta, todos os meses com vista a debater os problemas das respectivas freguesias… Porque os Presidentes da Junta até têm outros empregos resolveram fazer-se a reunião durante um Jantar!...
De facto, quem paga o repasto é a Câmara (em última análise, somos nós todos)…
Na minha, modesta, opinião esses jantares de trabalho não deveriam existir (os jantares!)… Dá mau aspecto!...
De facto, Luís Pinheiro tem de se sentar com muita boa gente…
Lá está, se ele vai a reunião é porque está a vender a luta e a sentar-se com pessoas “non gratas”, se não vai está “cagar-se” para o desenvolvimento da Vila e a não tomar assentos quando estão a ser discutidos assuntos de interesse para Canas de Senhorim…
Como diriam os brasileiros: “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”!...
Bem… pelos vistos até comem!... E bem!...
Como é óbvio, Luís Pinheiro vai ficando com os excedentes das facturas das jantaradas e aplicá-lo num empreendimento em Vila Moura… Já é o 3º!... Só que este parece que tem como sócio o Sr. Salomão!...

Quinta-feira, Março 16, 2006

Armando Moreira - O sobrepeso

A reforma do sistema político é absolutamente inadiável se queremos atacar de frente a nossa máquina burocrática e reduzir a despesa pública. Haverá consciência disto?

Miguel Cadilhe, ex-governante e um dos mais renomados economistas da actualidade, vem agitando, nos últimos tempos, propostas verdadeiramente inovadoras, propondo-se, nomeadamente, reformar o Estado através da redução substancial do número de servidores da Administração Pública.

Em seu entender, é necessário retirar da Função Pública mais de 200 mil funcionários e reduzir de 40 % para 27% a 30 % a percentagem das despesas sobre o OE do funcionamento da Administração. Isto porque considera que há um sobrepeso - um peso excessivo - com o funcionamento da máquina do Estado, ainda por cima uma máquina que está, como todos sabem, emperrada, pouca produtiva, quantas vezes ineficaz.

Para reduzir o número de funcionários - em quatro anos - aponta uma lógica de contratualização das saídas. Que deseja amigáveis, através de um esquema de indemnizações. Para que o valor destas não seja um peso no Orçamento Corrente do Estado, sugere a criação de um Fundo, o FEI - Fundo Extraordinário de Investimento, que seria provido, com receitas várias, de que destaca a venda de ouro do Banco de Portugal.

Cadilhe chama a este Fundo, de Investimento, por considerar que a redução dos efectivos da Administração Pública é uma condição «sine-qua non» para a modernização administrativa e, por consequência, para a construção da alavanca indispensável à dinamização da nossa capacidade produtiva.

Esta proposta, que não vimos muito discutida e ainda menos contraditada, deve estar a ser acolhida em muitos meios com um sorriso amarelo. Noutros, designadamente nos sindicais, como uma proposta absurda. Os primeiros estarão a pensar que só um atrevido é que se poderia lembrar de mexer no ouro do Banco de Portugal. Neste sentido, terão tendência para acreditar que se trata de uma ideia voluntariosa que, como muitas outras ideias ousadas, cairá no esquecimento. Os sindicatos, por natureza, gostam da luta, do confronto, do conflito social. Não se manifestam ainda por entenderem que não é este o momento adequado. Mais uma vez não têm razão, porque deixar apodrecer a Função Pública na actual conjuntura é condenar a próxima geração a pesados sacrifícios.

Temos para nós, porém, que a sociedade portuguesa não está preparada para acolher uma reforma tão ousada, como aquela que é proposta por Miguel Cadilhe. Dois ou três breves exemplos ilustram bem esta nossa maneira de não enfrentar a sério as coisas, pensando que não é nada com cada um de nós.

Vejamos: era suposto que a reforma administrativa encetada (com pouco êxito) no Governo de Durão Barroso, que levou à criação das chamadas Comunidades Urbanas, visasse a descentralização de algumas funções até agora detidas pela Administração Central, levando à redução dos seus efectivos. Alguém deu por esta redução?

Atentemos agora na anunciada tentativa ousada de fundir algumas freguesias e até municípios. Faz algum sentido a existência de freguesias em grandes centros urbanos, como Lisboa e Porto, com menos de quinhentos eleitores? Não faz e há muitas. Pois bem, esta proposta de redução foi muito mal acolhida nas freguesias a extinguir, não porque se tivesse perguntado aos fregueses respectivos se nisso viam algum inconveniente, mas porque os titulares dos órgãos autárquicos viram na medida a perda eventual de algumas mordomias.

Faz algum sentido existir um município, como por exemplo o do CORVO, na Região Autónoma dos Açores, com menos de duzentos eleitores? Com Presidente da Câmara, Vereadores, Finanças, Guarda Fiscal, etc, etc, etc. Então não se está mesmo a ver que a solução seria integração do dito território - que até é uma ilha - no Município vizinho das Flores? E não é que Canas de Senhorim se quer autonomizar também em concelho, uma freguesia com menos de dois mil e quinhentos eleitores? Não há nestes exemplos um evidente sobrepeso de Estado?

O mais grave é que os órgãos autárquicos não se coíbem de reclamar, como sucedeu há dias no Congresso da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE ), por receitas mínimas através do Orçamento do Estado! Foi reivindicada uma verba mínima de 30 mil euros para cada freguesia, independentemente do número de eleitores. Veja-se: são 6 mil contos por ano, ou seja 500 contos por mês - supostamente para despesas correntes de funcionamento. Pergunta-se: não há nesta proposta um evidente sobrepeso para o erário público?

E o mesmo acontece sempre que se fala em redução do número de deputados na nível da Assembleia da República, nas Assembleias Regionais dos Açores e da Madeira, nas Assembleias Municipais. Mas o sobrepeso também existe, neste sistema semi-presidencialista que obriga a que o inquilino de Belém tenha de construir, à sua volta, um verdadeiro governo sombra para conduzir a sua magistratura de influência, ou, como agora se diz, a sua cooperação estratégica. Quanto é que custa ao OE o gigantismo parlamentar ou este pouco eficaz sistema semi-presidencial?

Também a reforma do sistema político é absolutamente inadiável se queremos atacar de frente a nossa máquina burocrática e reduzir a despesa pública. Haverá consciência disto?

Duvidamos.

Explosões Vs Implosões (Teoria da Luta)

Explosão
Deflagração acompanhada de grande ruído; produção e saída violenta de gases comprimidos; estoiro, estampido, detonação; manifestação súbita e violenta de sentimento, de paixão; arrebatamento.
Implosão
Rebentamento para dentro
Conjunto de explosões combinadas, de forma a, que os seus efeitos tendam para uma área limitada central; fenómeno de colapso para o interior das paredes de um recipiente sujeito a uma maior pressão no exterior do que no seu interior.

Uma luta para se tentar atingir algo só é visível com “explosões”, mais ou menos, periódicas! As Razões têm de ser visíveis do exterior e quanto maior for a explosão, maior é a perceptibilidade. Pela mesma relação directa, quanto menos for o rebentamento menor a visibilidade… Podendo mesmo chegar a um “bufo” que só é ouvido por quem o dá ou por quem está “profissionalmente” atento!...
Temos as explosões controladas e as blindadas! As primeiras são “show off”, porque não aleijam ninguém e a sua visibilidade é querida por todas as partes… As segundas “abafadas” pela parte visada ou, quase sempre, pela comunicação social, que só blinda quando quer e como quer, seguindo interesses, para mim, obscuros!...
Uma explosão tem também efeitos colaterais, não só nas partes beligerantes como nos inocentes ( e a estes é que aplicaria o termo “danos colaterais”)…
Os resultados nas pessoas duma explosão, quase sempre, deixa marcas, muitas incuráveis (Por exemplo uma explosão atómica ou biológica) e são estas que implodem as partes…
Ao provocarmos uma explosão de visibilidade com vista a atingir algo de uma outra parte, também tem consequências do nosso lado… Até porque, uma grande explosão de visibilidade vai contra filosofia de muitas pessoas… Um outro teorema diria que quanto maior é a explosão de visibilidade, maiores são as consequências internas!... E, por vezes, são mais as internas que as externas!...
Essas consequências internas, que denomino de implosões, são responsáveis por ser cada vez mais difícil haver consensos alargados para novas explosões de visibilidade… As razões mantêm-se, mas a luta implode!
Contudo, uma implosão, também pode ser sinónimo de renovação… Deitar abaixo algo, para fazer melhor, é esta a perspectiva!...

Concluo portanto, que uma explosão de visibilidade numa luta deve ter objectivos claros e definitivos da parte que a provoca, porque toda a luta pode ser vítima de implosão caso se perpetue no tempo…

E o Teorema :
OL = (nEx X qEx) : Dt (nIm X qIm)

Em que :
OL – Objectivos da Luta
nEx – nº de Explosões
qEx – Qualidade das Explosões
Dt – Período de Tempo
nIm – nº Implosões
qIm – Qualidade das Implosões
Cingab Concob (11-3-2006, 23:30h)

Quarta-feira, Março 15, 2006

Mitos Urbanos (ou rurais)

“O mito urbano acontece numa dimensão paralela, em que até o improvável é considerado verosímil. É muito difícil chegar-se no entanto à origem destas lendas, já que algumas delas foram provavelmente inventadas com um propósito bem definido. Além disso, a maioria delas baseia-se em histórias que se repetem com tanto convencimento, que a teoria acaba por ganhar adeptos.”

O amigo @Sr. Fulano Tal puxa por mim… E depois eu não me contenho!...


Será que toda a proliferação de mentiras e contos sobre a monstruosidade (também o tal Toque de Midas invertido), que são provavelmente inventados com um propósito bem definido para com luís pinheiro e afins, não serão são um grandioso Mito Urbano (eu preferiria Rural)? Luís Pinheiro não será já um Mito?

Ver também
http://www.discoverychannel.com.pt/cacadores_de_mitos/jogo/

Segunda-feira, Março 13, 2006

O que queremos e com que prioridade.

O Portugasuave fez-me chegar o seguinte texto que passo a publicar, apesar de já termos abordado a questão em tempos.

"Aproveitando as considerações de A Outra Bancada no post “As obras que nunca mais chegam”.

Já muito se disse sobre as carências, as necessidades e as ambições dos canenses no que respeita à consolidação de uma vila mais atraente, ao nível das infra-estruturas, do embelezamento, do aproveitamento dos recursos humanos (associações) ou até dos incentivos ao investimento privado.

Aparentemente, na actual conjuntura político-municipal, parece-me haver sensibilidade para levar a cabo estas legítimas pretensões, quanto mais não seja pelo apoio expresso em votos que os canenses manifestamente con(cederam) à presidente em exercício.

Porém, a considerarmos o conjunto destas necessidades, fácil será concluir que um mandato é manifestamente insuficiente, quer do ponto de vista financeiro quer do ponto de vista do tempo necessário para a execução dos projectos e obras considerados, por forma a colmatar a petrificação a que estivemos sujeitos pela incompetência e má vontade de uns quantos protagonistas medievais que passaram pelo trono da CMN.

Sejamos então práticos. O que queremos e com que prioridade, para a freguesia de Canas?
Deixo algumas sugestões. Acrescentem outras. Atribuam-lhes uma ordem de prioridade. Eu deixo a minha.

  • Muito Urgente(*****)
  • Urgente(****)
  • Pouco Urgente(***)
  • Nada Urgente(**)
  • Dispensável(*)
Naturalmente nem todas as soluções são da competência da CMN, contudo não deixam de ser pertinentes nesta análise. A ideia é determinar uma convergência que corresponda à nossa sensibilidade comum relativamente ao que queremos e que poderá servir de referência a quem de direito…:
  1. Criação de um programa de atractivos e incentivos ao investimento privado que crie postos de trabalho consideráveis;****
  2. Reformulação dos apoios financeiros às várias Associações, com a equidade que o respeito por estas exige;*****
  3. Maior apoio financeiro às instituições de carácter social (Centro de Apoio aos Idosos, Jardim Escola etc.);***
  4. Construção e consequente deslocação do quartel dos Bombeiros para uma zona periférica;***
  5. Criação de um centro de dinamização cultural (Sala de espectáculos, Teatro, Cinema, Multimédia etc.) ou, em alternativa, reconversão das actuais instalações dos Bombeiros para este efeito, após a sua deslocação;*****
  6. Pavimentação, iluminação e construção de passeios nas várias ruas e estradas carenciadas da freguesia;*****
  7. Embelezamento das artérias principais;*****
  8. Viaduto sobre a linha de caminho de ferro, junto à antiga feira;**
  9. Criação de uma escola profissional;****
  10. Revitalização do parque infantil/jardim do Rossio de Baixo e de outros espaços com as mesmas características espalhados pela Freguesia;*****
  11. Recuperação, conservação e divulgação do património da Freguesia (fontanários, capelas, igreja, solares, fachadas, antas, túmulos, etc.);****
  12. Alargamento da prestação de serviços proporcionados pelo posto médico;****
  13. Evocação ao Padre Domingos (Estátua, Busto, Nome de Rua ou outra);**
  14. Construção de infra-estruturas de apoio à Feira;***
  15. Rotunda na estrada nacional (cruzamento para a Felgueira), e semáforos e passadeiras na entrada para Canas, junto ao posto de combustíveis;*****
  16. Criação de uma comissão que na dependência da Junta de Freguesia se encarregue da organização, orientação, mediação e apoio logístico dos principais eventos culturais (Carnaval, Feira Medieval, etc.);****
  17. Obras na piscina;***
  18. Obras no mercado;***
  19. ...
  20. ...

Dêem a vossa opinião e cumprimentos a todos"

A ilusão!

Sentido no fundo da vida
Na sala do ouvir e ensinar
Presença discreta, com a alma repleta
E andar, andar

Na sombra do Mundo perdido
A raiva de não o poder mudar
Com a força revolta, andar de porta em porta
A gritar e a gritar

Vagas, fogo, gerações a correr
Almas presas na ilusão de vencer

Na ilusão da família
Por quem nunca pode faltar
Dez horas por dia, por toda uma vida
A lutar, e a lutar

Na queda dos sonhos esquecidos
que a juventude viu nascer
Numa sociedade prisão da idade
A correr, e a correr

Vagas, fogo, gerações a sofrer
Almas presas na ilusão de vencer

Letra Pólo Norte

Ervas Daninhas de volta

Um dos poucos “passarinhos” que me conta novidades afiançou-me que os grandes Ervas Daninhas estão de volta e planeiam gravar um CD.

Boas noticias. Força malta!

Afinal, eu vivo onde?

Já alguns morreram na estrada nacional (estrada nova) em Canas de Senhorim.

Chamavam (chamam!) estrada nova porque, já lá vão umas décadas o trânsito passava por dentro da Vila…

Umas das soluções para acabar com a mortandade era a colocação de placas delimitadoras de localidade que obriga, ou devia obrigar, a que se circulasse a 50 Km/h. Contudo, os Srs. do Instituto de Estrada de Portugal (IEP), acham que a distância delimitada a 50 Km/h é demasiado grande para uma circulação racional do trânsito numa estrada nacional!... Entre o final do IC12 e o Hotel Urgeiriça!...
Pensou-se então:
Porque não delimitar a localidade onde as pessoas necessitem de atravessar a estrada? Pensaram!... (entre a Soima e a Espiral)
E porque não, delimitar a localidade como deve ser, colocar passadeiras, limitação de velocidade a 50Km/h e semáforos nos sítios onde as pessoas têm mais necessidade em atravessar e 70 Km/h no resto do percurso?

Caso haja dúvidas, o Restaurante Noémia e o Hotel Urgeiriça pertencem à localidade de Canas de Senhorim, ou pelo menos pensava “eu de que”… Eu que morei ao pé da Estação considerava que vivia em Canas de Senhorim!...

Temos também a problemática da Placa delimitadora da Lapa do Lobo… Qualquer dia, o Minipreço está na Lapa do Lobo, tal como a Estação, a Casa do Benfica ou a Quimigal!...

Assuntos sem importância, já que eu não sou o regedor cá do Burgo! E, além de mais, estou numa fase contemplativa...

Sexta-feira, Março 10, 2006

Realidades


Não é provocação!... Apenas o reconhecimento a quem merece!

Quinta-feira, Março 09, 2006

Nobody expects the Spanish Inquisition!

Sempre defendi que Canas deveria lutar pelo Concelho mas adoptando uma postura realista e consentânea com as condicionantes que a realidade politica, económica e social nos impõem.

Vários foram os textos onde defendia que em Canas deveríamos votar para a Câmara Municipal e de forma paralela e até matreira lutarmos por aquilo que julgamos ter direito (e efectivamente julgo que temos), a restauração do concelho.

Vários foram os comentários, legítimos que diziam ser impensável qualquer tipo de diálogo com a CM que, lamentavelmente, nos atrofiou, atrofia e atrofiará mais ao menos ao longo dos anos.

Actualmente o MRCCS enveredou por uma estratégia próxima mas a mudança, feita de forma súbita e atribulada, contra tudo o que sempre tinham defendido com argumentos, unhas, dentes, insultos e agressões.

Desde que Isaura Pedro se instalou, felizmente, na CM de asnelas que as coisas têm andado mais pacificas para estas bandas. Desde que Isaura Pedro é Presidente de todos os asnelenses que algumas obras têm sido feitas e os apoios dados a algumas instituições têm aumentado permitindo-lhes programar as suas actividade de melhor forma. Desde que Isaura Pedro manda que as reivindicações para a restauração do concelho cesaram por completo. A única coisa que não parou desde que Isaura Pedro se instalou no poder, em grande parte com os votos dos Canenses, foi a “caça às bruxas” Canenses. Em vez disso continuam-se a “perseguir” os “culpados”, segundo alguns, do atraso desta terra.

Já antes tinha manifestado a minha opinião dizendo que o MRCCS deveria ter pedido desculpas por excessos próprios e dos apoiantes mais afoitos (uns naturais outro nem por isso), lançando as bases para um clima de paz que é mais do que necessário, e mostrando que todos os que estejam dispostos a trabalhar pela sua terra, independentemente das suas opiniões são dignos de serem Canenses. Esta redenção, própria da Quaresma (lol, daí a oportunidade do texto), impõem-se já que o MRCCS mais não fez do que muitos Canenses já diziam há muito, mesmo antes das últimas autárquicas.

Continuo a achar que enveredar por este caminho é a única solução possível mas julgo, no entanto, que foram perdidos pelo menos 4 anos! Este caminho era perfeitamente possível de seguir quando o Sr. Santos se candidatou pelo PSD. Melhores condições, na realidade, pois na altura o Governador Civil agendou novo acto eleitoral uma semana depois e já com os resultados conhecidos nas restantes freguesias do concelho. Seria extremamente fácil tirar o corrécio do poleiro nessa oportunidade. Sobre esta estória existem rumores que dão conta de negociações entre o executivo da altura e o MRCCS! Não sei se é verdade ou não, mas que é estranho que tenhamos perdido quatro anos para se fazer exactamente o que era herege na altura. Votar para a CM de nelas!

O que ainda me adensa mais a desconfiança e estranheza é o facto de há oito anos (nas autárquicas anteriores, portanto), pouco antes de ser entregue pelo Deputado José Cesário o projecto do PSD que relançou a luta de Canas, Luís Pinheiro posteriormente líder do MRCCS ter sido candidatado, em segundo lugar, à CM de nelas e ter perdido. Causa-me “espécie” o desenrolar de tudo isto. Não sei se será verdade ou não, mas que é legitimo pensar que tudo isto não passa de um jogo que não tem propriamente só a ver com elevar Canas a concelho, é.

Há quem diga que a historia se repete em ciclos. Não sou propriamente um entusiasta desta teoria até por ignorância na matéria, mas seria curioso ver o ciclo a fechar-se passado 12 anos. Vai uma aposta?! Claro que isso não será necessariamente mau. O que é mau, paupérrimo, é terem usado (e fruto do que já se passou e passa isso é uma evidência), um sentimento autêntico e verdadeiro de milhares de pessoas, Canenses espalhados por muitos locais do globo, crucificando outros num estilo próprio da inquisição espanhola, para atingirem ambições pessoais! Ao menos que não façam como outros e não esqueçam Canas de Senhorim quando atingirem os seus objectivos! Já agora assumam a sua verdadeira natureza, eu pessoalmente não levaria a mal, antes pelo contrário!

Quarta-feira, Março 08, 2006

Dia da Mulher!

Neste dia em que são recordadas todas as Mulheres do Mundo, queria deixar a minha admiração a todas que nos presenteiam com post´s e comentários no Blog!...
Acho que não deveria existir este dia… Dá a ideia errada do respeito e admiração que devem ter as Mulheres… Com as suas naturais diferenças (e ainda bem!), a equidade obriga-nos a não fazer esta descriminação, mesmo que positiva, porque não deixa de ser discriminação e faz-nos pensar que as Mulheres nunca poderão ser “equais”!
Tempos virão que vai ser preciso haver um Dia Mundial do Homem (macho), visto serem elas, de facto, as que mais fazem pela humanidade… Um dia isso será amplamente reconhecido, como já o é em muitas culturas!...
Eu não era quem sou se não fossem as “minhas” Mulheres!... O blogue seria mais completo quanto mais mulheres opinassem!...
Obrigado a todas!... Aparecem, caso tenham a paciência para nos aturar!

Terça-feira, Março 07, 2006

Os Óscares


Óscar Melhor Post
Porque precisa Canas de um Concelho para se tornar melhor?
Sr. Fulano Tal

Óscar Melhor Produção
As mulheres de Canas
Sr. Fulano Tal

Óscar Melhor Postador
Sr. Fulano Tal

Óscar Melhor Postador Secundário
Biotecmaster

Óscar melhor Argumento
Carta a um amigo de escola...
Gaivina

Óscar Melhor Blog Estrangeiro
Má Língua Canense

Óscar Postador Revelação
Pedro Lima

Óscar para o melhor duplo
Canense vs Canense

Óscar Melhor citação
“Mas a nossa luta já não pode ser só pelo Concelho. Tem de ser também por um Portugal livre, verdadeiramente democrático, sem hipocrisias políticas e outras, onde o povo não seja comido por lorpa a toda a hora.O que relata é o reflexo do amuo dos responsáveis políticos ao verem que existem fracções da população que não aceitam o que eles, injustamente debitam.”
Comentário Sr. Fulano Tal

Melhor Post de Acção
Onde pára o carro?
Pedro Lima

Melhor Fotografia
Mudança do visual do Blog
Iznogood

Óscar Melhor post Efeitos especiais
"E o vencedor é;..."
Biotecmaster

PS.: Este Post é puramente humorístico... Não precisam de ficar eriçados!

Segunda-feira, Março 06, 2006

O Areias...

Desde pequeno aprendi a apreciar os camelos… Quem não se lembra do Areias?
Com o decorrer dos anos comecei a aprender que um camelo não é algo pertencente ao reino animália, ao filo Chordata, à classe mammália, à ordem Artiodactyla e à família Camelidea… Ou então o símbolo de uma conhecida marca de cigarros… Um camelo é… Um camelo!...
Os camelos são conhecidos pela sua capacidade impar de transpor as adversidades…

Quando li os “dizeres” finais de um carro alegórico do Carnaval de Canas de Senhorim, fiquei estupefacto com a quantidade de “animais” existentes nessa gloriosa terra… Metade deles ainda estou à espera que me digam quem são… Mas, não seremos todos camelos? Quem é que teve de transpor anos de adversidades?

Bem, só se os anti-MRCCS forem camelos (juntamente com o chefe José Lopes Camelo) e os pró-MRCCS forem dromedários… Ou então há camelos dos dois lados!... Que confusão “camelar”!!!...

Mas a mim o que me interessou mais no carro foram mesmo as lápides colocadas… Aquilo que foi enterrado durante a travessia do deserto… E o deserto já terminou? Ou estamos apenas a ganhar forças num oásis? Por onde é o caminho?
Voando Sobre um Ninho de Cucos 2 de Março de 2006

Todos somos precisos, parem com essa guerra infrutífera!


Numa altura em que deveríamos estar todos unidos, em prol do concelho, em prol do desenvolvimento de Canas porquê que tentam dividir em grupos a nossa população?
Será mesmo necessário apelidar de traidores ou de camelos gentes da nossa terra que de uma maneira ou de outra lutam para o desenvolvimento e para a distinção?
Será que não temos que ser todos unidos até porque somos todos precisos?
Canas de Senhorim não merece este seccionamento, os traidores ou os camelos não merecem tal denominação.
Seja-mos HOMENS, olhem o passado, olhem o presente e o futuro também, com a desunião não vamos ter a força necessária para atingir aquilo que afinal de contas todos queremos!
Canas de Senhorim precisa do Jornal, da Quinta da Boiça, das pinturas do Sr. Aires, dos Bombeiros, do Desportivo, do Canto e Encanto, do Paço e do Rossio. Não podemos tentar quebrar a família que é a população de Canas de Senhorim…
Por favor, repensem em tudo o que se tem dito e feito, melhoremos as relações interpessoais…
Todos têm o direito à opinião própria e ninguém é limpo nem único senhor da razão…

Todos somos precisos, parem com essa guerra infrutífera!

Sábado, Março 04, 2006

Porquê que o carro do camelo não foi assim?

Sexta-feira, Março 03, 2006

Opinião

De forma surpreendente a votação deu o seguinte resultado.

Parece que ganharam ambos os bairros. Quem diria! :P

Até para o ano!

No Público Ultima Hora.

No Público Ultima Hora.

No Público vem a seguinte notícia, segundo a qual a EDM vai avançar com as obras da barragem da Urgeiriça (eu diria continuar).

Será que é desta que as coisas vão para a frente?! Esperemos que sim.

Requalificação da Barragem Velha da Urgeiriça arranca nos próximos dias
03.03.2006 - 10h51 Lusa

As obras de requalificação da Barragem Velha da Urgeiriça, em Canas de Senhorim (Nelas), onde estão acumulados resíduos resultantes de décadas de exploração de urânio, arrancam nos próximos dias.

O anúncio foi feito ontem à noite por Gaspar Nero, administrador da EDM - Empresa de Desenvolvimento Mineiro, durante uma sessão de esclarecimento à população da freguesia sobre a forma como vão decorrer as obras.

"A consignação foi feita a 23 de Fevereiro, o empreiteiro teoricamente está em obra, que avançará dentro de um, dois ou três dias", garantiu Gaspar Nero, em declarações aos jornalistas no final da sessão.

O responsável espera ter até 2011, no máximo 2013, requalificadas todas as zonas da freguesia que estão contaminadas e podem oferecer perigo à população.

A primeira fase, que agora arranca, com a selagem da Barragem Velha, "principal foco contaminante da Urgeiriça", deverá estar desenvolvida até ao Verão de 2007.

"Depois há que pegar em todos os materiais que ainda estão contaminados, dispersos, ou resultem de demolições que sejam necessárias fazer, e levá-los para a Barragem Nova. Aí será feita a última selagem de todos os materiais radioactivos que foram resultado da exploração", acrescentou.

Segundo Gaspar Nero, o custo da intervenção global em Canas de Senhorim deverá rondar os 20 milhões de euros, sendo que a primeira fase, de selagem da Barragem Velha, ultrapassará os seis milhões.

O grande objectivo "é que os problemas das contaminações ambientais possam ser minimizados", conseguindo "valores praticamente insignificantes numa área uranífera como é a da Beira", frisou.

O responsável pelo projecto de engenharia, Sousa Cruz, explicou que foram tomados todos os cuidados na impermeabilização da Barragem Velha, que contará com mais quatro elementos além da camada de argila e da tela.

De acordo com o responsável, o projecto prevê um complexo sistema de drenagem, para evitar não só as infiltrações de água, mas também para encaminhar aquelas que lá existem (lexiviados) para uma estação de tratamento.

Ainda segundo Sousa Cruz, haverá um sistema de águas limpas, outro que funcionará em caso de eventuais deficiências que se venham a verificar nas camadas do aterro e ainda outro de drenagem superficial, com valetas.

O responsável pelos aspectos da radiologia, Matos Dias, referiu que a forma como será selada a Barragem Velha deixa também garantias no que respeita à diminuição das radiações emitidas pelos resíduos (porque com a exploração foi retirado o urânio mas ficou o rádio).

"Quando se ensaiaram as telas, chegou-se à conclusão de que eram estanques, excepto um pouco nas soldaduras. Mas a camada de 60 centímetros de argila, além de evitar as infiltrações das águas, evita que a radiação venha até ao exterior", explicou.

Perante as dúvidas de um popular relativamente à durabilidade dos materiais usados, Matos Dias afirmou que no prazo de "10 mil anos, o pior que vai acontecer será o resultado da erosão".

Presentes na sessão estiveram o presidente da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim, Luís Pinheiro, e a presidente da Câmara de Nelas, Isaura Pedro, que se mostraram tranquilos relativamente à forma como as obras vão decorrer.

No entanto, Luís Pinheiro defendeu que a Junta de Freguesia devia fazer parte de uma comissão de acompanhamento da obra, que reunisse regularmente.

Quinta-feira, Março 02, 2006

E quando o Carnaval é uma chatice?

Quase todos esquecem que para um Carnaval sair à rua existem canenses que trabalham (mal ou bem) em prol do Carnaval de Canas de Senhorim… Enquanto uns se divertem, bebem uns copos no Quebra (do amigo Zé), deitam uns pizões, andam pelas ruas mascarados, vão ver o decorrer dos trabalhos dos carros alegóricos, fazem os seus trajes (os que os alugam ainda têm mais tempo!)…
Outros há que contratam bandas, correm meio Portugal e Espanha a procurar a cor certa para o papel das flores, vêm se deve ser em ferro I, U ou cantoneira, pedem a cor da tinta mais brilhante, andam à pesca dos tractores para levar os carros alegóricos, fazem contas e mais contas para verem se o dinheiro chega, aturam as “trombas” da GNR, acabam os carros alegóricos dos que devido ao cansaço ou mesmo à cerveja ficaram KO, dão ânimo as senhoras que fazem flores quando parece que o papel nunca mais tem fim, os que aturam a Sociedade Portuguesa de Autores que teima a querer receber (€€€) pelas músicas que são de todos nós, os jornalistas a pedirem entrevistas quando estamos a pensar quem devem ser as pessoas para o peditório das marchas… Os que não podem ver o Benfica, Porto ou Sporting porque há uma tonelada de esferovite para tirar dos pavilhões, a cola que não presta, a verguinha de 12 que acabou, o pneu furado do reboque, os sócios a pedirem um litro de cola ou uma placa de esferovite, o gerador que está atrasado, o telemóvel perdido no meio da esferovite, o som do micro ligado quando deveria estar desligado, o bacalhau, os percursos dos desfiles, a botija do gás, a molha para ir buscar os tractores, os que não podem ir a um jantar com amigos, os horários a cumprir, ui… Tantas coisas!...
Sim!... Também há aqueles que esperam que o Carnaval passe o mais depressa possível… Os que dizem, para o ano venham outros (mas que outros)!... Os que não viram a situação engraçada, os inimigos que se fazem, os não dançaram na marcha do seu bairro por estarem a trabalhar, os que viram os amigos de sempre a desfilar enquanto eles estão com a mesma roupa de há 3 dias com uma directa no pêlo…

Sim, a todos esses o meu muito obrigado! Aos que passaram, aos que estão e aos que virão!

Por uma questão de justiça

Por uma questão de justiça, como postei o som do Paço no Despique da última 3ª feira, achei por bem postar, também, o som o Rossio. Assim ficamos todos amigos e ninguém tem razões de queixa. Por isso, para ouvirem o som do Rossio, é só carregarem AQUI

Quarta-feira, Março 01, 2006

Não batam mais no menino que ele ainda é pequenino!

Até chega a dar pena...



Som gravado no mesmo local da filmagem:


A Minha Avaliação

Está no fim o Carnaval 2006!
Fazendo a minha, modesta, avaliação diria que de uma maneira geral o Entrudo deste ano foi bom!...
Contudo, quando muitos reclamam uma maior aceitação por parte dos OCS, esquecem que o Carnaval de Canas de Senhorim é mais (tem de ser mais) que dois simples corsos alegóricos no Domingo-Gordo e na Terça-Feira de Entrudo… Os corsos não marcam a diferença e comparados outros por este Portugal são medianos!
O Carnaval de Canas de Senhorim deve apostar no futuro nas suas tradições seculares únicas: os pisões, as paneladas, as cegadas, os compadres e as comadres, o Domingo Magro, a Segunda-Feira da Velhas, os cabeçudos, os enfarinhanços, a “batatada”, o enterro do Entrudo, os bailes e outros… Só que isso parece estar a perder-se!...
Os pisões transformam-se em vandalismo gratuito, das paneladas já ninguém ouve falar tal como as cegadas, os compadres e as comadres, os enfarinhanços… O Domingo Magro passou a ser o domingo anterior ao Gordo!... Os bailes só são motivo de discussões… As direcções dos bairros não passam de sacos de pancada, trabalham para os outros tirarem partido…
As marchas estavam bonitas e com muita gente (bem no Rossio já é normalJ), os carros alegóricos acima da média dos últimos anos, um Despique que correu bem, as direcções dos bairros conseguiram entender-se… Foi bonito ver a rua do comércio cheia de gente, muitos deles turistas… Foi bom retomar-se a critica social e política… Foi bom ver, no meio da divisão, uma bandeira de Canas… Foi bom S. Pedro mandar retirar as nuvens!...
Umas perguntas:
Será que deveríamos ter um conjunto de baile a animar as marchas em detrimento de uma banda filarmónica?
Será que deveríamos colocar gradeamento, principalmente nas Quatro Esquinas, para as marchas não serem engolidas pelas pessoas?
Será que o Enterro do Entrudo não deveria ser de Canas de Senhorim e não dos respectivos Bairros?
Será que vale a pena continuar com este tipo de bailes de domingo e terça?

Bem, para o ano lá estarei a cantar:
- Sou do Rossio onde o Entrudo nasceu!...
Por agora direi apenas:
- Queimem o bicho!

Sítios Canenses

Referências

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