
Faz por esta altura um ano que eu estava de férias…
Recebi mensagens (SMS) do @granito (onde é que anda esta alma?) e do @Boitecmaster (agora _Drix_) a informar que estávamos no “Verão Quente”… O Blogue Canas & Senhorins todos os dias batia recordes de visitas, provocações, ofensas, participantes, comentários…
Mas isso, foi há um ano!...
Este ano, desejo-vos umas boas férias!...
Temos então hoje uma Assembleia Municipal Extraordinária de Asnelas…
A bem dizer, vai-se aprovar um orçamento rectificativo, com o intuito de fazerem um empréstimo de 670 000€… E devem aproveitar para alterar verbas de uns artigos para outros (digo eu!)…
Eu, como pseudo-jornalista blogueiro, não posso de deixar de estar presente!... Só se a porta estiver fechada!...
A cebola não é uma fruta, a ervilha também não, os nabos muito menos… Contudo, o Tomate é!... É o fruto do tomateiro!...A banana, tal como o pepino diga-se, é também um fruto, como a pêra e a maçã!...
Não pensem que me enganam!... Se me mandam apalpar a fruta tem mesmo de ser fruta!...
Muitos há que lhes disponibilizam a peça para ser apalpada, “vendendo-a” como fruta, e acreditam:
- É pá, apalpei a ervilha da Maria!... Que rica fruta!...
Ridículo… Isso é ridículo!... Ridículo e aldrabice!...
Pior, só mesmo aqueles que acreditam que algo é uma fruta porque lhe dizem que é uma fruta…
Misturar coisas diferentes e tomá-las como pertencentes a um mesmo grupo, é publicidade enganosa…
- Compre este carro! Pago a pronto custa 25000€, mas se me der de entrada 5000€ e 200€ por mês durante dois anos, o carro é seu na mesma… Chave na mão!...
Aldrabões!...Ridículos!... Mas, não mais ridículos que eu, que julguei ser possível pagar 9800€ ao fim de dois anos por um automóvel que custa 25000€… Estupidez da minha parte, estúpido por ter perdido 1 dia a sonhar que podia comprar o carro!...
Portanto, se não é fruta, não apalpo a fruta!... Posso apalpar aquilo que quiserem, mas digam-me o que é primeiro… Apalpo fruta, tubérculos, sementes e qualquer outra espécie do reino Plantae!...
E, além de mais, não me estão a ouvir a cantar como o José Cid:
- Como um macaco gosta de banana, eu gosto de ti!...
Parece soar a algo como:
- Eu gosto de banana e o macaco gosta de ti!...
Ou então:
- O macaco gosta de mim e tu gostas da banana!...
Melhor será o macaco não comer a banana e o José Cid não comer a… Bem “a” ou “o”, não sei, teria de apalpar a fruta!...
Não sei!...Mas, de vez em quando, sinto que tenho uma afinidade com as rábulas sobre a vida de Nuno Markl…
Não sei se também já aqui disse, mas não gosto de enfrentar cães abandonados na rua, sempre ando a pé!... Principalmente à noite… Contudo, convém esclarecer que eu gosto de cães!
Se à noite todos os gatos são pardos, um cão abandonado pardo é… Pardo ou parvo! Principalmente se morde!...
Cães há que mordem, e mordem bem… Que nem uns desalmados!...
A minha táctica, estúpida diga-se de passagem, é deixar a adrenalina tomar conta de corpo e enfrentar o bicho… Quando o cão dá um passo atrás a pensar:
- Este será doido? – Eu desato a correr atrás dele, como se não houvesse amanhã. O cão, incrédulo, foge… O mesmo bicho que me tentava morder, num ápice, passa a vítima de um pontapé ou cajadada… Claro está que esta perseguição ao canídeo tem de ser acompanho de berros e dizeres mais ou menos “testerónicos”, vindos directamente do cérebro primário igual em todos os mamíferos, e alguns répteis (o cérebro primário, não os dizeres)… Algo do tipo:
- Anda cá meu cabrão!... Racho-te ao meio!... Fod***-te todo!...
Nem quero imaginar aquele comum cidadão que, estando à janela a fumar um cigarro, assiste a um desvairado a correr atrás de um cão, com o intuito de o matar!... Neste caso, o desvairado sou mesmo eu!... Mas esse cidadão só conhece esse bocado de história, a parte em que eu passo à sua frente correndo estrada fora atrás do bicho!... É o problema de julgarmos as pessoas só por actos passageiros… É!
Depois podíamos falar de mordidelas de víbora, que além de cortar a carne deixa veneno… até nos podemos recompor das mordidelas, mas, o veneno faz o resto!...

A bem dizer isso não me chateia muito, às vezes um gajo distrai-se!...
Mas fiquei a pensar:
- E se, por acaso, eu batesse nesse cidadão?
É claro que àquela velocidade ninguém se aleijaria muito, mas um sinistro com aquele cidadão em concreto, ia dar muito que falar!... Ui, se ia!...
Devemos ter muito cuidado, não vá uma fatalidade parecer uma agressão… Não vá um disparo acidental para o ar, iniciar uma guerra nuclear!...
Todos somos especialistas em vitimizar-mo-nos, e todos sabemos deitar um pisão e argumentarmos astutamente culpabilizando a vítima…
Em Canas somos assim!...
Parece que a ARS – Viseu, fez há tempos um concurso para preencher um lugar de médico de família em Canas de Senhorim!... O Médico parece que pediu destacamento para outro lado (ou qualquer coisa do género), e agora vai ter de vir para o lugar que concorreu!... Parece que a Câmara Municipal de Asnelas, sob pressão da Junta de Canas de Senhorim e depois de consultar a ARS – Viseu, contactou uma médica para “desenrascar”, pagando a CMasN o arrendamento de uma Casa (de três a médica escolheu um apartamento na Rua 1 de Julho – Segundo alguns com uma pistola apontada por LP, já que ele queria ir viver para Nelas) e deslocações necessárias à actividade!...
Como as deslocações de certos quadros superiores (médicos, por exemplo) para o interior, dando-lhes benefícios, está configurado em Lei, e como a Lei não diz que as Câmaras possam imiscuir-se nestas questões, o Município de Asnelas ficou em maus lençóis… A Drª Luísa, que já tem os filhos matriculados na Escola em Canas de Senhorim fica “descalça” o que não se faz!... Haverá médicos a mais???? Não me parece!... Mas neste pedacinho de Portugal tudo pode acontecer!...
PS.: depois faço um enredo mitológico sobre o assunto… Tenho de ver onde entra o LP, e o “Rui dos Leitões”!
O Presidente da República recebe esta sexta-feira, no Palácio de Belém, o Movimento para a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim, quase seis meses após ter vetado a lei-quadro que permitiria criar mais municípios.
A audiência foi marcada por Jorge Sampaio na sequência de um pedido formulado pelo movimento.
De acordo com um assessor do Presidente, Jorge Sampaio deverá sublinhar que Canas do Senhorim, apesar de não ser concelho, tem o mesmo direito ao desenvolvimento do restante território nacional e a sua população deve ser tratada pelas autoridades locais e nacionais em condições de igualdade.
Jorge Sampaio vetou o diploma com alterações à lei-quadro de criação de municípios, aprovado pela Assembleia da República para permitir a elevação de Canas de Senhorim e Fátima a concelho, no final de Julho de 2003, por considerar que poderiam contribuir para a "fragmentação e fragilização" da instância municipal, apelando a um esforço de aperfeiçoamento das atribuições e competências das autarquias, para as adaptar às novas necessidades e assim satisfazer os anseios das comunidades
Portugal Diário 23-1-2004
O Presidente da República, Jorge Sampaio, vetou hoje a lei-quadro de criação dos municípios e devolveu o diploma à Assembleia da República, disse à agência Lusa fonte da
Presidência.
O veto presidencial de hoje à lei-quadro da criação dos municípios impede, para já, a elevação a concelho das localidades de Fátima e Canas de Senhorim, aprovada pela Assembleia da República.
Depois desta decisão do Presidente, o Parlamento terá na próxima sessão legislativa, com início marcado para 15 de Setembro, de decidir o que fazer com esta lei-quadro dos municípios.
De acordo com a lei fundamental, "se a Assembleia da República confirmar o voto por maioria absoluta dos deputados em efectividade de funções, o Presidente da República deverá promulgar o diploma no prazo de oito dias a contar da sua recepção".
Para as leis orgânicas, o que não é o caso, a Constituição exige a reconfirmação dos decretos por uma maioria de dois terços dos deputados presentes.
A lei-quadro dos municípios mereceu o voto contra de toda a oposição na Assembleia da República, que acusou os partidos da maioria de inverterem o processo legislativo.
O Parlamento aprovou a 01 de Julho a criação de dois novos concelhos (por unanimidade, no caso de Fátima, e apenas com os votos da maioria PSD/CDS-PP no de Canas de Senhorim), e só dois dias depois a nova lei-quadro que permite a sua criação.
A alteração da lei era essencial para permitir dar o estatuto de concelho a estas duas localidades, que não preenchem alguns dos requisitos exigidos pela legislação actual, como a área ou o número de eleitores.
O processo, iniciado com a intenção do PSD elevar isoladamente Fátima a concelho, acabou numa verdadeira "bola de neve", com várias freguesias espalhadas pelo país a exigirem idêntico tratamento.
Os processos relativos a Tocha, Esmoriz e Samora Correia foram os que chegaram mais longe, vendo a sua elevação a concelho rejeitada em sede de comissão parlamentar no próprio dia da votação em plenário.
No meio da discussão, a alteração à lei-quadro ganhou ainda maior relevância, com os socialistas a acusarem PSD e PP de se prepararem para criar novos municípios de acordo com os requisitos de uma lei que ainda não estava aprovada.
A decisão de Sampaio de vetar este diploma não é propriamente uma surpresa, já que o Presidente da República se manifestou entretanto contra a criação de municípios "à la carte", propondo a criação de um Livro Branco que estude o movimento concelhio dos últimos 50 anos e permita uma reflexão cuidada.
"Eu não sou contra a formação de concelhos, mas também acho que pode haver extinção... Mas isso não pode ser casuístico, sob pena de Portugal se transformar numa trágica manta de retalhos, que é insusceptível à escala que o movimento europeu claramente recomenda", acentuou recentemente Jorge Sampaio.
Portugal Diário 31-7-2003
A Assembleia da República aprovou terça-feira a criação dos novos municípios de Fátima e de Canas de Senhorim.
O novo município de Fátima foi aprovado por unanimidade enquanto o de Canas de Senhorim teve os votos contra do PS.
Vários deputados do PS, entre os quais o próprio líder da bancada, António Costa, anunciaram a apresentação de declarações de voto. Todos os deputados do PSD/Aveiro anunciaram idêntica iniciativa.
Fátima é uma freguesia do concelho de Ourém (distrito de Santarém) enquanto Canas de Senhorim está integrada no concelho de Nelas (distrito de Viseu).
Portugal Diário 1-7-2003
“A favor e contra a independência de Canas de Senhorim.
No próximo dia 9 de Outubro, vão a votos duas listas de cidadãos independentes, cada uma de um lado da barricada. O Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim volta a concorrer, desta vez em confronto com os independentes da candidatura "Só Canas". O objectivo parece ser tirar Luís Pinheiro, líder do movimento, da presidência da Junta. Depois de vários actos eleitorais marcados pelo boicote, como reivindicação pela independência em relação a Nelas, a população da freguesia de Canas foi a votos em 2001, sufragar a única lista concorrente. O Movimento de Restauração do Concelho de Canas, integrava várias tendências políticas que se agregaram numa única lista eleitoral. Contados os votos, obtiveram o apoio de 28 % dos eleitores.
Quatro anos depois, derrotada a reivindicação de tornar Canas de Senhorim independente face a Nelas, a "unidade" quebrou-se. O movimento "Só Canas" integra um antigo presidente da junta de Canas, eleito pelo PS, e um ex-vereador do PSD na Câmara Municipal de Nelas. Os ânimos estão exaltados e já estiveram perto do confronto físico.
Luís Pinheiro acusa a lista opositora de não respeitar " a luta de Canas" e de estar ao serviço do presidente da Câmara de Nelas, que "arranjou uma lista de cidadãos independentes". No dia 9 a luta vai reacender-se. O actual presidente da Junta garante que as secções de voto serão abertas, mas "eu pessoalmente não levanto o boletim para a Câmara". Quanto a uma posição conjunta da população, ainda "está a ser equacionado o que será feito". No entanto, o líder do movimento acredita que " o povo de Canas não vai votar para a Câmara".”
56 bombeiros ameaçam sair da corporação
Por considerarem "que se tornou completamente impossível trabalhar com a actual direcção", 56 bombeiros de Tondela ameaçam abandonar a corporação, a partir das 24 horas do próximo domingo.
"Se a incompatibilidade entre o corpo activo e a actual direcção não for solucionada até ao dia 14 de Julho, tomarão (os 56 bombeiros) a decisão de se afastar das funções que actualmente desempenham, a partir das 24 horas do dia 16 de Julho de 2006", alertam, em comunicado, os elementos desagradados com a direcção da associação.
O conflito já dura há meses e tem vindo a agudizar-se nos últimos tempos. Aquela meia centena de bombeiros, que é apoiante do comandante, alega que a direcção não dialoga com eles, e queixa-se da falta de material básico fardamentos, mangueiras, etc.
Há cerca de duas semanas, invadiram mesmo o auditório municipal de Tondela, onde estava reunida a direcção, e impediram que os trabalhos prosseguissem. Na confusão, um funcionário administrativo terá sido agredido e os directores apresentaram queixa em tribunal.
Outro facto que tem contribuído para aquecer os ânimos, é a possibilidade da direcção poder não reconduzir o comandante Jorge Rolo. O presidente do órgão, Graciano Simões, já tornou pública a sua intenção de votar contra a recondução de Rolo.
A ameaça de abandono dos 56 bombeiros já é do conhecimento do Comando Distrital, que deverá reunir com aqueles elementos no próximo dia 28 de Julho.

Hoje, no Jornal Nacional da TVI, alguém do Pinhão lamentava-se que os conterrâneos não faziam nada em relação a situação que estão a viver, devido à falta da ponte e de alternativas convincentes…
Ó amigo, não se lamente!... É que os seus conterrâneos têm medo dos “Só Pinhão”… Não vá o diabo tecê-las e tornarem-se arruaceiros, anti-democratas ou Jagunços!... Olhe crie um blogue escreva os problemas que o consomem!...
Além do mais, não será permitido quaisquer Festas da Vila enquanto não estiver a Ponte aberta ao público…
Esta é a terceira carta que lhe dirijo. As duas primeiras motivadas por um convite que formulou mas não honrou, ficaram descortesmente sem resposta. A forma escolhida para a presente é obviamente retórica e assenta NUM DIREITO QUE O SENHOR AINDA NÃO ELIMINOU:
o de manifestar publicamente indignação perante a mentira e as opções injustas e erradas da governação.
Por acção e omissão, o Senhor deu uma boa achega à ideia, que ultimamente ganhou forma na sociedade portuguesa, segundo a qual os funcionários públicos seriam os responsáveis primeiros pelo descalabro das contas do Estado e pelos malefícios da nossa economia. Sendo a administração pública a própria imagem do Estado junto do cidadão comum, é quase masoquista o seu comportamento.
Desminta, se puder, o que passo a afirmar:
1.º - Do Statics in Focus n.º 41/2004, produzido pelo departamento oficial de estatísticas da União Europeia, retira-se que a despesa portuguesa com os salários e benefícios sociais dos funcionários públicos é inferior à mesma despesa média dos restantes países da Zona Euro.
2.º - Outra publicação da Comissão Europeia, L´Emploi en Europe 2003, permite comparar a percentagem dos empregados do Estado em relação à totalidade dos empregados de cada país da Europa dos 12. E o que vemos? Que em média nessa Europa 25,6% dos empregados são empregados do Estado, enquanto em Portugal essa percentagem é de apenas 18%. Ou seja, a mais baixa dos 12 países, com excepção da Espanha.
A rica Dinamarca e Suécia têm quase o dobro, respectivamente 32 e 32,6%. Se fosse directa a relação entre o peso da administração pública e o défice, como estaria o défice destes dois países?
3º - Um dos slogans mais usados é do peso das despesas da saúde. A insuspeita OCDE diz que na Europa dos 15 o gasto médio por habitante é de 1.458. Em Portugal esse gasto é 758. Todos os restantes países, com excepção da Grécia, gastam mais que nós. A França
Com o anterior não pretendo dizer que a administração pública é um poço de virtudes. Não é. Presta serviços que não justificam o dinheiro que consome. Particularmente na saúde, na educação e na justiça. É um santuário de burocracia, de ineficiência e de ineficácia. Mas infelizmente os mesmos paradigmas são transferíveis para o sector privado. Donde a questão não reside no maniqueísmo em que o Senhor e o seu ministro das Finanças caíram, lançando um perigoso anátema sobre o funcionalismo público. A questão reside em corrigir o que está mal, seja público, seja privado. A questão reside em fazer escolhas acertadas. O Senhor optou pelas piores. De entre muitas razões que o espaço não permite, deixe-me que lhe aponte duas:
1.º - Sobre o sistema de reformas dos funcionários públicos têm-se dito barbaridades. Como é sabido, a taxa social sobre os salários cifra-se em 34,75% (11% pagos pelo trabalhador, 23,75% pagos pelo patrão).
OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PAGAM OS SEUS 11 POR CENTO.
Mas O SEU PATRÃO, ESTADO NÃO ENTREGA MENSALMENTE À CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES, COMO LHE COMPETIA, E EXIGE AOS DEMAIS EMPREGADORES, os seus 23,75%. E é assim que as "transferências" orçamentais assumem perante a opinião pública não esclarecida o odioso de serem formas de sugar os dinheiros públicos.
Por outro lado, todos os funcionários públicos que entraram ao serviço em Setembro de 1993 já verão a sua reforma ser calculada segundo os critérios aplicados aos restantes portugueses. Estamos a falar de quase metade dos activos. E o sistema estabilizará nessa base em pouco mais de uma década.
Mas o seu pior erro, Senhor Engenheiro, foi ter escolhido para artífice das iniquidades que subjazem á sua política o ministro Campos e Cunha, que não teve pruridos políticos, morais ou éticos por acumular aos seus 7.000 € de salário, os 8.000 € de uma reforma conseguida aos 49 anos de idade e com 6 anos de serviço. E com a agravante de a obscena decisão legal que a suporta ter origem numa proposta de um colégio de que o próprio fazia parte.
2.º - Quando escolheu aumentar os impostos, viu o défice e ignorou a economia. Foi ao arrepio do que se passa na Europa. A Finlândia dos seus encantos, baixou-os em 4 %, a Suécia em 3,3% e a Alemanha em 3,2%.
3º - Por outro lado, fala em austeridade de cátedra, e é apologista juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da implosão de uma torre (Prédio Coutinho) onde vivem mais de 300 pessoas. Quanto vão custar essas indemnizações, mais a indemnização milionária que pede o arquitecto que a construiu, além do derrube em si?
4º - Por que não defende V. Ex.a a mesma implosão de uma outra torre, na Covilhã (ver “Correio da Manhã” de 17/10/2005), em tempos defendida pela Câmara, e que agora já não vai abaixo? Será porque o autor do projecto é o Arquitecto Fernando Pinto de Sousa, por acaso pai do Senhor Engenheiro, Primeiro-Ministro deste país?
a) Por que não optou por cobrar os 3,2 mil milhões de € que as empresas privadas devem à Segurança Social?
b) Por que não pôs em prática um plano para fazer a execução das dívidas fiscais pendentes nos tribunais Tributários e que somam 20 mil milhões de €?
c) Por que não actuou do lado dos benefícios fiscais que em 2004 significaram 1.000 milhões de €?
d) Por que não modificou o quadro legal que permite aos bancos, que duplicaram lucros em época recessiva, pagar apenas 13% de impostos?
e) Por que não renovou a famigerada Reserva Fiscal de Investimento que permitiu à PT não pagar impostos pelos prejuízos que teve no Brasil, o que, por junto, representará cerca de 6.500 milhões de € de receita perdida?
A verdade e a coragem foram atributos que V. Ex.a invocou para se diferenciar dos seus opositores.
QUANDO SUBIU OS IMPOSTOS, QUE PERANTE MILHÕES DE PORTUGUESES GARANTIU QUE NÃO SUBIRIA, FICÁMOS TODOS ESCLARECIDOS SOBRE A SUA VERDADE.
QUANDO ELEGEU OS DESEMPREGADOS, OS REFORMADOS E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COMO PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE COMBATE AO DÉFICE, PERCEBEMOS DE QUE TEOR É A SUA CORAGEM.
Santana Castilho (Professor Ensino Superior)"

Saudações canenses,
Antes de mais Canas a Concelho para sempre!...
Nestes tempos de transição, algo há a dizer… Sem ter certezas, o trajecto do LP no MRCCS parece ter chegado ao fim! Não por falta de vontade do próprio, mas porque existe, para mim, um claro objectivo de o “atirar borda fora” se não quiser ser marioneta nas mãos de alguns… Gosto da frontalidade do de muitos do chamado “núcleo duro”, são sinceros, não concordando com as suas ideias tiro-lhes o chapéu, porque sempre estiveram (e estão) prontos para o objectivo único da implementação municipal…
Mas há coisas que não podem ser “pão, pão… queijo, queijo…”!...
O que muitos analistas sociológicos sempre admiraram era o “jogo de cintura”, os “timings” e, principalmente a unidade!...
Muitos, no seio do MRCCS, sempre consideraram a unidade como unanimismo… E eu bem sei do que estou a falar! Sempre pensaram que tudo que fosse dito podia ser desdito a seu bel-prazer… Pensaram que o que o MRCCS (com LP à cabeça como candidato a presidente da Junta) podia prometer lutar (na Junta) pelo município e pelo desenvolvimento, mas depois esquecer a parte do desenvolvimento, como se a votação de 1000 pessoas (e até as outras 800 que, na verdade estavam muito próximas nas ideias) pudessem ser transformadas de “boi em vaca”!...
Colocam Canas em becos sem saída!... Não podemos aceitar “dinheiros” da Câmara, mas temos direito a eles ou, pior, temos direito a eles mas não podemos aceitar… O mesmo seria dizer “volta Colmeia estás perdoado”!... Na verdade, ele sempre foi um nosso grande aliado… Mas olhando só para a questão municipal… A política da “terra queimada” convinha-nos, o esforço da população subjugada a investimentos zero, anos atrás de anos, justificava-se pela perspectiva de sermos Concelho e de recuperarmos o tempo perdido na luta!...
Quero informar que, depois das Luminárias da Irmandade do Crepúsculo (LIC), quais velhos do Restelo, agoiros sedentos que tudo corra mal (e se não correr inventam), surge agora com mais nitidez a Irmandade da Porta Fechada (IPF), designação do @Mineiro que se aplica na perfeição… Faz-me lembrar uma feminista que gritava que se não pudessem ter tudo, então não queriam nada!... Tem de ser assim, nem que para isso tenhamos de passar por cima da razão ou do mundo… Eu também não quereria ser Concelho contra ninguém!... E, se temos razão, não devemos atropelá-la com o coração, distorcendo externamente o nosso ideal!... Mas o coração é preciso!... Os “duros” são precisos!...
Resta-me dizer que, se LP decidir sair (o que não desejo), esperei que outro tome o seu lugar… Quem vier por bem terá o meu apoio, a minha descrição, a minha amizade, a minha confidencialidade… Porque o meu objectivo será sempre Canas de Senhorim… O seu Concelho… O seu desenvolvimento!...
“Ao contrário daquilo que o monarca prometeu nas cortes de Tomar de 1580, ainda no seu mandato, e de modo mais intenso no reinado seu sucessor, Filipe III de Espanha, o desrespeito dos privilégios nacionais vinha agravando-se. Os impostos aumentavam; a população empobrecia; os burgueses ficavam afectados nos seus interesses comerciais; a nobreza estava preocupada com a perda dos seus postos e rendimentos; e o Império Português era ameaçado por ingleses e holandeses perante o desinteresse dos governadores filipinos.
Portugal estava também envolvido nas controvérsias europeias que a Espanha estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (Mina, 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em 1639) e fundamentalmente no Brasil (Salvador, Bahia, em 1624; Pernambuco, Paraíba, rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe desde 1630).
Finalmente, um sentimento profundo de autonomia partilhado por toda a população, que estava sempre presente, estava a crescer e foi consumado na revolta de 1640, no qual um grupo de conspiradores, constituído por nobres e juristas aclamou o duque de Bragança como Rei de Portugal, com o título de D. João IV (1640-1656), dando início à quarta Dinastia - Dinastia de Bragança.
O esforço nacional foi mantido durante vinte e oito anos, com o qual foi possível suster as sucessivas tentativas de invasão do exército espanhol e vencê-los nas mais importantes batalhas, assinando o tratado de paz definitivo em 1668. Esses anos foram bem sucedidos devido à conjugação de diversas vertentes como uma forte aliança com a Catalunha, os esforços diplomáticos da Inglaterra, França, Holanda e Roma, reorganização do exército português, intensificação ou reconstrução de fortalezas e consolidação política e administrativa.
Paralelamente, os portugueses conseguiram expulsar os holandeses do Brasil, como também de Angola e de São Tomé e Príncipe (1641-1654), restabelecendo o poder Atlântico Português. No entanto, as perdas no Oriente tornaram-se irreversíveis e Ceuta ficaria na posse de Espanha.”
Wikipédia
"goléador" !
Amigos e “irmãos” de blogue,Desde o princípio dos tempos que deitar a baixo é mais fácil de construir!...
Também não é mentira nenhuma que quando a derrocada começa, ela aumenta exponencialmente com o tempo… Na verdade enquanto vai caindo o estuque a prédio mantém-se de pé, talvez um pouco feio, mas de pé… Ainda habitável!... Depois vêm as paredes a “coisa” ainda de pé, torna-se inabitável!... Quando esmorecem as colunas o prédio vem pró chão…
Quantos homens morreram para se fazer a Ponte 25 de Abril? Quantas regras foram quebradas? Estará a obra ferida de morte por isso?
Tudo causa comichão!...
É a rotunda (eu diria o cinzeiro!), o anfiteatro, o alcatrão, o Canas em Movimento, a Piscina… Bem, eu sei lá que mais!... Inclusive, um “gajo” já nem pode gostar de leitão que cai o estuque todo de uma parede!...
Luís Filipe Scolari diria:
- Que saco!...
Nicolau Breyner atiraria:
- Não há pachorra!...
Mesmo aqueles que outrora (discordando com quase tudo), lançavam ideias e soluções, entraram agora na espiral luz crepuscular…
O Sol é crucial para quem quer ver… Mas é fatal para quem olha para ele!
Toda a gente sabe tudo, mas ninguém sabe nada!...
Lutar pelo município ou acreditar no prédio edificado, colam-nos a etiqueta da carneirada, dos enganados… E enganados por um terrível mistério que nem Hercule Poirot desvendaria… Para mim não há mistério nenhum!... Para mim há pessoas que lutam, constroem com erros e “mortes”, mas com o fim de se fazer o caminho…
Até um leão (triste analogia esta vindo de um Benfiquista) ferido, terá sobre si o sorriso cínico das hienas e o pairar mórbido dos abutres… Eu prefiro, ainda, tentar curar o leão, porque ele tem muito para dar!... Eu acredito!... Eu tentarei curá-lo, nem que por isso esteja sujeito a umas arranhadelas, a umas mordidelas ou bicadas!...
Para vosso júbilo, as coisas vão acontecer!... (enigmático!) Mas, eu não espero que os que destroem possam construir, tal como um abutre jamais mataria a carne que come!...

A população de Canas de Senhorim recebeu terça-feira à noite o seu presidente de Junta, Luís Pinheiro, e o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, como dois heróis por terem conseguido elevar a freguesia a concelho.
«Vocês são os maiores», «obrigadinho por terem trazido o concelho» foram algumas das saudações que Luís Pinheiro e José Cesário (que em 1998 apresentou o primeiro projecto de lei para a criação do concelho) ouviram assim que, chegados de Lisboa, cerca das 22:35, deixaram os carros a mais de meio quilómetro do centro da vila.
Na demorada caminhada até ao Largo 2 de Maio, onde estava montado o palco e os foguetes prontos a rebentar, foram muito aqueles que quiseram abraçar Luís Pinheiro, José Cesário e restante comitiva, que desde segunda-feira esteve na Assembleia da República a assistir aos «episódios» finais de décadas de luta.
Conseguindo «furar» a muito custo por entre os milhares de pessoas que invadiram as ruas do centro da vila, ao som da fanfarra e com fogo de artifício como pano de fundo, Luís Pinheiro - que nos últimos anos liderou as muitas manifestações populares - conseguiu chegar ao palco.
Apesar de contente com a vitória hoje conseguida na Assembleia da República, lembrou à população que «o processo não acabou, este foi um grande passo, mas falta ser votado na especialidade e o Presidente da República promulgá-lo». No entanto, mostrou-se confiante na votação dos deputados e na «sensibilidade» do Presidente da República, que «de certeza não vai deixar Canas ficar mal».
Já a pensar no futuro, Luís Pinheiro lembrou que Nelas - concelho a que pertence Canas de Senhorim - será sempre um vizinho. «Temos que nos dar bem, esta luta nunca foi contra eles, mas sim a nosso favor. Vamos ter uma postura digna e respeitar a Câmara Municipal de Nelas», pediu.
No entanto, antes de encerrar o seu discurso, não resistiu a uma provocação. «Comprámos uma série de morteiros de quilo, para ver se se ouvem em Nelas», afirmou, o que viria mais tarde a confirmar-se, com uma verdadeira «chuva» de ruidosos foguetes, acompanhados de fogo de artifício.
José Cesário afirmou que dias como o de terça-feira provam que «vale a pena fazer política, porque se conseguiu fazer justiça». O governante criticou a «forma indigna e inaceitável» como a freguesia de Canas foi tratada «durante anos e anos» pela Câmara de Nelas, liderada pelo socialista José Correia, mostrando-se convicto de que «será possível construir uma terra melhor».
Satisfeito com o novo vizinho estava o presidente da Câmara de Carregal do Sal, Atílio dos Santos Nunes, que recebeu um grande aplauso da população quando subiu ao palco. O autarca social-democrata disse aos jornalistas acreditar no futuro do concelho de Canas de Senhorim, frisando que o de Vila de Rei é ainda mais pequeno. Considera, por isso, serem infundadas as previsões do presidente da Câmara de Nelas de que, futuramente, o novo concelho será «absorvido» pelo de Carregal do Sal e criticou-o por, em tempos, não ter aceite o convite do Presidente da República para fazer as pazes com Canas.
Leonel Carvalho, responsável pelo Centro Regional de Segurança Social de Viseu, deixou a sugestão de o dia 1 de Julho passar a ser a data do futuro feriado municipal, uma proposta aplaudida pelos presentes.
Depois dos discursos e de um minuto de silêncio por todos aqueles que morreram sem ver concretizada a criação do concelho de Canas, os populares ficaram noite dentro a dançar ao som de um conjunto musical da terra.
Entre eles, muitos disseram à Agência Lusa não ter dúvidas de que Luís Pinheiro será o primeiro presidente da futura Câmara de Canas de Senhorim. «Isso aí já é outra guerra...», respondeu Luís Pinheiro quando questionado pelos jornalistas sobre o assunto.
PORTUGAL DIARIO
Bem sei que há pessoas que têm vergonha… Mas eu quero recordar… Eu quero lembrar… Eu quero lutar!...
Ninguém me apaga a memória… Ninguém!...
Não há uma LIC (internas ou externas) que apague o meu sonho… Não há!...
Só a criação do município de Canas de Senhorim atenuará as injustiças feitas a este povo… Haja ou não simpatia ou romantismo, a meta é só uma:
CANAS A CONCELHO PARA SEMPRE!...
Quer-me parecer que a protecção civil municipal começa a funcionar…
Esperemos que sim e que haja continuidade com protocolos idênticos aos da vigilância.
Cumprimentos