Johnson Controls quer fechar fábricas
As câmaras de Nelas e de Portalegre esperam, esta terça-feira, obter esclarecimentos dos responsáveis da empresa norte-americana sobre este encerramento.
Os autarcas vão reunir-se com os administradores da multinacional e, ao mesmo tempo, o sindicato dos metalúrgicos já pediu reuniões urgentes aos responsáveis da empresa norte-americana, aos presidentes de câmara e também aos governadores civis.
Com o encerramento da fábrica em Nelas e de outra unidade em Portalegre estão em causa mil postos de trabalho.
Ouvido pela TSF, o sindicalista Amadeu Santos adiantou à TSF que os operários da fábrica de Nelas foram apanhados de surpresa com a intenção do fecho.
«Os trabalhadores estão espantados com a notícia vinda hoje a público no Jornal de Negócios, com o previsível encerramento da empresa de Nelas que afecta cerca de 630 trabalhadores», disse, alertando para a falta de informação sobre o encerramento da fábrica.
Também no caso da fábrica de Portalegre, o sindicalista António Branco, coordenador da comissão de trabalhadores, disse tratar-se de uma notícia que «surpreendeu os operários», sobretudo numa altura em que a fábrica tem encomendas.
Entretanto, o presidente da Câmara de Portalegre disse preferir aguardar pelo encontro de amanhã com os administradores da empresa, antes de proferir qualquer comentário.
Por seu lado, a Câmara de Nelas lembrou que a multinacional norte-americana é a maior empregadora do concelho, pelo que o encerramento é encarado com enorme preocupação.
A Agência Portuguesa para o Investimento revelou, em declarações à TSF, que esta empresa norte-americana de componentes automóveis é uma das empresas estrangeiras relevantes com operações significativas em Portugal.
Fonte: TSF Online

