Terça-feira, Dezembro 26, 2006

A Vida continua

Não sei se os amigos repararam, mas desde a semana passada fez-se luz!... E não falo apenas dos enfeites natalícios…

As ruas Abílio Monteiro, Rossio, Estação e 1 de Julho têm luminárias (não as da irmandade do crepúsculo) novas… Será que alguém anda a ler-me?...

Quanto ao orçamento da CMasn, nem bons ventos nem bons casamentos, mesmo que românticos, 100.000 contos… Vomitemos então!...

A recuperação ambiental está que nem se pode… Ou seja, está, mas não está lá muito bem!... Fala-se até em metais pesados a chegar à Figueira da Foz, com passagem em Coimbra (será A ou B?)… Mas parece que a AZU está firme e hirta como uma barra de ferro… Ainda não percebi o objectivo de tanto Show mediático… Também não deve ser para eu perceber!... Quererão fechar o Hotel? Ganhar “algum”? Marcar posição?

Houve também um comício, longo, onde podemos saber mais algumas coisas… Entre elas destaco um leitão (que mais poderia ser?), o Luís comeu um leitão (espero que não sozinho que faz mal ao colesterol) como pagamento da construção de um beco… Apraz-me dizer que se um beco dá um leitão, a reparação dos passeios e da estrada da minha rua deve ficar por uma semanada de leitões (no Rui dos Leitões)… Tempos houve que um beco custava uma garrafa de vinho, uma broa e um naco de presunto… Bem, mas isso era estarmos a “esfolar” feridas passadas…

Domingo, Dezembro 24, 2006

Feliz Natal

Para todos

Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

Esperar sentado

Terça-feira, Dezembro 12, 2006

Consulta

Com a bonita soma de 123 votos apresentam-se os resultados da consulta anteriormente disponível neste e-pasquim.
Ganhou, tangencialmente, a opção terrorismo político logo seguida da opção que defendia o nada fazer. Vistas bem as coisas faz algum sentido, pois podemos ver a actual realidade como terrorismo político (ideologicamente falando).

Aceitam-se sugestões sobre a hipótese vencedora.

Segunda-feira, Dezembro 11, 2006

O sonho de um dia ser concelho...

No JN de hoje


Dificilmente existirá no País localidade com sentimento municipalista mais exacerbado que Canas de Senhorim. Um sentimento com mais de cem anos. Os canenses não querem criar o concelho, querem restaurá-lo. "Uma restauração que fica a faltar nestes 30 anos de poder local, porque as reformas administrativas resolveram parte das assimetrias, mas no interior do País as sedes de concelho estão a concentrar tudo e a secar as terras à sua volta", afirma Luís Pinheiro, presidente da junta e rosto visível do Movimento para a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCC). Uma restauração que nunca chegou em definitivo.

Município extinto através da reforma de 1852, foi recuperado em 1866. Novamente extinto um ano depois, até hoje! A luta começou em 1975 com o arranque dos carris da linha férrea da Beira Alta. O povo queria o seu concelho de volta. Enquanto "Canas agonizava, Nelas crescia", recorda Pinheiro. E a 2 de Agosto de 1982 o sonho sai à rua com uma manifestação que chama a atenção para o seu problema. Que se mantém até hoje.

Canas tem cerca 50 km2 e 6457 habitantes. O que a colocaria como o 22.º concelho de Viseu, em população, deixando atrás Penedono, Sernancelhe e Vila Nova de Paiva. Factos que encontram novos argumentos. A vila reúne "a maioria das estruturas necessárias, escolas primária e secundária, 14 associações culturais e recreativas, bombeiros e posto da GNR".

Na década de 80 o Parlamento recebe o primeiro projecto para elevar Canas a município. "O concelho sempre existiu na vontade das pessoas", assevera Luís Pinheiro.

A maioria da população deseja a elevação da freguesia, apesar da forte contestação de Nelas. José Correia, o anterior presidente socialista da Câmara de Nelas, contribuiu para isso. Diz Pinheiro que "não foi obreiro da nossa luta, mas ajudou a aumentar o sentimento de município". O líder do MRCC conheceu bem "os tempos de investimento zero na vila". E, entrados no século XXI, Canas viu-se concelho. Em 2003 o Parlamento votava finalmente a proposta de criação. Mas Jorge Sampaio vetou o diploma. Por estes lados guardam-lhe a mesma estima que a José Correia. Subsiste a "raiva, mágoa e frustração, porque transformou um caso político em caso de polícia". Muitos canenses continuam a responder em tribunal pela forma como receberam Sampaio nas comemorações do 10 de Junho de 2003. Pinheiro resume a atitude como sendo, "à boa maneira fascista, uma forma de nos silenciar".

Em 2005 a Câmara de Nelas muda para as mãos do PSD e o MRCC ganha a junta e o seu líder torna-se autarca. Hoje já existe relacionamento com a câmara. A exigência de restauração do concelho praticamente deixou de se ouvir, por "motivos estratégicos". Pinheiro admite o diálogo com a câmara e assume "uma atitude colaborante". Mas não vai às reuniões da assembleia municipal. É preciso esperar para "ver se a política muda realmente".

Mas desistir nunca. "Vamos esperar pelo momento certo e aguardar que os partidos que nos apoiam voltem a apresentar o projecto."


É esperar portanto…..

Sábado, Dezembro 09, 2006

Que todos sejam um

Não sou hipocondríaco, mas, tirando a ginecologia e a obstetrícia, deveria ir a médicos de todas as especialidades!... Isso não vos interessará!... São problemas meus!...
Mas, há um que é de todos!
Saberão que a extensão de Canas de Senhorim do centro de saúde de asnelas, vulgo Posto Médico, estará com os dias contados!... Ou então, não... Mas, a “coisa” não ficará muito famosa!...
Não há médicos... E os que vão aparecendo são “chutados” para canto com uma clara intenção de complicar!... Soube até que uma médica, sabendo que havia falta em Canas de Senhorim e querendo cá viver, perguntou se poderia ser colocada... A resposta foi, no mínimo, estranha... Claro que poderia ficar, mas em Santar!... Também merecem!
Contudo, estranha parece ser a intenção de se criar o “mito” de que em Canas os médicos são mal tratados... Os que querem cá ficar são escorraçados superiormente, os que não querem é-nos dado o motivo dos maus tratos!... Sei de pelo menos 3 médicas que queriam ficar em Canas e, pasmem-se, não havia lugar para elas!...
Diz-se, por exemplo que as pessoas devem ir ao SAP, para que subam o número de consultas e o Ministério da Saúde, não feche as urgências a quando da reestruturação nacional!...
Qual é a política para a saúde no que diz respeito a esta Vila? O que querem fazer? Que problemas efectivos há, para que não seja resolvida a questão? É para fechar? Os canenses vão resignar-se?
É claro que, temos sempre o “bode expiatório” do Luís Pinheiro ou do MRCCS, já que, para os pedantes, todos os males de Canas, quiçá do Mundo, entroncam no LP!...
Eu preferiria resolver o problema de uma vez, todos juntos!... Mas, se calhar, é melhor acordar!

Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

Horas Vagas

Apresentação de Horas Vagas, o novo livro de Rui Fonte, dia 10 de Dezembro pelas 18 horas, na Biblioteca José Adelino.

Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

o ataque dos cagalhões!

Os cagalhões voltaram a atacar!...
Ontem, na Av. Abílio Monteiro, uma tampa de esgoto “debitava” água, pensos higiénicos, preservativos, cagalhões e tudo que nós mandamos para o esgoto de nossas casas...
O que me chateia é que não ouço falar de uma nova ETAR, nem de uma nova rede de esgotos
.

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Cartoon

O velho, o rapaz e o burro

O Mundo ralha de tudo,
Tenha ou não tenha razão,
Quero contar uma estória,
Em prova dessa afirmação.

Era uma vez um velho que tinha um neto e um burro!...
Um dia o velho propôs ao neto:
- Ó meu neto pára de jogar à bola e anda daí... Vamos até à aldeia! Com ela fica longe vais montado no burro.
Já no caminho um grupo de homens critica a situação:
- Olha para aquilo Manel!!! Eu estarei a ver bem?

- Parece impossível que o rapaz que é novo vá montado no burro e o velho, coitado, meio trôpego, vá a pé! - explanou o Manel, logo segundado pelo companheiro
- Ó Manel, por isso é que o mundo não vai para a frente... Ó rapaz sai de cima do burro, deixa montar o velhote.
O velho incomodado disse:
- Raio dos homens... Ó meu rapaz talvez seja melhor desceres do burro, assim as pessoas já não falam!... Olha, vou eu em cima do burro
O rapaz desceu e deixou montar o avô... Mais à frente uma lavadeira que passavam:
- Comadre, olhe bem para aquilo! O velho montado no burro e o rapazito a pé.
E dirigindo-se ao velho:
- Devia ter vergonha, seu velho mandrião!... Então o seu neto é que vai a pé, um rapazito ainda de tenra idade?
A outra lavadeira concluiu:
- Ó homem saia de cima do burro!
O velho ficou outra vez surpreendido, mas agora não sabia o que fazer. Coça a cabeça e tem uma ideia!
-Ó neto, olha eu nem sei, mas pensado bem... É melhor irmos os dois em cima do burro... Não achas?
- O neto respondeu:
- Acho bem avô...”Bora” lá!...

Prosseguem caminho e encontram-se com duas ceifeira que vinham do campo. Ao ver o velho, o rapaz e o burro comentam entre si:
- Ai valha-me Sto. Onofre ... Se a minha vista não me falha, eu estou a ver dois em cima de um burro

- Não estás enganada, não!... É verdade... Olha só para aquilo!... Pobre do burro

E dirigindo-se ao velho:
- Ó compadre, coitado do animal... A carregar duas pessoas, ainda se vai abaixo das canelas!

- Por amor de Deus, dê-lhe algum descanso, alivie-lhe os costados!
O velho, desesperado, desabafa:
- Mau, mau Maria... Já viste isto? Agora é que não sei o que fazer! Dá-me uma ideia, ajuda-me a calar esta gente.
O neto deu a ideia:
-Eu estive para aqui a pensar e tenho uma ideia genial. Ó vô porque não vamos os dois a pé? Vais ver que ninguém fala!

O velho fica contente com a ideia, abraça o neto e continuem o caminho quando se deparam com dois rapazes que vinha de trotinete:
- Tony, eu até vou mais devagar para ver melhor!...

- Sim, aqueles dois endoideceram... O velho e o “puto” a pé e o burro descansadinho...
O primeiro aborda o velho em tom de gozo:
- Ó homem, tem medo que o burro se estrague?
- Vão a pé, vão... Assim o burro não se cansa!Depois de ouvir isto o velho tira a boina irritado e fala com o neto:

- Sabes uma coisa, meu rapaz? O melhor que temos a fazer e não darmos ouvidos ao que dizem os outros, pois vai haver sempre alguém a criticar as nossas opções... Por melhor que nós a achemos...

Assim aprenderam a lição...
Para a todos agradar
Foi fazendo o que ouvia
E só no fim percebeu
Que a sua razão é que valia!...

O Objectivo era mesmo é só... Chegar à Aldeia!...

Terça-feira, Dezembro 05, 2006

O Grito!...


Muitos preocupam-se com o Cultura... Eu, como sou mais terra a terra, tenho outros assuntos me incomodam, algo mais de tipo “coltura” (das batatas e dos feijões)!...
Continuo irredutível em relação à iluminação das ruas de Canas de Senhorim, “não se vê a ponta de um corno”... Ou sou eu que tenho cegueira nocturna?
De passeios também tenho cá as minhas teorias... Arranjaram-se, alargaram-se, mas pouco de novo de novo... Uma rotunda mal amanhada, uma rua com alcatrão novo cheio de buracos, estradas cheias de terra, passeios a fazer lembrar pantanais amazónicos ou com regos por arranjar... E os da Av. da Igreja? Não pode ser!...
São as antigas matas por reflorestar, uma requalificação ambiental das antigas minas que tenho as minhas dúvidas em relação à sua efectiva impermeabilização, trânsito mal regulado, falta de uma solução duradoura para a travessia da estrada nacional junto as bombas da Total, uma zona industrial onde falta tudo... Não pode ser!...
Canas foi chutada para canto!...
E se para muitos esta Vila não passa de uma feira das vaidades, um jardim zoológico, um estudo social, outros há que têm de cá viver... Querem cá viver... Exigem cá viver!...
Os que nos vêm do lado de lá do vidro... Até alguns Canenses “Culturais”, que não vivem cá, que só cá vêm porque brota neles uma saudade do pai ou da mãe, da casa dos avós, do Carnaval, da Feira Medieval, das Termas, de um albergue para ir à Serra da Estrela... Eu não sou uma lagosta dentro do aquário esperando a panela... Não quero ser... Exijo que não seja... Eu vivo cá!...
E se não querem ouvir o meu grito, por ser “coltural”, paroquial ou alucinado, olhem o passado dos nossos avós, o presente dos nosso amigos que cá estão, o futuro das nossas crianças!... Vão ver que é mais aquilo o que nos une, do que aquilo que nos separa!
E se querem baixar os braços, baixem!... Não andem a cortar os braços dos outros! Já agora, nem as pernas!

Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

Se..

Se em Canas de Senhorim temos pessoas tão desprezíveis, traidores, jagunços e carneiros... Senhores burgueses, Nobres e clericais... Uma ralé cultural, industrial e social...
Homens alucinados, esquizofrénicos e cleptómanos...
Se tudo isto é verdade, porque é que alguns ainda perdem tempo a discutir isso? Não seria melhor rasgarem o BI e irem pregar a outra freguesia? É que, como diria o ditado:
Não gostas? Come menos!...
Ou então:
Quem está mal muda-se! - Ou falta coragem?

O Chefe da Matilha!

Eu sou o último!...
Para mim o outro tem sempre razão!...
Para mim o outro sabe mais do que eu!...
Não faço dos outros estúpidos
Mas, às vezes, até penso... Só penso!...
O outro tem sempre algo a dizer,
Uma perspectiva mais válida,
Um pensamento mais lúcido,
Uma vontade de vencer...
Não sou reserva mental de ninguém!...
Se chamo à atenção alguém.
É porque acredito que ele esteja certo
E eu é que estou a “ver” mal!...
Não tenho a pretensão de achar
Que os últimos são os primeiros...
Simplesmente porque os últimos são... Os últimos!...

Sempre me irritou as manias de superioridade de alguns!... Até no meu, restrito, grupo de amigos isso me faz “mal a vesícula”... Nos blogues isso atinge proporções de ridículo!
Alguns, sem nunca darem a sua opinião, põem em causa a dos outros, “arvoram-se” de alta autoridade não sei bem de quê (talvez de tudo), discutem assuntos já discutidos e alteram-se se os outros não os seguem...
Mantêm sempre aquele ar ofendido por os outros serem como são, não sendo como eles! Criam alianças virtuais à espera de formarem uma matilha de opinião, indexados às suas!...
O Mundo pula e avança... O Mundo pula e avança!...

Sábado, Dezembro 02, 2006

Um soneto de Natália Correia

Um soneto de Natália Correia a João Morgado (CDS-PP), relembrado aqui, em época de referendo.
«O acto sexual é para ter filhos» - disse o deputado do CDS-PP em anterior debate sobre legalização do aborto. A resposta, EM JEITO DE POEMA, que fez rir todas as bancadas parlamentares, veio de Natália Correia. Aqui fica:

Já que o coito - diz Morgado -
Tem como fim cristalino,
Preciso e imaculado
Fazer menina ou menino;
E cada vez que o varão
Sexual petisco manduca,
Temos na procriação
Prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
Lógica é a conclusão
De que o viril instrumento
Só usou - parca ração! -
Uma vez. E se a função
Faz o órgão - diz o ditado -
Consumada essa excepção,
Ficou capado o Morgado.

Sítios Canenses

Referências

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