Aborto nº 1:Referendo universal
Como é que é possível fazer-se um referendo universal numa questão como um aborto onde os 1ºs, 2ºs e 3ºs interessados são as mulheres grávidas ou que podem engravidar? Um homem com um mínimo de senso pode julgar a moralidade da questão, mas apenas e só. Mas a moral é como um barrete, nem todos dão para todas as cabeças, uns maiores, outros mais pequenos. Referendo sim, mas condicionado às mulheres dos 14 aos 42, pois este assunto é particular delas. A mim não me pedem para ir votar para as eleições de alcaide de Salamanca.
Aborto nº 2:Partidarização de uma questão de interesse particular
Como é possível os partidos, o primeiro ministro ou outro qualquer a tomar posições? Esta questão é meramente social e moral, mas nada pode impedir o eng. josé sócrates ou o dr. marques mendes ou outros de manifestarem a sua posição, mas partidarizar um assunto tão sensível e tão exclusivo de um grupo tão restrito torna-se surreal, mas vindo de quem vem, nem é mal nenhum. E se socialmente, todos sabem o que V. Exas são, então moralmente ainda mais se sabe o que V. Exas não são. Basta perguntarem quem é o dr. Branquinho Lobo, para servir de exemplo.
Aborto nº 3:Consequências políticas, verborreia insconsciente ou subliminar
O primeiro ministro, ou líder do ps, ou ambos virem declarar a público que a derrota do sim é uma derrota política. Não sei se o 1º ministro é masoquista ou está a atravessar uma fase algo conturbada da vida dele que lhe afecta a fluência retórica e oratória. Atrás dos motivos supracitados, apresento mais um:
As pessoas que querem mostrar um cartão vermelho contra o (des)governo vão votar NÃO, porque o presidente do partido que está no governo tomou uma posição pública nessa qualidade e saiu em campanha pela mesma!!!!!! Essas pessoas que me perdoem a expressão, mas essas pessoas só as consigo associar com um rebanho de ovelhas, que vão para onde o pastor lhes assobia. Ora, o eng. sócrates, numa brilhante(para alguns eheheheheheh) manobra possível de manipulação popular e populismo, apunhalou pelas costas a sua bandeira de campanha e lava daí as mãos como pôncio pilatos, e o tal rebanho (o eleitorado que segue ao som do assobio do pastor), em conformidade, morde o isco e abocanha o anzol. Mas esquecem-se de uma coisa. Não vão castigar o 1º ministro nem o governo como esse sr. quis fazer crer. Ele e a classe parasita dele já têm o que querem e conseguiram o que queriam. Vão castigar sim as mulheres que estão presas e castigar as mulheres que têm única e exclusivamente uma opinião catedrática sobre esse assunto e deturpar o acto em si e o verdadeiro sentido que ele deveria ter e que a chico-espertice de alguns aproveita para seu próprio benefício.
A César o que é de César e deixem votar de plena consciência quem realmente vai ser afectado por essas medidas e quem realmente pode opinar sobre elas.
Tenho dito.